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Empresas do agronegócio com análise de crédito informal enfrentam inadimplência até 2,5 vezes maior

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Estudo aponta maior inadimplência em empresas com processos informais

Um levantamento apresentado pelo CONACREDI revelou que empresas do agronegócio que utilizam processos informais ou pouco estruturados de análise de crédito apresentam inadimplência média até 2,5 vezes maior. O estudo mostra ainda que mais de 60% das organizações do setor ainda aplicam métodos pouco digitalizados na avaliação de risco, aumentando a exposição financeira de suas operações.

O tema ganha destaque em um momento estratégico: o agronegócio representa cerca de 24% do PIB brasileiro, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, e o crédito rural deve superar R$ 400 bilhões na safra 2024/25, de acordo com estimativas do Banco Central do Brasil e do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil dentro do Plano Safra.

CEO do CONACREDI destaca importância de processos estruturados

Para Mayra Delfino, CEO do CONACREDI, a concessão de crédito exige rigor técnico e acompanhamento contínuo. “O processo envolve múltiplas etapas, desde a coleta de dados até a avaliação de riscos e a tomada de decisão. Cada fase apresenta desafios que, se não forem gerenciados corretamente, podem comprometer a saúde financeira da empresa. É fundamental que as organizações identifiquem os erros mais comuns e adotem práticas sólidas para mitigá-los”, afirma.

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Cinco erros comuns na análise de crédito no agronegócio

A executiva aponta os principais pontos de atenção que podem ajudar indústrias, cooperativas, revendas e instituições financeiras a reduzir riscos de inadimplência:

  1. Negligenciar histórico financeiro do cliente: Concentrar-se apenas em dados superficiais, como renda atual ou patrimônio, sem avaliar histórico de pagamentos e comportamento financeiro ao longo do tempo, aumenta a chance de decisões de crédito arriscadas.
  2. Subestimar a documentação adequada: Falhas na validação de documentos podem gerar riscos legais e financeiros. Procedimentos mais rigorosos reduzem vulnerabilidades e aumentam a segurança das operações.
  3. Ignorar fatores externos: Mudanças econômicas, oscilações de mercado, eventos climáticos ou crises sanitárias impactam diretamente a capacidade de pagamento. Uma análise mais ampla resulta em decisões mais consistentes.
  4. Não atualizar critérios de análise: O setor agro e o ambiente financeiro estão em constante transformação. Manter critérios desatualizados compromete a qualidade da avaliação de risco.
  5. Desconsiderar sinais de alerta: Atrasos recorrentes, aumento do endividamento ou mudanças abruptas no comportamento financeiro podem indicar problemas iminentes. Monitoramento contínuo e medidas preventivas ajudam a evitar que pequenos problemas se transformem em inadimplência.
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Qualidade da análise de crédito é determinante para a sustentabilidade

Mayra Delfino reforça que identificar sinais de alerta com antecedência é essencial. “O monitoramento contínuo permite agir antes que pequenas dificuldades evoluam para problemas maiores, protegendo a carteira de crédito e a saúde financeira da empresa”, conclui a especialista.

O estudo evidencia que processos formais, digitalizados e estruturados são fundamentais para reduzir riscos e garantir a sustentabilidade financeira das empresas do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vazio sanitário na suinocultura reforça biosseguridade e melhora desempenho produtivo das granjas

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A adoção de protocolos rigorosos de biosseguridade nas granjas foi um dos principais temas debatidos durante a 4ª Feira AgroExperts Boituva Aves e Suínos, realizada em 17 de abril no Centro Municipal de Eventos, em São Paulo. O encontro reuniu produtores, técnicos e especialistas da cadeia produtiva para discutir inovações e boas práticas na suinocultura e avicultura.

Biosseguridade é fator decisivo na suinocultura moderna

Durante o evento, o especialista em sanidade da Topigs Norsvin, Tarcísio Vasconcelos, destacou a importância do manejo sanitário adequado entre os ciclos de produção como pilar essencial para a eficiência produtiva.

Segundo ele, o vazio sanitário — período em que as instalações permanecem sem animais após a saída de um lote — é uma etapa estratégica no controle de doenças e na manutenção da saúde dos plantéis.

“O encontro reforça a importância da adoção de tecnologias e da troca de experiências reais do campo, que ajudam a manter a atualização constante sobre práticas fundamentais no dia a dia do agronegócio”, afirmou o especialista.

Limpeza e desinfecção são etapas críticas entre lotes

Vasconcelos participou de uma mesa redonda dedicada ao preparo das instalações antes do alojamento de novos lotes. Ele enfatizou que os procedimentos de limpeza e desinfecção dos barracões são determinantes para o sucesso do ciclo produtivo.

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A correta execução dessas etapas reduz a pressão de agentes patogênicos e contribui diretamente para a biosseguridade das granjas, impactando o desempenho zootécnico e a eficiência dos sistemas de produção.

Vazio sanitário garante maior segurança e produtividade

De acordo com o especialista, o vazio sanitário não deve ser visto apenas como uma pausa operacional, mas como uma ferramenta estratégica de controle sanitário.

Esse intervalo permite a quebra do ciclo de transmissão de doenças, reduz riscos sanitários e melhora as condições para o alojamento de novos animais, refletindo em maior desempenho produtivo e estabilidade dos resultados.

Evento reuniu cadeia produtiva e debateu inovação no campo

A programação da 4ª Feira AgroExperts Boituva Aves e Suínos abordou temas como políticas públicas para o setor, controle de doenças virais e modernização das estruturas produtivas.

O evento contou com entrada gratuita e foi promovido pela consultoria AgroExperts, com apoio do Sistema FAESP/SENAR, do Sindicato Rural de Boituva, da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), da Prefeitura Municipal e da Associação Paulista de Avicultura (APA).

A iniciativa reforça a importância da integração entre pesquisa, tecnologia e campo para o fortalecimento da suinocultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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