Tecnologia

MCTI promove conexões com tecnologia assistiva em evento em Uberlândia (MG)

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Com o objetivo de conectar a ciência, o mercado e a sociedade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promoverá, nos dias 20 e 21 de março, o evento Sisconec TA, um marco da consolidação da Rede SisAssistiva. O encontro ainda conta com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao MCTI, e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

“No evento, nós vamos buscar consolidar o sistema de Tecnologias Assistivas do nosso país. É um grande movimento que vai reunir uma quantidade enorme de pessoas que precisam do nosso apoio”, convida o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda.

Durante o evento, serão apresentados produtos e tecnologias inovadoras assistivas, além de painéis de conversas com a sociedade. Somente do SisAssistiva, participarão 27 redes de laboratório, totalizando mais de 100 laboratórios de diversas regiões do país.

“A Tecnologia Assistiva transforma a vida de pessoas com deficiência. Ela inclui, ela dá dignidade. E é isso que nós vamos mostrar nesse encontro em Uberlândia, onde vão estar diversos protótipos em Tecnologia Assistiva desenvolvidos e pesquisados pelas universidades e nossos pesquisadores. Nós queremos reunir toda a cadeia de processo de desenvolvimento de serviços e produtos de acessibilidade e apresentar para a sociedade, pesquisadores, empresas e startups”, explica o coordenador-geral de Tecnologia Assistiva do MCTI, Milton de Carvalho Filho.

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Representantes farão o lançamento da pedra fundamental do Polo de Inovação e Manufatura Avançada de Projetos Assistivos (Polo.TA), uma iniciativa que irá integrar pesquisadores, empresas, centros tecnológicos e instituições de todo o país para acelerar o desenvolvimento, produção e a disseminação de Tecnologias Assistivas no Brasil.

“O polo será o elo entre as ICTs (Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação) e o setor produtivo, que possibilitará que os protótipos de TA se consolidem como produtos para atender às múltiplas demandas das nossas pessoas com deficiência, no âmbito do SUS, Sistema Único de Assistência Social, do Sistema Educacional, do trabalho, do esporte e lazer, mobilidade e demais atividades do dia a dia”, afirma a diretora Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI, Sônia da Costa.

O polo, que receberá investimento de R$ 11 milhões, via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), atuará em parceria com toda a rede dos Centro de Acesso, Pesquisa e Inovação em Tecnologia Assistiva (CAPTA) e o ecossistema de inovação em tecnologia assistiva do país.

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A expectativa é de que mais de mil pessoas, entre pesquisadores, autoridades governamentais, empresários do setor produtivo, representantes da sociedade civil e associações de apoio a pessoas com deficiência, associação industrial e empresarial da cidade e região, participem do encontro.

Serviço

Evento: Sisconec.TA

Data: 20 e 21 de março

Local: Arena Sabiazinho – Tancredo Neves (Av. Anselmo Alves dos Santos, 3351 – Tibery, Uberlândia – MG)

Para mais informações, acesse o site do evento

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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