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Prova Nacional de Leite a Pasto vai identificar as melhores novilhas zebuínas leiteiras do Brasil Central

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Embrapa e ACZP realizam nova edição da Prova Brasileira de Leite a Pasto

A Embrapa Cerrados, em parceria com a Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP), abriu as inscrições para a 12ª edição da Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto, que será realizada no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL), em Brasília (DF).

A iniciativa tem como objetivo avaliar e selecionar as novilhas zebuínas leiteiras com maior potencial genético para a produção de leite em regime de pasto rotacionado. O evento é voltado a criadores das raças Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e seus cruzamentos.

De acordo com o pesquisador Carlos Frederico Martins, coordenador da prova pela Embrapa Cerrados, o projeto contribui diretamente para o melhoramento genético e o desenvolvimento sustentável da pecuária leiteira no Brasil Central.

Avaliação das novilhas seguirá critérios produtivos e morfológicos

Durante o processo, as novilhas participantes serão acompanhadas por 305 dias de lactação, em sistema de pasto rotacionado, e avaliadas em diversos parâmetros.

Entre os principais critérios estão:

  • Produção total de leite;
  • Intervalo entre parto e concepção (eficiência reprodutiva);
  • Idade ao primeiro parto (precocidade);
  • Qualidade e persistência da lactação;
  • Avaliação morfológica.

Esses fatores compõem o Índice Fenotípico de Seleção, que classificará os animais com melhor desempenho ao final das avaliações.

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Vagas e condições de participação

A prova disponibiliza 80 vagas, sendo 20 para cada raça (Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e cruzamentos). Cada criador pode inscrever até três novilhas por raça, desde que os animais sejam registrados na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) nas categorias Puro de Origem (PO) ou Puro por Avaliação (PA).

Outro requisito é que as novilhas estejam gestantes de sete meses, com parto previsto durante o período de adaptação no CTZL.

Cronograma e período de avaliação

A Prova de Leite a Pasto terá duração total de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e dez meses de avaliação.

As novilhas deverão parir entre 2 de dezembro de 2026 e 15 de fevereiro de 2027, conforme o calendário oficial da ABCZ. Para isso, a inseminação ou cobertura deve ocorrer entre 2 de março e 10 de abril de 2026.

A entrada dos animais no CTZL (DF-180, Km 64, Brasília) está prevista para 3 de novembro de 2026, com permanência até janeiro de 2028. Os resultados finais serão divulgados a partir de abril de 2028.

Inscrições e valores

As inscrições devem ser realizadas até 30 de outubro de 2026, diretamente com a ACZP, pelo e-mail [email protected].

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Os valores de participação variam conforme o número de animais inscritos:

  • R$ 3.000 por novilha (para uma inscrita), parcelados em cinco vezes mensais;
  • R$ 2.400 por novilha (para duas inscritas);
  • R$ 2.000 por novilha (para três inscritas).

Mais detalhes e o regulamento completo estão disponíveis junto à ACZP e à Embrapa Cerrados.

Contatos e informações adicionais

Para informações técnicas e operacionais, os interessados podem contatar:

Parcerias e apoio institucional

A 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto conta com apoio de diversas entidades do setor, incluindo a ABCZ, a Associação Brasileira de Criadores de Sindi, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, a Emater-DF, a Federação de Agricultura e Pecuária do Distrito Federal, o Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, além da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba (Empaer-PB), da Universidade de Brasília (UnB) e da Alta Genetics.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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