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Ministro Carlos Fávaro assina termo para construção de corredor rodoviário entre Brasil e Bolívia

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Nesta sexta-feira (20), em Mato Grosso, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da assinatura de um termo de intenção para a construção de um corredor rodoviário transfronteiriço entre o Brasil e a Bolívia.

O instrumento formaliza o interesse comum das partes em promover, apoiar e articular ações voltadas à construção e pavimentação de uma rodovia com aproximadamente 148 quilômetros de extensão, no trecho compreendido entre a fronteira brasileira, conectada à rodovia MT-199, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), e o entroncamento com a Rodovia 10 boliviana, em San Ignacio de Velasco, no departamento de Santa Cruz.

A assinatura foi realizada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso – composta pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (FAMATO), pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (FECOMÉRCIO-MT) – e o Governo Autônomo Departamental de Santa Cruz, representado por seu governador, Luis Fernando Camacho.

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Durante o ato, o ministro destacou o papel estratégico das rotas de integração sul-americanas para o fortalecimento do comércio regional. Segundo ele, a iniciativa integra o esforço do governo brasileiro de consolidar corredores logísticos que conectem os oceanos Atlântico e Pacífico, ampliando a competitividade e a eficiência no escoamento da produção. “A rota fortalece as oportunidades em ambos os lados da fronteira, ao permitir que a Bolívia amplie o acesso aos mercados internacionais por meio dos portos do Arco Norte brasileiro, ao mesmo tempo em que agrega escala e competitividade às exportações brasileiras”, afirmou.

Completando, o ministro ressaltou que o termo de entendimento representa mais um marco na relação diplomática e comercial entre os países. “A Bolívia é um país irmão, como diz o próprio presidente Rodrigo Paz, que está dentro do Estado de Mato Grosso. As nossas relações vão muito além das relações comerciais. São famílias que se encontram na fronteira e se entrelaçam. A irmandade é presente e um fato real. As oportunidades, portanto, são grandes e devemos aproveitá-las. Dentre as várias rotas de integração, gostaria de destacar a ponte, no estado de Rondônia, em Guajará-Mirim, que visa ao acesso à Bolívia e também aos portos do Arco Norte brasileiro”, afirmou.

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Sobre o termo

O Mapa apoiará institucionalmente a iniciativa, no âmbito de suas competências, colaborando na articulação do diálogo entre os entes públicos e privados envolvidos e na interlocução com instituições brasileiras aptas a avaliar alternativas de financiamento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A proposta de construção de um corredor rodoviário transfronteiriço entre Brasil e Bolívia busca fomentar a integração logística e econômica entre os países, ampliar as opções de escoamento para produtos bolivianos, com acesso aos portos do Arco Norte, e estimular o comércio bilateral, a competitividade regional e a integração produtiva.

Além disso, as partes se comprometem a estabelecer um canal permanente de cooperação e coordenação, com vistas ao intercâmbio de informações, ao alinhamento institucional e ao encaminhamento das medidas necessárias à viabilização do projeto.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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