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CNPE aprova resolução que insere o armazenamento hidráulico como instrumento estratégico do planejamento energético

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O  Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), aprovou, nesta quarta-feira (1º/4), a resolução que estabelece diretrizes para o desenvolvimento e a contratação de Sistemas de Armazenamento Hidráulico (SAH) no âmbito do Sistema Interligado Nacional (SIN). 

A medida insere o armazenamento hidráulico como instrumento estratégico do planejamento energético, com foco na segurança, confiabilidade e modernização da operação do sistema elétrico brasileiro. 

O ministro Alexandre Silveira, ressaltou a importância dessa medida frente à crescente inserção de fontes variáveis. “O armazenamento hidráulico é mais uma alternativa que fortalece o SIN. Estamos trabalhando para que todos os recursos sejam aproveitados da melhor forma operacional, sem que haja sobrecarga no sistema”, afirmou. 

Os SAHs permitem o armazenamento da energia em momentos de menor demanda e sua disponibilização nos períodos de maior necessidade. Eles contribuem para a ampliação da oferta de potência, o aumento da flexibilidade operativa, a integração de fontes renováveis variáveis, como solar e eólica, e a maior resiliência do sistema elétrico. Os sistemas serão considerados nos instrumentos de planejamento de curto, médio e longo prazo. 

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A resolução também estabelece o uso de leilões e outros mecanismos competitivos para a contratação desses empreendimentos, definindo diretrizes segundo as quais os contratos devem refletir a natureza de longo prazo dos investimentos. Além disso, a remuneração deve estar vinculada à disponibilidade de potência e ao desempenho operacional, assegurando previsibilidade de receita e, consequentemente, a viabilidade econômica dos projetos. 

A definição dos requisitos técnicos será conduzida pelo MME, com apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Nacional

MME abre consulta pública sobre meta de redução de emissões no mercado de gás natural para 2027

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O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (5/10), consulta pública para receber contribuições à proposta de meta anual de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no mercado de gás natural para 2027. A consulta ficará disponível por 30 dias e prevê, para 2027, meta de 1% de redução de emissões, a ser cumprida por meio da participação do biometano no consumo de gás natural.

Publicada por meio da Portaria MME nº 942/2026, a proposta também apresenta percentuais indicativos para os anos seguintes: 3% em 2028, 4% em 2029 e 5% em 2030. Para 2027, o percentual proposto corresponde a 363,2 milhões de metros cúbicos de biometano no ano, equivalente a aproximadamente 995,2 mil metros cúbicos por dia e a 3.632.492 Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs).

A minuta submetida à participação social também estabelece os valores de intensidade de carbono considerados para o cálculo da meta. Estão previstos 76,85 gCO₂eq/MJ para o gás natural veicular (GNV), 73,52 gCO₂eq/MJ para o gás natural utilizado em combustão estacionária e 9,36 gCO₂eq/MJ para o biometano. Os documentos da consulta estão disponíveis para análise e envio de contribuições pelo Portal de Consultas Públicas do MME.

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Redução de emissões
A definição da meta está prevista na Lei nº 14.993/2024, que instituiu o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano. O mecanismo estabelece metas anuais de redução de emissões de GEE no mercado de gás natural, com cumprimento associado à participação do biometano e ao uso dos CGOBs. Para 2026, a meta estabelecida foi de 0,5%; a proposta submetida à consulta prevê a ampliação para 1% em 2027.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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