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Chuvas atrasam colheita da soja e plantio da safrinha de milho no Centro-Sul do Brasil

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Clima desafia produtores e atrasa o avanço das lavouras

O excesso de chuvas nas últimas semanas tem dificultado o andamento das atividades agrícolas no Centro-Sul do Brasil, comprometendo tanto a colheita da soja quanto o plantio da segunda safra de milho (safrinha).

Segundo levantamento da AgRural, os trabalhos de campo seguem em ritmo mais lento do que o observado nos últimos anos, com impacto direto sobre o cronograma da safra 2025/26.

Colheita da soja é a mais lenta em cinco anos

Até a última quinta-feira (26), 39% da área de soja 2025/26 havia sido colhida no país, contra 30% na semana anterior e 50% no mesmo período do ano passado — o ritmo mais lento desde a safra 2020/21.

As chuvas intensas que voltaram a atingir as principais regiões produtoras na quarta semana de fevereiro são o principal motivo do atraso.

Os estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, além de áreas do Sudeste, Norte e Nordeste, enfrentaram grandes volumes de precipitação, que dificultaram o uso de colheitadeiras e o escoamento da safra — especialmente no trajeto entre Mato Grosso e os portos do Arco Norte.

No Sul do país, a colheita avançou sem grandes obstáculos no Paraná, embora o ciclo alongado de algumas lavouras ainda cause atrasos. Já no Rio Grande do Sul, as chuvas recentes foram positivas, ajudando a recuperar parte do potencial produtivo, mas novas precipitações são necessárias nas próximas semanas para evitar perdas adicionais.

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Revisão da produção de soja: estiagem no RS reduz estimativa

A AgRural revisou sua estimativa para a produção de soja no Brasil em 2025/26, que passou de 181 milhões para 178 milhões de toneladas.

A queda é atribuída, principalmente, à estiagem no Rio Grande do Sul, que reduziu a produtividade média no estado.

Apesar das perdas gaúchas, o impacto nacional foi parcialmente compensado por rendimentos mais altos em Mato Grosso e em outras regiões onde as lavouras foram menos afetadas pelo clima.

Safrinha de milho avança, mas segue no ritmo mais lento desde 2022

O plantio da safrinha de milho 2026 chegou a 66% da área estimada no Centro-Sul até o dia 26 de fevereiro, um avanço em relação aos 50% da semana anterior, mas ainda o menor índice para a data desde 2022.

No mesmo período do ano passado, 80% da área já estava semeada, segundo dados da AgRural.

O principal obstáculo é o atraso na colheita da soja, que impede o avanço das plantadeiras em várias regiões, além das chuvas frequentes, que dificultam o preparo do solo.

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Milho verão e produção total

A colheita do milho verão 2025/26 atingiu 36% da área no Centro-Sul, um avanço em relação aos 28% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 46% registrados há um ano.

Com as três safras somadas (primeira, segunda e terceira), a produção total de milho no Brasil é estimada pela AgRural em 136,2 milhões de toneladas.

Perspectivas para o mercado agrícola

O ritmo lento da colheita de soja e do plantio do milho traz preocupação para o setor, pois parte das lavouras de milho pode ser semeada fora da janela ideal, aumentando o risco de perdas por clima adverso no fim do ciclo.

Além disso, o atraso na soja e os gargalos logísticos devem pressionar o escoamento da produção, especialmente nas regiões que dependem de estradas e portos do Norte do país.

Analistas apontam que o comportamento do clima nas próximas semanas será decisivo para consolidar o potencial produtivo das duas principais culturas do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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