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MMA divulga horários dos eventos do Espaço Brasil na COP15

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulga, nesta quarta-feira (18/3), a programação completa, com os horários dos eventos do Espaço Brasil, durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), a ser realizada em Campo Grande, de 23 a 29 de março de 2026 (veja abaixo). 

O Espaço Brasil, localizado na Zona Azul da COP15 da CMS, foi concebido para reunir a comunidade dedicada ao tema em torno de atividades de diferentes formatos, com foco em experiências, iniciativas e debates. As ações complementam os eventos paralelos organizados pelo secretariado da CMS, voltados, sobretudo, a casos internacionais que abordem também a realidade do Brasil.

As propostas selecionadas envolvem ao menos uma instituição com atuação no país e, no mínimo, tratam de uma espécie migratória nativa ou com rota de passagem pelo território brasileiro, seus habitats, sua conservação ou temas transversais associados.

As atividades ocorrerão no dia 23 de março, das 14h45 às 18h, e entre os dias 24 e 27 de março, nos períodos da manhã, das 9h30 às 12h30, e da tarde, das 14h45 às 18h. Em cada turno, serão realizados três eventos, totalizando até seis sessões diárias. 

Cada atividade terá duração de 50 minutos, com intervalos de 10 minutos entre elas. Estão previstos dois formatos de evento: painel técnico (sem interação com o público) e roda de conversa (aberta à participação da plenária).

Espaço Brasil da COP15

Com área total de 50 m², o Espaço Brasil foi projetado para receber até 42 pessoas sentadas, distribuídas em dois blocos separados por corredor central, que deverá permanecer livre para circulação. 

Desse total, seis assentos na primeira fila serão reservados para membros da coordenação da CMS, da COP15 e do próprio Espaço Brasil. Não será permitida a reserva de outros lugares, nem o acompanhamento das atividades em pé ou sentado no chão. O espaço contará ainda com acessibilidade para pessoas em cadeira de rodas.

O acesso será organizado por ordem de chegada, a partir de uma fila formada do lado externo. Uma vez atingida a lotação máxima, novas entradas estarão condicionadas à saída de participantes, com controle da equipe organizadora.

As sessões serão realizadas em formato silencioso, com uso obrigatório de fones de ouvido individuais (headphones), disponibilizados em cada assento e higienizados diariamente. Dessa forma, pessoas fora da área delimitada do Espaço Brasil não terão acesso ao áudio das apresentações, mesmo com visibilidade do local.

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A tradução será oferecida por meio da plataforma Wordly, acessível via telefone celular pessoal com conexão à internet, que estará disponível no local. O serviço funcionará por meio de transcrição em texto, com acesso a partir de QR Code disponibilizado no espaço, permitindo ao usuário selecionar o idioma desejado.

Não será permitida a distribuição de materiais, como folders, livros e brindes, por espectadores dos eventos. Materiais deixados no local, ao final do dia, serão encaminhados para o setor de resíduos da conferência.

A participação no Espaço Brasil será exclusivamente presencial, com previsão de transmissão online dos eventos pelo YouTube do MMA.

Saiba mais sobre a COP15 da CMS aqui

Programação – Espaço Brasil

Dia Período Horário Tema Título
23/03 Tarde 14h45–15h35 Pressões e Ameaças / Oceano e Mar 1. Respostas regionais às vulnerabilidades climáticas da dourada e da piramutaba
15h45–16h35 Pressões e Ameaças / Oceano e Mar 2. One Organism – One Health: integrating river, forest, and ocean health for migratory species
16h45–17h35 Pressões e Ameaças / Oceano e Mar 3. Dos Compromissos à Conectividade: Avançando na Implementação do Plano de Ação para as Baleias do Atlântico Sul
24/03 Manhã 9h30–10h20 Pressões e Ameaças / Oceano e Mar 4. Do Manguezal ao Pantanal: a importância das zonas úmidas para espécies migratórias e o papel da cooperação para a conservação
10h30–11h20 Pressões e Ameaças / Oceano e Mar 5. Checklist de Elasmobrânquios nos Apêndices da CMS e CITES: Estado do Conhecimento, NDFs Necessários e Articulação entre Países da América do Sul para Conservação de Espécies Migratórias por meio de Corredores Ecológicos e Áreas Marinhas Protegidas
11h30–12h20 Pressões e Ameaças / Oceano e Mar 6. Governança multinível para a gestão pesqueira sustentável e a conservação de espécies migratórias marinhas
Tarde 14h45–15h35 Manejo 7. Conservação e monitoramento de quelônios migratórios amazônicos: integração entre políticas públicas, inovação tecnológica e cooperação transfronteiriça
15h45–16h35 Manejo 8. Creating Amazon-wide synergies for the conservation of migratory catfish
16h45–17h35 Manejo 9. Pastorialismo: práticas de redução de impacto nas espécies migratórias e ampliação da resiliência nos ecossistemas.
25/03 Manhã 9h30–10h20 Políticas Públicas 10. Integração entre Convenções que tratam da Conservação das Tartarugas Marinhas
10h30–11h20 Políticas Públicas 11. As Contribuições da Sociedade Civil na Governança de Áreas Úmidas: Interfaces entre a COP Ramsar e a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS)
11h30–12h20 Políticas Públicas 12. The Vital Role of Socioecological Connectivity in Conserving Freshwater Biodiversity and Local Livelihoods in the Amazon
Tarde 14h45–15h35 Políticas Públicas 13. Wetlands as Strategic Nodes for Migratory Connectivity: From Local Flyways to a Global Coalition
15h45–16h35 Políticas Públicas 14. Processos migratórios e as Paisagens Sinérgicas para as Convenções do Rio
16h45–17h35 Políticas Públicas 15. Corredores ecológicos e sociobioculturais para manutenção de processos migratórios na Amazônia
26/03 Manhã 9h30–10h20 Conservação 16. Estratégias e ações para a conservação de populações críticas de onça-pintada no Brasil e zonas transfronteiriças
10h30–11h20 Conservação 17. Shared Governance in the Pantanal: Conserving Migratory Species at the Sesc Private Reserve and Ramsar Site
11h30–12h20 Conservação 18. Conservação de Espécies Migratórias em Campos Nativos: Sinergias para a Biodiversidade e a Resiliência Climática
Tarde 14h45–15h35 Conservação 19. Fragilidades e Oportunidades na Conservação de Aves Campestres Migratórias no Brasil
15h45–16h35 Conservação 20. Governança Territorial e Conectividade Ecológica: uma Estratégia Integrada para os Sítios Ramsar do Rio Negro, Juruá e Estuário da Foz do Amazonas e seus Manguezais na proteção de habitats críticos para espécies migratórias
16h45–17h35 Conservação 21. Parcerias estratégicas pelas onças-pintadas: A Rede Pantaneira pela Coexistência Humano-onça e a Cooperação entre WWF-Brasil e Panthera Brasil
27/03 Manhã 9h30–10h20 Conservação 22. RPPNs como Corredores de Vida: O Papel das Reservas Particulares na Conservação de Espécies Migratórias
10h30–11h20 Conservação 23. A importância da Amazônia para aves migratórias e instrumentos para sua conservação
11h30–12h20 Conservação 24. Wetlands and Migratory Birds: Conservation Status and Strategic Importance
Tarde 14h45–15h35 Educação Ambiental 25. Espécies Migratórias na Amazônia: Desafios, Impactos Antrópicos e Educação Ambiental como Estratégia de Conservação
15h45–16h35 Educação Ambiental 26. Culminância das Passarinhadas pelo Brasil e diálogos Pré-COP15 das espécies migratórias
16h45–17h35 Restauração 27. Conectividade em Ação: Da Integração de Políticas à Implementação Territorial para Espécies Migratórias
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Sobre a COP15 

Sob a liderança do Governo do Brasil em 2026 e a presidência do secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) é um tratado ambiental das Nações Unidas que estabelece uma plataforma global para a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas de deslocamento ao longo de toda a sua área de distribuição.

Em vigor desde 1979, reúne governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais, sociedade civil e especialistas em vida silvestre para enfrentar desafios relacionados à conservação da fauna migratória em escala global. Atualmente, 133 países da África, das Américas Central e do Sul, da Ásia, da Europa e da Oceania são signatários da Convenção. Ao todo, são 1.189 espécies, distribuídas entre 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 répteis e 1 inseto.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Desmama mal conduzida pode comprometer ganho de peso e rentabilidade na pecuária de corte

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A fase de desmama continua sendo um dos momentos mais sensíveis dentro da pecuária de corte, exigindo atenção redobrada dos produtores para evitar perdas de desempenho, queda de peso e impactos negativos ao longo de todo o ciclo produtivo.

O estresse provocado pela separação da vaca, aliado às mudanças bruscas de ambiente e alimentação, pode comprometer a imunidade dos bezerros e reduzir significativamente a eficiência na recria e na engorda.

Especialistas do setor alertam que a adoção de manejo estratégico e suplementação adequada é fundamental para minimizar os efeitos negativos desse período e preservar o potencial produtivo dos animais.

O estresse da desmama impacta desempenho do rebanho

O desmame normalmente ocorre entre os 6 e 8 meses de idade, fase em que o bezerro perde o contato direto com a mãe e precisa se adaptar rapidamente a uma nova rotina alimentar e de manejo.

Segundo Bruno Marson, esse processo pode gerar forte impacto no desempenho dos animais.

“Antes o bezerro estava junto da mãe, em ambiente confortável e adaptado. Quando ocorre a separação abrupta, é comum haver queda expressiva de peso nos primeiros 30 a 40 dias pós-desmame. Um manejo inadequado nessa fase pode comprometer toda a eficiência futura do animal na recria e terminação”, explica.

Separação abrupta e manejo inadequado elevam riscos

Entre os principais fatores que aumentam o estresse durante a desmama estão:

  • Separação repentina da vaca
  • Mudança brusca na alimentação
  • Transporte para novas propriedades
  • Troca de pastagem
  • Vacinação e vermifugação simultâneas
  • Excesso de manejo no mesmo período
  • Alta lotação e aglomeração
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De acordo com especialistas, o desmame abrupto provoca forte reação comportamental, incluindo vocalização excessiva, ansiedade e redução do consumo alimentar.

Além disso, a interrupção do fornecimento de leite materno exige rápida adaptação metabólica e nutricional dos bezerros.

Perda de peso reduz eficiência econômica da produção

A queda de desempenho registrada após a desmama impacta diretamente a rentabilidade da atividade pecuária.

Animais que sofrem perdas acentuadas de peso nessa fase tendem a apresentar menor eficiência alimentar, pior conversão e maior tempo para atingir o peso ideal de abate.

Em muitos casos, o prejuízo acompanha o animal durante toda a fase de recria e engorda.

Por isso, o manejo correto passou a ser visto como ferramenta estratégica para preservar desempenho zootécnico e melhorar os resultados econômicos das propriedades.

Suplementação nutricional ganha espaço no pós-desmama

Além do manejo gradual, a suplementação adequada tem sido utilizada para reduzir os efeitos do estresse e melhorar a adaptação dos animais após a separação.

A Connan anunciou a reformulação do suplemento Connan Master Desmama, desenvolvido especificamente para o período pós-desmame.

O produto recebeu um novo aditivo à base de parede celular de leveduras, tecnologia voltada ao fortalecimento da imunidade e ao equilíbrio da flora intestinal dos bezerros.

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Segundo Bruno Marson, a recomendação é que a suplementação seja utilizada por um período entre 30 e 50 dias após a desmama.

Bem-estar animal e produtividade caminham juntos

De acordo com a empresa, o objetivo é reduzir os impactos fisiológicos da separação e melhorar o desempenho dos animais durante a adaptação ao novo sistema alimentar.

“O suplemento atende às exigências nutricionais dessa fase, melhora a palatabilidade e fortalece a saúde do animal. Quando utilizado corretamente, o ganho adicional pode chegar a até 10 quilos por cabeça no período”, afirma Marson.

O avanço de estratégias nutricionais e de manejo reforça uma tendência crescente na pecuária brasileira: integrar bem-estar animal, sanidade e eficiência produtiva como pilares centrais para aumentar competitividade e rentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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