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TCP destaca expansão ferroviária e modernização portuária na Intermodal South America 2026

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TCP participa da 30ª Intermodal South America

Entre os dias 14 e 16 de abril, a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, marcará presença na 30ª edição da Intermodal South America, o maior evento de logística, transporte de cargas e comércio exterior das Américas.

No estande E100, com 102 m², a companhia contará com cerca de 30 profissionais de áreas como logística, operações, engenharia, meio ambiente e atendimento, para apresentar o novo ciclo de investimentos, que inclui expansão ferroviária e aquisição de maquinário avaliada em aproximadamente R$ 160 milhões.

Expansão ferroviária amplia capacidade do Terminal

Entre os projetos em destaque, está a construção de uma terceira linha férrea em parceria com a Brado Logística, que deve elevar em cerca de 20% a capacidade de movimentação ferroviária do Terminal.

A ferrovia atende principalmente exportadores de papel e celulose de Ortigueira (PR) e polos agroindustriais de frango em Cascavel e Cambé, consolidando-se também como opção para importação de contêineres destinados ao interior do Paraná.

Além da ferrovia, a TCP investirá na aquisição de dois guindastes STS, Terminal Tractors e reach stackers, ampliando a capacidade operacional do porto.

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Expansão de contêineres refrigerados

Outro destaque é a ampliação da infraestrutura para contêineres refrigerados, com previsão de conclusão até o final de 2026. A iniciativa aumentará a capacidade do maior complexo de armazenagem de contêineres reefer da América do Sul, beneficiando exportações de proteínas e alimentos congelados.

Infraestrutura robusta fortalece competitividade

Com 28 anos de operação, a TCP já movimentou mais de 20 milhões de TEUs e registrou, em 2025, um recorde de 1,663 milhão de TEUs, consolidando-se como o maior terminal portuário do Sul do Brasil pelo segundo ano consecutivo.

O terminal conta com armazém alfandegado, área para cargas perigosas e operação de cargas de projeto. Também se destaca como o principal corredor de exportação de carnes e congelados do país, com mais de 3,5 milhões de toneladas embarcadas em 2025.

Outro avanço recente foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá de 12,10 metros para 13,30 metros, permitindo que navios transportem cerca de 900 TEUs adicionais por viagem.

Modernização operacional e eficiência energética

A TCP também ampliou a área de triagem de caminhões, passando de duas para quatro pistas, e conta com três escâneres de alta capacidade para inspeção de cargas.

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No campo da sustentabilidade, foi o primeiro terminal portuário brasileiro a obter a certificação ISO 50001, voltada à gestão de energia. Em 2026, iniciou a eletrificação de equipamentos movidos a diesel, medida que pode reduzir em até 257 mil quilos de CO₂ por ano por equipamento.

O Terminal ainda possui certificações ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001, ISPS Code e status de Operador Econômico Autorizado (OEA), reforçando seu compromisso com qualidade, segurança e eficiência.

Conectividade marítima e logística integrada

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, a combinação entre infraestrutura, conectividade marítima e soluções logísticas integradas garante maior competitividade, flexibilidade e previsibilidade para exportadores, importadores e armadores que utilizam o porto de Paranaguá.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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