Agro News

Mapa realiza operação “Forum Vinarium” contra comércio eletrônico irregular de bebidas e azeite em centros logísticos

Publicado

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deflagrou, no dia 19 de março, a Operação “Forum Vinarium”, com o objetivo de coibir a comercialização irregular de bebidas alcoólicas e azeite de oliva no comércio eletrônico. A iniciativa integra a Ronda Agro CXXXI, no âmbito do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras).

A ação foi realizada nos estados de São Paulo e Santa Catarina, com fiscalização nos municípios de Cajamar (SP), Franco da Rocha (SP) e Governador Celso Ramos (SC). As localidades são consideradas estratégicas para a logística de distribuição de mercadorias vendidas por plataformas digitais, especialmente em centros do tipo fulfillment, onde os produtos são armazenados, processados e enviados diretamente ao consumidor.

Durante a operação, as equipes do Mapa concentraram esforços na identificação de produtos com indícios de irregularidades, como bebidas contrabandeadas ou falsificadas, azeites de oliva com suspeita de fraude ou rotulagem inadequada, além de itens sem comprovação de origem ou em desacordo com a legislação vigente.

Leia mais:  Mais uma vez, explosão em armazém de soja causa mortes

Esses produtos podem representar riscos à saúde do consumidor, comprometer a segurança alimentar e prejudicar a concorrência no mercado regular. As equipes realizaram verificações documentais, rastreamento das mercadorias ao longo da cadeia de comercialização, além da coleta de amostras para análise laboratorial e adoção das medidas administrativas cabíveis.

A operação contou com a atuação integrada da Receita Federal do Brasil (RFB), com apoio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), ambos vinculados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A parceria ampliou o alcance da fiscalização nos aspectos sanitários, regulatórios e tributários.

SEMANA DO CONSUMIDOR

A realização da operação coincidiu com o período da Semana do Consumidor, quando há aumento significativo das vendas no comércio eletrônico. Esse cenário eleva o risco de oferta de produtos irregulares, tornando ainda mais relevante a intensificação das ações de fiscalização.

As operações da Ronda Agro reforçam o compromisso do Mapa com a retirada de circulação de produtos que não atendem aos requisitos legais, promovendo a proteção da saúde pública, a transparência nas relações de consumo e a integridade do mercado de produtos agropecuários, especialmente no ambiente digital.

Leia mais:  Paraná avança no plantio da safra de verão com milho e batata; soja, tabaco, frango e bovinos também se destacam

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

Publicado

O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

Leia mais:  Mapa publica preços mínimos para os produtos extrativos da safra 2026

No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
Leia mais:  Exportações de carne suína do Paraná batem recorde para março e impulsionam desempenho do agro

O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana