Tribunal de Justiça de MT

Grupos Reflexivos consolidam cultura de responsabilização e reduzem reincidência

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Desde a estruturação do Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar na cidade de Tabaporã, não há registro de reincidência entre os 35 participantes que passaram pela iniciativa desde sua implantação, em março de 2025.

Atualmente, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso conta com 24 Grupos implantados, como parte da política institucional coordenada pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar – Cemulher-MT. Os Grupos Reflexivos são espaços de diálogo e conscientização, obrigatórios para homens em processo judicial pela Lei Maria da Penha e com medidas protetivas.

A proposta vai além da responsabilização judicial, promovendo espaços de escuta, orientação e reconstrução de condutas.

“A reflexão proposta por psicólogos e assistentes sociais permite que compreendam o real impacto de suas ações, fazendo com que os índices de reincidência caiam drasticamente. Inclusive, muitos participantes continuam a frequentar os encontros mesmo após serem liberados judicialmente. O fato de o Tribunal de Justiça de Mato Grosso ter implementado esses grupos antes mesmo das recomendações do CNJ, reforça o protagonismo da instituição no combate à violência doméstica, uma das principais causas de morte de mulheres no país. Essa visão estratégica de investir em modelos pedagógicos auxilia diretamente na prevenção de novas violências de gênero”, avalia o juiz substituto da Vara Única e diretor do Fórum, Iron Silva Muniz.

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O magistrado Laio Portes Sthel, que acompanhou o desenvolvimento e implantação do Grupo Reflexivo em 2025 e atualmente atua na 2ª Vara de Colíder, também destaca a iniciativa.

“Considero que o início desses grupos em Mato Grosso, antes mesmo das recomendações do Conselho Nacional de Justiça, reforça sim o protagonismo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no enfrentamento à violência doméstica. Essa antecipação revela sensibilidade institucional e disposição para adotar práticas baseadas em prevenção e responsabilização, indo além da resposta exclusivamente punitiva. Também contribui para a consolidação de uma cultura de atuação articulada com políticas públicas e com a Rede local de proteção às mulheres vítimas de violência, o que é essencial para resultados mais consistentes e duradouros nessa seara”, pondera.

O conhecimento adquirido ao longo das semanas é multiplicado pelos próprios participantes dos grupos reflexivos, que passam a atuar como agentes de mudança em seus círculos familiares e sociais. A iniciativa espontânea de compartilhar aprendizados e rever comportamentos é relatada por Iromar Oliveira, de 25 anos.

“Eu nunca ‘trisquei’ um dedo na minha ex-mulher, mas aprendi que existem limitações para o que a gente fala, que as palavras podem ser usadas como agressão”, contou.

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Iromar reconhece que ainda há muito a ser desconstruído em razão da criação cultural machista, mas afirma aplicar, na prática, o que aprendeu durante os encontros. “Foi bom. Eu posso melhorar. Hoje, já estou casado e mantenho nova forma de convívio e falo sobre o que aprendi para o meu padrasto e para o meu irmão”, conta.

Alinhamento e Iniciativa

Mato Grosso é um estado pioneiro na implementação desses grupos, com ações iniciadas em 2021, antes mesmo das recomendações formais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A implementação desses grupos está em consonância com a Recomendação nº 124/CNJ, de 07 de janeiro de 2022, que orienta os Tribunais de Justiça a instituir e manter programas voltados à reflexão e sensibilização de agressores, visando a efetivação das medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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2ª Expedição Justiça Sem Fronteiras começa nesta quinta-feira (11) na Comunidade de Palmarito

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Cartaz Começa nesta quinta-feira (11) a 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. A primeira parada da comitiva formada por profissionais de diversas áreas será na Comunidade de Palmarito, localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Os atendimentos começam às 8h na Escola Municipal Duque de Caxias. No local, a população terá acesso facilitado a serviços essenciais nas áreas de saúde, orientação jurídica, educação, cultura e integração social. A iniciativa é da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Nesta edição, os atendimentos serão realizados em três localidades. Nos dias 11 e 12 de junho, as equipes estarão na Comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Na sequência, a expedição seguirá para o Distrito de Santa Clara de Monte Cristo, também em Vila Bela, onde os serviços serão ofertados nos dias 14 e 15 de junho.

A programação será encerrada nos dias 17 e 18 de junho, no Distrito Vila Picada, no município de Porto Esperidião. Em todas as localidades, os serviços estarão disponíveis das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.

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A Expedição Justiça Sem Fronteiras foi criada com o compromisso de garantir acesso à Justiça e aos direitos básicos a populações que enfrentam dificuldades em obter serviços públicos. Nesse contexto, a iniciativa leva serviços de cidadania e atendimentos essenciais a comunidades em situação de vulnerabilidade social localizadas na região fronteiriça do estado.

Veja a programação de atendimentos:

Comunidade de Palmarito – Município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT

Data: 11 e 12 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Municipal Duque de Caxias

Distrito de Santa Clara de Monte Cristo – Município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT

Data: 14 e 15 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Estadual/Municipal Ponta do Aterro

Distrito Vila Picada – Município de Porto Esperidião/MT

Data: 17 e 18 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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