Agro News

Santa Catarina sedia primeira capacitação nacional do PROPESC

Publicado

Nesta sexta-feira (10), foi realizada, em São José (SC), a primeira capacitação do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC) no país. A iniciativa reuniu representantes de entidades da pesca, trabalhadores e trabalhadoras do setor, além de gestores municipais.

O evento contou com a presença de servidores da Superintendência Federal do Ministério da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, bem como representantes das Secretarias Nacionais de Registro, Monitoramento e Pesquisa (SERMOP), da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal e da Secretaria Nacional Secretaria Nacional de Pesca Industrial. A ideia é manter uma atuação integrada do Governo Federal no fortalecimento da política pesqueira.

A capacitação teve como objetivo orientar técnicos, pescadores, entidades e municípios sobre os procedimentos de inscrição no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), monitoramento da atividade pesqueira e ordenamento do setor. Assim, buscou promover maior segurança jurídica, acesso a políticas públicas e desenvolvimento sustentável da pesca.

Santa Catarina já se destaca nacionalmente na execução do PROPESC, com mais de 2.400 vistorias públicas realizadas. Durante o evento, foram certificados os municípios habilitados a realizar vistoria pública, entre eles Balneário Piçarras, Itajaí, Porto Belo, Penha, Navegantes, Itapema e Bombinhas.

Leia mais:  Agronegócio goiano registra superávit recorde de US$ 10,8 bilhões em 2025 e reforça liderança nas exportações

Além da capacitação, também foi realizada a entrega de kits Colônias, com equipamentos para colônias de pesca da região metropolitana de Florianópolis, por meio da FEPESC, viabilizados por emenda parlamentar. Os kits incluem computador, impressora, celular, notebook e televisão.

A programação também incluiu atendimento direto aos pescadores e representantes das entidades, reforçando a atuação da Superintendência Federal no estado, que vem sendo reestruturada para oferecer mais agilidade e qualidade nos serviços.

De acordo com o MPA, o PROPESC é uma ferramenta estratégica para a regularização das embarcações, ampliação do acesso ao crédito e às políticas públicas, além de garantir maior rastreabilidade e segurança à atividade pesqueira.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

Publicado

O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

Leia mais:  Comissão Nacional de Segurança Química atualiza lista de substâncias químicas presentes em plásticos

As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

Leia mais:  MMA retoma publicação da revista Juventude e Meio Ambiente após mais de uma década

Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana