Tribunal de Justiça de MT

Novos juízes conhecem estrutura do Fórum de Cuiabá e simulam audiência de custódia

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Trinta e quatro novas juízas e novos juízes que tomaram posse recentemente no Judiciário mato-grossense participaram de uma simulação de audiência de custódia e conheceram a estrutura interna do Fórum de Cuiabá, durante a continuidade das aulas das disciplinas de Diretoria de Foro e de Direitos Humanos, lecionadas pela juíza diretora do foro da Capital, Hanae Yamamura de Oliveira, entre sexta-feira (27) e esta terça-feira (31). As aulas fazem parte do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi), promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
Aos novos magistrados, Hanae e sua equipe de gestores e assessoria militar apresentaram pontos estratégicos do Fórum, de vital importância na atuação tanto do diretor do foro quanto do juiz de custódia, como as salas de apreensões, carceragem, psicossocial, arquivo, além do Tribunal do Júri, onde ocorreu a aula prática de audiência de custódia, oportunidade em que os alunos assumiram papeis de juiz de custódia, defensor público, promotor de Justiça, réu e policiais, para analisar as etapas da correta aplicação das técnicas de entrevista judicial e protocolos de segurança.
“Nós procuramos trazer a eles conhecimentos mais práticos sobre o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, a aplicação dessa legislação, do controle de convencionalidade nas audiências de custódia, para que esses magistrados recém-ingressos possam ter a vivência da prática. Na teoria, eles já têm um conhecimento profundo sobre isso, mas eles precisam viver na prática como essas teorias podem ser aplicadas no dia a dia, nos casos reais, para que possam exercer o controle de convencionalidade, fazer a defesa dos direitos humanos, observar torturas, maus tratos, o racismo, que são questões que estão presentes diariamente nas nossas audiências”, afirma a juíza Hanae Yamamura.
A professora da Esmagis-MT lembra que os novos colegas de profissão já estão trabalhando, de forma remota, nas mais diversas comarcas do interior e que a sua aula tem como foco prepará-los para aquilo que irão encontrar no ambiente presencial. “É diferente quando você entra no espaço do fórum, quando você vê a estrutura, a equipe que você comanda, fazer uma audiência presencial, tudo isso são coisas que impactam o magistrado recém-ingresso. E apesar da experiência virtual deles, nada como o ‘cara a cara’, o ‘tête-à-tête’. Então, nós tentamos oportunizar para eles essa experiência, esse sentimento, para que quando eles cheguem lá na comarca estejam mais preparados”, explica.
Durante a aula, a assessora da juíza Hanae Yamamura e doutora em Direito, Mariana Coelho, também fez uma breve palestra sobre a legislação brasileira relevante quanto aos direitos humanos e prevenção da tortura na aplicação do Direito, abordando, por exemplo, a Resolução CNJ 213/2015, a Lei 9.455/1997 (Lei de tortura) e a Lei 7.716/1989 (crimes resultantes de preconceito racial), com o objetivo de explorar de que forma o magistrado pode conduzir a audiência de custódia de uma forma a identificar possíveis vulnerabilidades da pessoa custodiada.
“Essas legislações que nós trabalhamos, principalmente a Resolução 213/2015 do CNJ, que estabelece as diretrizes sobre a audiência de custódia, a lei sobre o racismo e a lei de tortura, conferem um parâmetro normativo que pode direcionar o magistrado a atuar de forma a minimizar os impactos de uma possível agressão ou de um possível racismo que tenha sido sofrido pelo custodiado, na oportunidade dessa condução policial. Então, a aula é mais no sentido de que o Poder Judiciário possa conferir, de fato, uma proteção à dignidade da pessoa custodiada”, afirma Mariana Coelho.
Após participar de toda a experiência, inclusive da audiência de custódia simulada, a juíza Nathália de Assis Camargo Franco, da 2ª Vara de Colíder, considerou interessante a oportunidade. “Apesar de já fazermos isso no dia a dia, nós conseguimos ver algumas coisas que poderíamos fazer diferente. E ter alguém te olhando fazer aquilo é muito interessante. A doutora Hanae tem muita experiência, então, também pode dar alguns conselhos pra sempre conseguirmos aprimorar a nossa prática”, comenta.
Em relação à visita ao Fórum da Capital, a juíza Nathália Franco elogiou a iniciativa. “Apesar da gente não ter algumas dessas estruturas no interior, eu achei muito bacana poder conhecer, até para poder trazer ideias para os fóruns do interior. Agora que a gente viu presencialmente, já que estamos atuando à distância, eu sinto que quando a gente for às comarcas, vamos nos sentir muito mais seguros em tomar decisões, seja na diretoria do fórum, seja em qualquer tipo de decisão”, avalia.
Para a juíza Lais Paranhos, da 2ª Vara de Juína (Vara de Infância e Juventude), as aulas realizadas no Fórum de Cuiabá foram muitos importantes para sua formação. “Esse momento de vir ao Fórum de Cuiabá tem sido muito importante para a gente, principalmente na função de direção de foro, porque estamos conhecendo as estruturas, a questão do arquivo, a estrutura do fórum, com a parte da carceragem, da distribuição dos servidores, é bem interessante. E a experiência da audiência de custódia simulada foi muito legal para observar o que podemos melhorar nessa prática, que a gente já está exercendo no dia a dia”, afirma.
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Autor: Celly Silva

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Esmagis-MT completa 41 anos com balanço positivo de 99 ações pedagógicas no biênio 2025/2026

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Neste sábado (13 de junho de 2026), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) celebra 41 anos de criação (1985). A data marca também o balanço de quase 18 meses da atual gestão (biênio 2025/2026), período caracterizado pela continuidade das ações de formação e pelo fortalecimento das atividades pedagógicas voltadas aos juízes(as) e desembargadores(as), bem como aos profissionais que integram o sistema de Justiça e instituições parceiras.

A direção da Esmagis-MT é exercida pelos desembargadores Márcio Vidal, na função de diretor-geral, e Anglizey Solivan de Oliveira, como vice-diretora-geral (janeiro de 2025 a dezembro de 2026). A coordenação das atividades pedagógicas está sob responsabilidade do juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, e a Secretaria-Geral é conduzida pela servidora Claudia Regina Duarte Bezerra Candia.

Ações formativas

De janeiro de 2025 a maio de 2026, a Escola realizou 99 ações pedagógicas, entre cursos, seminários, eventos e capacitações, totalizando 3.770 horas de formação.

Imagem de um homem de barba e cabelos grisalhos, que veste um terno cinza e olha para a câmera. Ele está em um ambiente externo com bastante vegetação ao fundo.O diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, destaca que os resultados apresentados não devem ser compreendidos apenas em sua dimensão numérica, mas principalmente como expressão de um processo mais amplo de amadurecimento institucional. “Ao longo desses quase 18 meses de gestão, buscamos preservar a continuidade das ações já consolidadas pelos meus antecessores, ao mesmo tempo em que promovemos ajustes necessários para que a Esmagis permaneça fiel à sua missão formativa em um cenário de constantes transformações”, pontua.

“A formação do magistrado, em nosso tempo, exige muito mais do que a atualização técnica: impõe uma postura intelectual aberta, sensível às mudanças sociais, às inovações tecnológicas e às complexidades humanas que atravessam a atividade jurisdicional. A Escola tem procurado afirmar-se como um espaço de reflexão qualificada, voltado não apenas à transmissão do conhecimento, mas à construção de um pensamento crítico e de inequívoca responsabilidade.”

Programação pedagógica

A programação da Esmagis-MT manteve alinhamento com as diretrizes da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam). No período, das 99 ações pedagógicas, foram realizados 19 cursos credenciados, correspondentes a 19% da programação. As atividades foram desenvolvidas nas modalidades presencial, híbrida, virtual e a distância (EAD), com o objetivo de ampliar o acesso à formação em todo o Estado.

A vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, ressalta a relevância da diversificação das modalidades e os resultados alcançados pela instituição até o momento. “A Esmagis tem ofertado um ciclo de trabalho consistente, marcado pelo comprometimento institucional e pela busca permanente de aprimoramento. Mais do que números, esses indicadores revelam a consolidação de uma política educacional que vem sendo construída com seriedade, planejamento e atenção às reais necessidades da magistratura”, salienta.

Mulher de longos cabelos pretos fala ao microfone em um púlpito de madeira clara, vestindo um blazer cinza. Ao fundo, uma tela de projeção exibe imagens antigas em preto e branco. No canto inferior do púlpito, há um pequeno emblema azul e dourado com a inscrição parcial Segundo a desembargadora, cada ação desenvolvida, cada participação registrada e cada hora de formação realizada traduzem um esforço coletivo voltado ao fortalecimento da atividade jurisdicional e à valorização do saber como instrumento essencial à prestação da Justiça. “Esse conjunto de resultados também reflete o engajamento da própria magistratura, que reconhece na Escola Superior da Magistratura um ambiente confiável para o seu desenvolvimento profissional e intelectual. Trata-se de um movimento que ultrapassa a mera dimensão administrativa e alcança um sentido muito mais amplo: o de contribuir para a construção de um Judiciário cada vez mais preparado, consciente de seu papel e comprometido com as transformações da sociedade.”

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Formação acadêmica stricto sensu

Em mais um ano, a Esmagis-MT manteve o apoio à formação acadêmica stricto sensu de magistrados(as), com participação em programas de mestrado e doutorado, em parceria com instituições de ensino superior. Atualmente, 19 magistrados integram programas de mestrado e 18 de doutorado.

O juiz coordenador das atividades pedagógicas, Antônio Veloso Peleja Júnior, ressalta a relevância da iniciativa. “O incentivo à formação acadêmica stricto sensu representa um compromisso institucional com a qualificação aprofundada da magistratura. Trata-se de uma política que ultrapassa a capacitação imediata, ao estimular a produção de conhecimento jurídico e o desenvolvimento de uma atuação jurisdicional cada vez mais fundamentada e refletida.”

O juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, um homem pardo de cabelos grisalhos e barba aparada vestindo terno e gravata escuros, concede uma entrevista para a TV Justiça.Conforme o magistrado, a participação de magistrados e magistradas em programas de mestrado e doutorado contribui para o fortalecimento do pensamento crítico e para a construção de soluções mais consistentes diante das demandas contemporâneas do sistema de Justiça. “Ao investir nesse tipo de formação, a Esmagis reafirma seu papel não apenas como espaço de ensino, mas como ambiente de reflexão, pesquisa e desenvolvimento institucional.”

Ampla participação

A política de formação continuada registrou resultados expressivos no período. Em 2025, o programa alcançou 77,43% do quadro da magistratura, com 247 magistrados e magistradas capacitados. Destaca-se o elevado nível de engajamento, que superou o número de participantes individuais e atingiu 942 participações, evidenciando a adesão recorrente a múltiplas ações formativas.

Professor Vlademir gesticula enquanto ministra aula em uma sala com alunos. Os alunos estão sentados em meia lua e prestam atenção ao professor.No primeiro semestre de 2026, a tendência se mantém consolidada, com 165 magistrados(as) já envolvidos em atividades ofertadas pela Esmagis, o que representa 47% do corpo funcional capacitado até o momento, somando 723 participações no período.

A secretária-geral da Esmagis-MT, Claudia Regina Duarte Bezerra Candia, destaca a adesão às capacitações. “Mais do que um dado estatístico, esse engajamento dos magistrados e magistradas do Judiciário mato-grossense expressa o compromisso com o aprimoramento permanente e com a qualidade da prestação jurisdicional.”

Segundo a gestora, a participação registrada ao longo do biênio revela o reconhecimento da formação continuada como elemento indispensável ao exercício da jurisdição. “Os números alcançados refletem não apenas a procura pelas atividades promovidas pela Esmagis, mas também a credibilidade construída a partir de uma programação alinhada às necessidades da magistratura”, assinala.

Comunicação e presença digital

A presença digital da Esmagis-MT também foi ampliada no período, com forte produção audiovisual e jornalística voltada à divulgação de conteúdos jurídicos e institucionais. Ao longo do biênio, a Escola produziu 167 episódios de podcasts e programas temáticos, além de vídeos educativos e materiais para redes sociais, consolidando a comunicação como ferramenta estratégica de aproximação com a sociedade.

Cartaz digital para o 35º episódio de Entre os principais formatos, destacam-se o programa Por dentro da Magistratura, o podcast Explicando Direito, a série Entendendo Direito, a versão do Explicando Direito para o YouTube e o programa Magistratura e Sociedade, que abordam temas jurídicos de forma acessível e promovem o diálogo entre o Judiciário e a população. Os conteúdos foram produzidos com o objetivo de ampliar o alcance das ações institucionais, contribuindo para a difusão do conhecimento jurídico e o fortalecimento da confiança no sistema de Justiça.

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A produção jornalística institucional também registrou crescimento, com a publicação de 571 matérias no site oficial (janeiro de 2025 a maio de 2026) e intensificação da presença nas redes sociais.

A Esmagis-MT registrou crescimento expressivo em sua presença digital no primeiro semestre de 2026. Os dados levantados pela Assessoria de Comunicação apontam avanço significativo nas principais métricas do Instagram institucional (@esmagismt), com destaque para o aumento de 46% nas interações com o conteúdo publicado em comparação ao mesmo período de 2025.

Entre 1º de janeiro e 8 de junho de 2026, as publicações do perfil acumularam 385,2 mil visualizações, crescimento de 10,1% frente ao desempenho registrado no ano anterior. No total, foram publicados 635 conteúdos, entre posts, Reels, carrosseis e stories, que juntos alcançaram mais de 210 mil contas e geraram 13,6 mil interações, incluindo curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos. O perfil também conquistou 882 novos seguidores no período, fortalecendo a base de audiência da instituição nas redes sociais.

Segundo a assessora de Comunicação da Esmagis-MT, jornalista Keila Maressa, a comunicação é uma ponte essencial entre o Judiciário e a sociedade, contribuindo para a transparência e para a compreensão do papel da magistratura, além de ampliar o acesso da população a informações claras e confiáveis.

Pluralidade de conteúdos formativos

As ações formativas desenvolvidas pela Esmagis-MT contemplaram temas diretamente relacionados à atividade jurisdicional e às demandas contemporâneas, com abordagem em áreas como tecnologia, direitos fundamentais, políticas públicas e sustentabilidade, evidenciando a preocupação institucional em oferecer uma formação abrangente, atualizada e interdisciplinar.

Segundo o diretor-geral, a definição desses conteúdos decorre de um processo criterioso de identificação das necessidades da magistratura, em diálogo permanente com as transformações sociais e institucionais que impactam o exercício da jurisdição. “A estruturação da programação formativa parte de uma leitura atenta e sistemática das demandas que emergem da prática jurisdicional, buscando não apenas acompanhar, mas também antecipar os desafios impostos pelo cenário contemporâneo. Trata-se de uma atuação orientada por uma perspectiva estratégica, na qual o conhecimento é compreendido como instrumento essencial para o fortalecimento institucional do Poder Judiciário.”

A pluralidade temática, explica o desembargador, não constitui apenas um dado quantitativo, “mas expressa uma concepção pedagógica comprometida com a formação de magistrados aptos a atuar com segurança, discernimento e responsabilidade diante da complexidade crescente das demandas judiciais.”

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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