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Vigifronteiras realiza operação “Triângulo”, Ronda Agro CXXVII, na região do Triângulo Mineiro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deflagrou, nesta terça-feira (10), a Operação “Triângulo”, em continuidade à Ronda Agro CXXVII, realizada em Uberaba-MG e outros municípios do Triângulo Mineiro, com o objetivo de combater o contrabando e a falsificação de agrotóxicos.

A Operação, realizada no âmbito do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), foi planejada em conjunto com o Instituto Mineiro de Agropecuária e contou com o apoio da Receita Federal e da Polícia Civil de Uberaba-MG. A ação contou ainda com o apoio da Seção de Inovação Tecnológica da Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, do Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (Ciispa) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo.

Como resultado da ação, foram apreendidas aproximadamente 21 toneladas de agrotóxicos em situação irregular, em estabelecimento sem autorização para armazenamento e comercialização para esse tipo de produto agropecuário. Do total, cerca de 300 Kg de produtos eram contrabandeados.

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Em um dos estabelecimentos foram encontrados sacos sem identificação, com pó branco, que ao ser analisado por meio de espectrômetro de infravermelho portátil, apresentou alta similaridade com o princípio ativo abamectina. Foi também constatada uma grande quantidade de agrotóxicos vencidos, que não estavam segregados, havendo possibilidade de reutilização desses produtos.

A identificação dos produtos falsificados também contou com o apoio das empresas detentoras dos registros, que prestaram suporte em tempo real nos procedimentos de inspeção, visando identificar os principais indícios de falsificação. Alguns dos itens analisados por meio de espectrômetro de infravermelho portátil apresentaram resultados que indicaram que não tinham similaridade com os originais. Em outro estabelecimento, foram encontrados materiais e equipamentos que poderiam ser utilizados para fracionamento e manipulação de agrotóxicos, além de ser constatado que os produtos eram vendidos sem notas fiscais e receituário agronômico.

O prejuízo estimado aos infratores em produtos apreendidos é de mais de R$ 4 milhões. Além das medidas administrativas, como interdição e autuação dos estabelecimentos, um dos responsáveis foi conduzido à delegacia para os devidos procedimentos policiais.

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As ações para coibir atividades ilícitas com essa categoria de produtos agropecuário é de fundamental importância para o Brasil, pois retira de circulação agrotóxicos que não tem a qualidade adequada podendo representar riscos aos produtores, à sanidade vegetal, ao meio ambiente, à saúde pública. É compromisso do Mapa auxiliar na garantia da competitividade no mercado dos produtos legais.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Granizo ameaça cafezais em Minas Gerais: especialistas orientam produtores sobre recuperação e prevenção de perdas

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As recentes chuvas acompanhadas de granizo em diversas regiões de Minas Gerais acenderam um sinal de alerta para os produtores de café. O fenômeno climático provocou danos significativos em áreas produtoras, causando desfolhamento, quebra de ramos, lesões nos frutos e comprometimento do potencial produtivo das lavouras.

Os impactos ocorrem em um momento estratégico para a cafeicultura, justamente durante a fase de recuperação das plantas após a colheita, etapa fundamental para a formação da próxima safra.

Sul de Minas e Zona da Mata concentram maior risco de granizo

De acordo com informações meteorológicas, as regiões do Sul de Minas e da Zona da Mata apresentam maior incidência desse tipo de ocorrência devido às características do relevo, que favorecem a formação de tempestades severas.

Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, o comportamento climático registrado neste período foge do padrão esperado para a estação seca.

“Estamos vivendo uma condição atípica para esta época do ano. Ainda existe possibilidade de chuvas acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo em municípios do Sul de Minas e da Zona da Mata nos próximos dias”, explica.

Recuperação dos cafezais exige diagnóstico técnico antes de qualquer intervenção

Diante dos prejuízos causados pelo granizo, especialistas recomendam que os produtores evitem ações imediatas sem uma avaliação técnica detalhada dos danos.

Orientações do Conselho Nacional do Café (CNC) indicam que o primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da lavoura para definir as estratégias de recuperação mais adequadas.

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Nas áreas com danos leves, caracterizados por perda parcial de folhas e pequenos ferimentos nos ramos, a recomendação é manter os tratos culturais normalmente, reforçando a adubação, a nutrição das plantas e o monitoramento fitossanitário.

Já nos cafezais que sofreram danos severos, com quebra significativa de ramos produtivos e comprometimento estrutural das plantas, pode ser necessária a realização de podas seletivas para estimular a brotação e recuperar o potencial produtivo.

Ferimentos aumentam risco de doenças nas lavouras

Outro fator que exige atenção dos cafeicultores é o aumento da vulnerabilidade das plantas a doenças.

Os ferimentos provocados pelo impacto das pedras de gelo facilitam a entrada de fungos e bactérias, elevando o risco de infecções que podem comprometer ainda mais a produtividade da lavoura.

Por isso, técnicos recomendam monitoramento constante e adoção rápida de medidas fitossanitárias sempre que houver identificação de focos de doenças.

El Niño pode aumentar desafios para a cafeicultura brasileira

Além dos prejuízos imediatos provocados pelo granizo, o setor cafeeiro acompanha com atenção a evolução das condições climáticas para o segundo semestre de 2026.

A intensificação do fenômeno El Niño poderá alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do país, trazendo riscos adicionais para a produção agrícola.

No caso da cafeicultura mineira, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem afetar etapas decisivas do ciclo produtivo, como a floração, o desenvolvimento dos frutos e o enchimento dos grãos, com reflexos diretos sobre produtividade e qualidade da bebida.

Planejamento e conservação da água ganham importância nas propriedades rurais

Diante do cenário de maior instabilidade climática, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) orienta os produtores a intensificarem o planejamento da próxima safra.

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Entre as principais recomendações estão:

  • Uso de cobertura vegetal para conservação da umidade do solo;
  • Adoção de práticas de plantio conservacionistas;
  • Escolha de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico;
  • Planejamento eficiente da irrigação;
  • Investimentos em gestão sustentável dos recursos hídricos.

Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, a assistência técnica será fundamental para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção rural.

“Diante das perspectivas relacionadas ao El Niño, nosso trabalho é orientar agricultores e pecuaristas sobre estratégias capazes de minimizar os efeitos do fenômeno climático e preservar a sustentabilidade das atividades agropecuárias”, afirma.

Cafeicultura precisa investir em resiliência climática

Especialistas destacam que a frequência crescente de eventos extremos exige uma mudança de postura no campo, com foco não apenas na recuperação dos danos, mas também na prevenção.

Programas de irrigação sustentável, revitalização de bacias hidrográficas, certificações de boas práticas agrícolas e ferramentas de planejamento territorial estão entre as iniciativas que podem fortalecer a resiliência das propriedades rurais.

Para a cafeicultura mineira, líder nacional na produção de café, a combinação entre assistência técnica, manejo adequado e planejamento climático será cada vez mais decisiva para garantir produtividade, qualidade e competitividade diante dos desafios impostos pelas mudanças no clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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