Tribunal de Justiça de MT

Alunos da Escola Estadual Hélio Palma aprendem a identificar e combater violência contra a mulher

Publicado

Um homem de pé fala para um grupo de estudantes sentados em círculo em uma sala de aula. Os jovens vestem uniformes azuis e brancos e seguram folhetos. O ambiente é iluminado e tem paredes claras.Plantar a semente hoje, para colher bons frutos amanhã. Essa é uma das estratégias que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) tem utilizado para enfrentar a violência contra a mulher. Alunos da Escola Estadual Hélio Palma de Arruda, por exemplo, tiveram a oportunidade de aprender sobre como identificar, prevenir e combater os tipos de violência doméstica e familiar.
A palestra aconteceu nesta sexta-feira (27) e reuniu estudantes do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental. A ação foi realizada pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) e levou, por meio do projeto “Cemulher e a Lei Maria da Penha nas Escolas”, informações sobre os tipos de violência, canais de denúncia e respeito às mulheres.
Close de uma jovem de cabelos cacheados e escuros, vestindo uniforme escolar branco com detalhes em azul e verde. Ela olha para o lado enquanto uma pessoa segura um celular próximo, como em uma entrevista.A iniciativa tem como objetivo promover a conscientização sobre o tema, contribuindo com a educação dos adolescentes e possibilitando que eles consigam identificar e interromper um ciclo de violência. O projeto atua em parceria com escolas municipais e estaduais, realizando rodas de conversas, palestras e outras ações preventivas.
A aluna do 6º ano Gabriely Vitória disse que, a partir de agora, se sente mais preparada para identificar um tipo de violência e, se necessário, ajudar outras mulheres. “Eu aprendi sobre a Maria da Penha, que eu não sabia o que tinha acontecido com ela. Eu aprendi também que homem não pode bater em mulher, isso é regra”, relatou.
Homem jovem de óculos e camiseta preta fala sorrindo enquanto é entrevistado. Uma mão segura um celular à frente dele para gravar. Ao fundo, vultos de estudantes e uma cortina clara.Para o professor Matheus de Oliveira, a ação é fundamental, especialmente para que as meninas possam prevenir casos de violência. “É extremamente interessante trabalhar esse tema, visto que várias situações podem estar acontecendo na casa dos próprios alunos. Com esse conhecimento, eles podem prevenir essas situações, principalmente as meninas”, afirmou.
Um homem de barba grisalha e camisa azul sorri enquanto fala ao celular de um entrevistador. Ao fundo, um painel com um coração rosa e os dizeres O assessor técnico da equipe multidisciplinar do Cemulher-MT, Cristian Pereira Oliveira foi um dos palestrantes. Ele destacou que esse trabalho foi idealizado pela desembargadora Maria Erotides Kneip, que vê a educação como o principal caminho de transformação. Ainda segundo ele, o trabalho de conscientização de crianças e adolescentes tem sido eficaz.
“O filósofo grego Pitágoras disse que é preciso educar as crianças hoje para não ser preciso punir os homens de amanhã. Então, com esse trabalho, tenho certeza que os frutos serão colhidos mais tarde, pois essas crianças e adolescentes estão se conscientizando. Temos uma realidade muito triste aqui no nosso estado e nós queremos mudá-la”, argumentou Cristian.
Onde buscar ajuda?
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Delegacia Especializada de Defesa da Mulher:
(65) 3901-4277
WhatsApp para denúncias- 8408-7983
Plantão 24h de Violência Doméstica e Sexual: (65) 3901-4254
Defensoria Pública de MT:
Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) – (65) 99805-1031 – Cuiabá.
Defensoria Pública da 1° Vara de Viol. Doméstica – 99804-2636
Defensoria Pública da 2° Vara de Viol. Doméstica – 99630-2157

Autor: Bruno Vicente

Leia mais:  Adoção e entrega voluntária: orientação do Judiciário rompe tabus e protege infâncias

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

Publicado

Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Leia mais:  FGV Justiça oferece vagas gratuitas no curso Desafios da Democracia no Século XX para magistrados

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Leia mais:  Vila Rica é a 76ª comarca visitada pelo Programa Corregedoria Participativa

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana