Nacional

MPor conclui instalação de estação meteorológica automatizada no aeroporto de Barcelos (AM)

Publicado

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) concluiu a instalação de uma Estação Meteorológica de Altitude Automatizada (EMA-A) no aeroporto de Barcelos. O investimento de R$ 4,8 milhões integra a carteira de projetos voltados ao fortalecimento da infraestrutura e da segurança da aviação em aeroportos regionais do país.  

“Estamos investindo em tecnologia e infraestrutura para garantir mais segurança às operações aéreas e ampliar a integração da região amazônica ao restante do país. Melhorar a estrutura dos aeroportos regionais significa fortalecer o turismo, estimular a economia local e assegurar mais qualidade nos serviços prestados à população”, explicou o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho.  

As EMA-A são sistemas utilizados para coletar e processar dados meteorológicos da atmosfera, como temperatura, umidade e pressão. As informações são obtidas por meio de uma radiossonda acoplada a um balão meteorológico que é lançado e envia dados durante a subida, permitindo a análise das condições atmosféricas desde a superfície até camadas mais elevadas da atmosfera.  

Leia mais:  Governo Federal inicia ação nacional para regularizar FGTS de trabalhadores domésticos

O objetivo principal do equipamento é aprimorar os serviços meteorológicos de análise, vigilância e previsão do tempo nas áreas das Regiões de Informação de Voo. A tecnologia é especialmente importante em regiões onde o acesso permanente de equipes técnicas é limitado, contribuindo para aumentar a segurança e a confiabilidade das operações aéreas.  

Outro diferencial das estações é o sistema automatizado de lançamento dos balões meteorológicos. A tecnologia permite o funcionamento contínuo mesmo em locais remotos e de difícil acesso, característica fundamental para a região amazônica, onde as condições geográficas e climáticas podem dificultar o monitoramento meteorológico tradicional.  

Localizado a cerca de 400 quilômetros de Manaus, o aeroporto de Barcelos tem papel estratégico na mobilidade da região. O terminal atende principalmente voos regionais e é um importante porta de entrada para o município, que se destaca pelo turismo de natureza.  

Barcelos é reconhecida internacionalmente como um dos principais destinos de pesca esportiva do tucunaré na Amazônia, atividade que atrai visitantes do Brasil e do exterior. A melhoria da infraestrutura aeroportuária e dos sistemas de apoio à navegação aérea contribui para fortalecer o turismo, ampliar a conectividade e apoiar o desenvolvimento econômico da região.  

Leia mais:  CNPE aprova resolução que insere o armazenamento hidráulico como instrumento estratégico do planejamento energético

Assessoria Especial de Comunicação Social 
Ministério de Portos e Aeroportos
 

Fonte: Portos e Aeroportos

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Eólica offshore: publicada metodologia de seleção de áreas ofertadas no país

Publicado

Está disponível no site do Ministério de Minas e Energia (MME) o procedimento padronizado para selecionar possíveis áreas para desenvolvimento de projetos de geração de energia eólica no mar (eólica offshore). A proposta está alinhada à Lei nº 15.097/2025, à Resolução CNPE nº 1/2026, e aos demais instrumentos normativos que orientam o planejamento do uso do espaço marinho do país.

A metodologia, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), orienta a execução de um processo estruturado composto por três etapas. A primeira tem objetivo de identificar as regiões Potenciais (Etapa I), em que são aplicadas exclusões legais e tecnológicas para mapear regiões iniciais com menor conflito e maior viabilidade.

Em seguida, ocorre a Definição de Áreas de Interesse (Etapa II), que refina essas regiões considerando sensibilidades socioambientais e compatibilidade com outros usos e atividades do espaço marítimo. Por fim, a Priorização de Áreas (Etapa III) na qual é aplicada uma análise multicritério, incluindo critérios técnicos, econômicos, logísticos e socioambientais, para classificar e hierarquizar as áreas.

Leia mais:  Presidente Lula e ministro Alexandre Silveira lançam programa que garante energia gratuita para famílias de baixa renda

A metodologia não define previamente quais regiões serão ofertadas, pois essa decisão permanece sob responsabilidade do poder concedente, que deverá considerar as políticas públicas vigentes, os objetivos de cada rodada de oferta e o contexto de desenvolvimento do setor.

A proposta incorpora na análise critérios legais, energéticos, econômicos, ambientais e sociais, com o objetivo de subsidiar a identificação de áreas adequadas à implantação de empreendimentos eólicos offshore, conciliando essa atividade com os demais usos do ambiente marinho. A construção do documento foi baseada na análise da regulamentação nacional, da experiência brasileira em planejamento espacial e das práticas adotadas por países com diferentes níveis de desenvolvimento desse segmento.

Mais sobre a Metodologia:

Resultado de um processo participativo, o documento incorpora contribuições de instituições governamentais integrantes do Grupo de Trabalho de Eólicas Offshore, instituído pela Resolução CNPE nº 18/2025 e da sociedade, apresentadas no âmbito da Consulta Pública nº 191/2025.

Entre as diretrizes previstas estão a flexibilidade para atualização dos critérios, acompanhando a evolução do mercado e a ampliação da base de informações disponíveis, além da previsão de mecanismos de participação institucional e social ao longo do processo de seleção.

Leia mais:  Governo Federal inicia ação nacional para regularizar FGTS de trabalhadores domésticos

O documento também indica que a definição futura dos setores a serem ofertados deve considerar a coordenação com os processos de planejamento da infraestrutura necessária ao desenvolvimento dos projetos, incluindo instalações portuárias, sistemas de transmissão e demais estruturas de apoio, de forma articulada entre o governo e o setor produtivo.

Acesse aqui o documento na íntegra.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana