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Consulta pública sobre E-Digital segue aberta até 8 de abril

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O período de tomada de subsídios para a elaboração da Estratégia Brasileira de Transformação Digital (E-Digital) foi prorrogado até 8 de abril de 2026. A iniciativa convida sociedade civil, setor produtivo, academia e gestores públicos a contribuírem para as discussões sobre as diretrizes que vão orientar o desenvolvimento digital do País de 2026 a 2031. As sugestões devem ser enviadas por meio da plataforma Brasil Participativo, onde é possível opinar sobre eixos estratégicos e prioridades e apontar desafios regionais. 

A E-Digital é o principal instrumento de planejamento da transformação digital no Brasil. A estratégia reúne recomendações para orientar políticas públicas voltadas à ampliação do acesso a serviços, à promoção de direitos, ao fortalecimento da participação social e ao desenvolvimento socioeconômico inclusivo, sustentável e soberano. Na prática, funciona como um guia para alinhar governo, indústria e sociedade no aproveitamento das oportunidades geradas pelas tecnologias digitais, com foco em crescimento econômico, redução de desigualdades e melhoria dos serviços públicos. 

Com caráter estruturante, a E-Digital atua como estratégia guarda-chuva, articulando iniciativas já em curso no País. Entre elas, estão a Estratégia Nacional de Governo Digital, a Estratégia Nacional de Cibersegurança e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia), que estabelece diretrizes para o desenvolvimento e uso responsável da IA no Brasil. 

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A construção da estratégia também dialoga com compromissos internacionais assumidos pelo País em temas como governança da inteligência artificial, regulação digital e ciência aberta. O objetivo é consolidar uma atuação brasileira baseada em princípios de soberania, segurança, ética, transparência e responsabilidade no uso das tecnologias. 

Os impactos da transformação digital já são percebidos no cotidiano da população, seja no acesso a serviços públicos digitais, na educação, na saúde ou na dinâmica econômica. A E-Digital busca consolidar esse avanço, com foco na inclusão, na competitividade e na valorização da inteligência coletiva como instrumento de fortalecimento da democracia. 

Nesse contexto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem papel estratégico na formulação e execução das políticas que sustentam a transformação digital, especialmente na promoção da pesquisa científica, no desenvolvimento de tecnologias emergentes — como a inteligência artificial — e na articulação de programas estruturantes, como o Pbia, contribuindo para a soberania tecnológica e a inserção competitiva do Brasil na economia digital global. 

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Com informações da Casa Civil 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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