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Fim da escala 6×1 e direitos para trabalhadores por aplicativos são prioridades do governo, diz Luiz Marinho

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, definiu a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1, e a regulamentação do trabalho intermediado por aplicativos como prioridades junto ao Legislativo neste ano. As declarações foram feitas nesta quarta-feira (18), em audiência na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Luiz Marinho destacou a importância do debate parlamentar e ressaltou a mobilização da sociedade em favor da redução da carga horária semanal de trabalho. “Há um clamor, especialmente da juventude trabalhadora, para que a gente analise o fim da jornada 6×1. Há o apoio do governo em relação a isso. Nós queremos que isso avance o mais rapidamente possível”, disse o ministro.

Em sua fala aos deputados, Luiz Marinho destacou que os ganhos de produtividade decorrentes da adoção de uma jornada de até 40 horas semanais, com dois dias de descanso, podem compensar eventuais aumentos de custos para as empresas, em razão dos impactos positivos gerados.

Segundo o ministro, casos específicos de cada categoria produtiva devem ser tratados em negociações coletivas entre empregadores e empregados. Ele ressaltou a experiência de outros países que reduziram a jornada de trabalho, onde houve diminuição dos acidentes de trabalho, do absenteísmo e das doenças laborais, especialmente as mentais, o que contribui para um ambiente de trabalho melhor.

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Luiz Marinho relembrou, também, que há projetos de lei de iniciativa parlamentar tramitando no Congresso Nacional sobre o tema e que a intenção do governo é dialogar. “Nós queremos prestigiar o Parlamento. Não precisamos que o Executivo atravesse esse protagonismo parlamentar. Se necessário, vamos encaminhar um Projeto de Lei com urgência, mas gostaríamos de não fazê-lo”, ressaltou.

Regulamentação do trabalho por aplicativos

Durante a audiência, o ministro destacou a necessidade de avançar na construção de uma legislação que assegure direitos trabalhistas aos trabalhadores por aplicativo, especialmente nos setores de entrega e transporte de passageiros.

Luiz Marinho chamou atenção para a falta de segurança, de transparência nos algoritmos e de proteção social enfrentada pelos trabalhadores por aplicativo, e defendeu a aprovação de uma legislação que melhore essas condições. Para o ministro, o atual modelo favorece apenas as empresas e precisa ser revisto. “A quem interessa manter como está? Só às empresas. Os trabalhadores estão sendo massacrados, escravizados por esse sistema. Algum enquadramento nós temos que ter.”

O ministro fez um apelo aos parlamentares para a criação de condições que permitam aprovar um projeto de regulamentação. “Com a aprovação, você garante aos trabalhadores uma segurança mínima, um solo firme”, afirmou.

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Qualificação profissional

Luiz Marinho destacou, ainda, os programas de qualificação profissional oferecidos pela Escola do Trabalhador 4.0, voltados ao mercado de trabalho digital.

Segundo ele, as transformações aceleradas no mundo do trabalho exigem respostas urgentes e, nesse contexto, incentivou sindicatos, empresas, universidades e governos a aderirem ao programa, desenvolvido em parceria com a Microsoft, que prevê a oferta de 10 mil vagas de qualificação até 2030.

“Temos cerca de 200 cursos integrados nessas trilhas e, seguramente, quem passar por elas encontrará oportunidades de emprego, muitas vezes com possibilidade de dobrar a renda ou melhorar seus ganhos, inclusive fora do país”, informou.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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