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Em São Paulo, Marina Silva destaca papel da agricultura orgânica no enfrentamento à fome e à mudança do clima

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, apontou a agricultura orgânica como uma das respostas para o enfrentamento da insegurança alimentar e da mudança do clima. A declaração ocorreu durante a abertura do 1º Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica, na última terça-feira (17/3), no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).  

“Sem um clima equilibrado, de que adianta a tecnologia? De que vale toda essa quantidade de terra, se ora enfrentamos secas intensas, ora chuvas insuficientes? Esses desafios só podem ser superados com o enfrentamento da mudança do clima. E vocês também fazem parte da solução, contribuindo para a construção de processos mais resilientes e para a garantia da segurança alimentar do nosso povo”, afirmou a ministra. 

Marina Silva destacou também que a agricultura orgânica oferece uma dupla contribuição no enfrentamento da mudança do clima, ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a resiliência dos sistemas produtivos, fortalecendo a produção de alimentos em cenários adversos.  

“A agroecologia e a agricultura orgânica são promotoras de processos regenerativos da terra, contribuem para a preservação da biodiversidade e, ao mesmo tempo, são fundamentais para o combate às desigualdades”, pontuou. 

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A importância de políticas públicas para o fortalecimento do setor também foi ressaltada pela ministra. “É fundamental garantir assistência técnica, financiamento e os instrumentos necessários para que a agricultura orgânica avance e contribua cada vez mais para a saúde da terra e da população brasileira”, complementou. 

“Estamos implementando a nossa política de sustentabilidade agora. Pensar em agricultura orgânica é discutir uma perspectiva de futuro, e esse é o papel da universidade pública: conversar com a sociedade”, reiterou o coordenador-geral da Unicamp, Fernando Coelho. 

O ator e produtor orgânico Marcos Palmeira destacou a importância da articulação entre os diferentes setores para impulsionar o avanço da produção orgânica no país. É importante que todos os envolvidos com o agro no Brasil busquem pesquisas que minimizem o uso de insumos químicos. Espero que isso se popularize, com mais produtores e consumidores”, completou. 

Congresso 

Primeiro evento do gênero no Brasil, o Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica conecta ciência, mercado e cultura para impulsionar práticas sustentáveis e inovadoras. A iniciativa reúne trabalhos científicos e técnicos produzidos por instituições de pesquisa, universidades e profissionais do setor, fortalecendo toda a cadeia produtiva, da produção à comercialização. 

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encontro também promove a troca de experiências entre pesquisadores, técnicos, produtores e estudantes, além de fomentar o debate sobre tendências e desafios para o futuro da agricultura orgânica no país.  

Realizado pelo Instituto Brasil Orgânico (IBO) e promovido pela Francal, com apoio da Embrapa e participação da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp (Feagri), o evento reforça o papel da integração entre conhecimento científico, demandas do mercado e valores culturais para o avanço do setor. 

Aula magna 

Ainda em São Paulo, Marina ministrou uma aula magna na Faculdade de Campinas (FACAMP) sobre a defesa do meio ambiente. O encontro reuniu estudantes, autoridades e representantes da sociedade civil e foi organizado pelo Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CARI) Bertha Lutz.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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