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Safra recorde de café em 2026 reforça importância do manejo de plantas daninhas

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Brasil caminha para safra recorde de café em 2026

O Brasil projeta uma safra histórica de café em 2026, com estimativas que variam entre 66,2 milhões e 75,3 milhões de sacas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O desempenho é impulsionado por condições climáticas favoráveis e pela bienalidade positiva do café arábica, além da expectativa de estabilidade nos preços ao longo do segundo semestre.

Neste cenário, o manejo agronômico eficiente torna-se crucial para garantir que a produção alcance seu pleno potencial produtivo.

Plantas daninhas representam risco direto à produtividade

Entre os principais desafios das lavouras está o controle de plantas daninhas, que competem com o cafeeiro por água, luz e nutrientes.

Em áreas de alta infestação, essa competição pode comprometer o desenvolvimento inicial da cultura e reduzir significativamente o potencial produtivo da lavoura, especialmente na ausência de manejo adequado.

A engenheira agrônoma Bárbara Marcasso Copetti, da Ourofino Agrociência, destaca:

“Em uma safra cheia, cada detalhe do manejo faz diferença. O controle de plantas daninhas precisa ser planejado, monitorado e integrado a diferentes práticas para proteger o potencial produtivo do cafeeiro.”

Manejo integrado ganha protagonismo

O manejo integrado de plantas daninhas combina métodos culturais, mecânicos e químicos, aumentando a eficiência do controle e reduzindo riscos à lavoura.

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Entre as práticas mais utilizadas estão:

  • Cobertura vegetal, com braquiária e leguminosas, que protege o solo e dificulta a proliferação de invasoras
  • Controle mecânico, como roçadeiras e capinas direcionadas, essencial em áreas próximas às plantas
  • Controle químico, aplicado com critério técnico, considerando equipamentos calibrados e bicos antideriva para maior precisão
Uso racional de herbicidas fortalece produtividade e sustentabilidade

O uso de herbicidas deve seguir princípios de manejo racional, considerando tipo de infestação, estágio da cultura e condições climáticas, garantindo eficiência e sustentabilidade.

Tecnologias modernas, como o herbicida ConfianteBR, oferecem:

  • Rápida absorção
  • Velocidade de controle de plantas resistentes
  • Compatibilidade com outras moléculas, como glifosato, glufosinato, graminicidas e herbicidas hormonais

Esse tipo de solução é especialmente importante para o controle de espécies resistentes, como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e buva, em operações de pré-plantio ou aplicações dirigidas.

Bárbara Copetti reforça:

“O produtor precisa de ferramentas eficientes sem comprometer a segurança da lavoura. Tecnologias que permitem manejo estratégico são essenciais em áreas com histórico de resistência.”

Atenção redobrada garante produtividade e qualidade

Com o aumento da produção e maior volume destinado à exportação e recomposição de estoques, o manejo eficiente das lavouras se torna um fator estratégico.

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Boas práticas agrícolas, aliadas ao uso responsável de tecnologias, são determinantes para assegurar produtividade, qualidade dos grãos e sustentabilidade da cafeicultura nos principais estados produtores: Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e região Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da colheita aponta para recorde de 57,39 milhões de toneladas de milho

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Mato Grosso deve colher o recorde de 57,39 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, crescimento de 3,53% em relação ao ciclo anterior. O volume equivale a cerca de 40% de toda a produção brasileira prevista para a temporada e confirma o estado como principal produtor nacional do cereal.

A nova estimativa foi divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), depois da consolidação da área cultivada por meio de dados de georreferenciamento. O levantamento identificou 7,43 milhões de hectares plantados, extensão 2,41% superior à da safra passada e 7,53% maior que a média dos últimos cinco anos.

Essa foi a segunda maior área já destinada ao milho em Mato Grosso, atrás apenas da registrada em 2022/23. Naquele ciclo, os preços mais favoráveis estimularam uma expansão maior do cultivo.

A produção, entretanto, será a maior da série histórica do instituto. O resultado supera em aproximadamente 1,96 milhão de toneladas o obtido na temporada anterior e fica 23,85%, ou cerca de 11 milhões de toneladas, acima da média das últimas cinco safras.

A produtividade foi estimada em 128,67 sacas por hectare, equivalente a aproximadamente 7,72 toneladas por hectare. O rendimento ficou praticamente estável em relação ao levantamento anterior, com pequeno ajuste de 0,02%.

Segundo o Imea, o desempenho foi favorecido pelas condições observadas durante o desenvolvimento das lavouras, principalmente pela distribuição das chuvas na maior parte das regiões produtoras. Mesmo em áreas plantadas fora da janela considerada ideal, o clima permitiu a manutenção de rendimentos elevados.

A revisão da produtividade também considerou os novos pesos regionais definidos após a consolidação da área. Isso significa que o instituto recalculou a participação de cada região na média estadual, com base na extensão efetivamente cultivada.

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O levantamento por georreferenciamento utiliza informações espaciais para identificar e medir as lavouras. O método permite aumentar a precisão da estimativa, especialmente em um estado com grandes áreas agrícolas e forte presença do sistema de produção que combina soja e milho na mesma temporada.

Até 31 de julho, a colheita havia alcançado 96,77% da área estimada, avanço de 6,11 pontos percentuais em uma semana. Os trabalhos estavam 0,39 ponto percentual à frente do ritmo observado no mesmo período da safra anterior.

As áreas ainda não colhidas estavam mais dispersas. Parte dos produtores aguardava uma redução adicional da umidade dos grãos, estratégia que facilita a armazenagem e pode diminuir as despesas com secagem.

A região Sudeste apresentava o menor avanço, com 85,61% da área colhida. Mesmo assim, registrou o maior crescimento semanal, de 18,02 pontos percentuais, depois que novas lavouras atingiram o ponto adequado para a retirada do cereal.

A dimensão da safra mato-grossense fica mais evidente quando comparada à produção nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,73 milhões de toneladas de milho em 2025/26. Embora os dois levantamentos adotem metodologias próprias, o volume calculado pelo Imea para Mato Grosso corresponde a aproximadamente 40,5% desse total.

O milho nacional ocupa uma área estimada em 22,62 milhões de hectares. Isso significa que Mato Grosso concentra perto de um terço da área brasileira, mas entrega uma parcela superior da produção graças à escala e à produtividade de suas lavouras.

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O crescimento da oferta movimenta uma cadeia que vai além da propriedade. O cereal abastece as fábricas de ração, a produção de aves, suínos, bovinos e peixes, as usinas de etanol de milho e as empresas responsáveis pelo armazenamento, transporte e comercialização.

A expansão das usinas de etanol em Mato Grosso também criou uma alternativa de consumo próxima às regiões produtoras. Além do biocombustível, o processamento gera ingredientes utilizados na alimentação animal, aumentando a integração entre produção de grãos, pecuária e agroindústria.

Em junho, 51,41% da safra estadual já estava comercializada, segundo o Imea. O preço médio dos negócios realizados para o ciclo ficou em R$ 43,10 por saca, referência que varia conforme a região, o prazo de entrega, o custo do frete e as condições de armazenagem.

Com quase metade do volume ainda disponível naquele momento, a capacidade de guardar o milho e escolher o período de venda ganha importância. Produtores com acesso a armazéns próprios ou contratos de entrega conseguem reduzir a necessidade de comercializar uma parcela maior justamente durante o pico da colheita.

A safra recorde amplia a oferta para o mercado interno e para as vendas ao exterior, mas também exige mais silos, caminhões, ferrovias e capacidade industrial. O desafio agora é transformar as 57,39 milhões de toneladas em maior circulação de renda, agregação de valor e oportunidades para o produtor rural e para as demais atividades ligadas ao milho.

Fonte: Pensar Agro

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