Saúde

Ministério amplia assistência com a chegada de novos equipamentos às Unidades Básicas de Saúde

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O Governo do Brasil está fazendo o maior investimento da história para equipar Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o País. Cada UBS receberá um combo com até 18 equipamentos importantes para ampliar a capacidade de atendimento, modernizar a atenção primária e contribuir para reduzir filas de consultas e exames no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa também amplifica a capacidade resolutiva das equipes da Estratégia Saúde da Família, incluindo as Multiprofissionais (eMulti), e reduz desigualdades ao democratizar o cuidado de qualidade para toda a população.

“Pela primeira vez, o Ministério da Saúde promove uma transformação em escala nacional na estrutura tecnológica das UBS. Esse investimento fortalece a capacidade diagnóstica e assistencial da atenção primária, levando equipamentos para perto de onde as pessoas vivem e trabalham”, afirma o secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto.

A primeira entrega deste ano foi em Salvador (BA), mas cidades de Tocantins, Paraná, Minas Gerais, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo também já receberam equipamentos. A próxima beneficiada será Recife (PE). Ao todo, serão 180 mil equipamentos para aproximadamente 10 mil UBS espalhadas por mais de 5 mil municípios brasileiros. A ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que integra os investimentos do Novo PAC Saúde e totaliza R$ 1,58 bilhão em investimentos. 

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A secretária de Saúde do município de Murici, em Alagoas, Tereza Lúcia Gomes Quirino Maranhão, atua há 25 anos no SUS e relata a expectativa com a chegada dos novos equipamentos. “Tivemos três UBS contempladas com câmaras frias, retinógrafo portátil, ultrassom para fisioterapia e outros. Esses itens vão ampliar a oferta de serviços para a nossa população, além de tornar o nosso trabalho mais resolutivo e acolhedor, enquanto garantimos a continuidade do cuidado”, destaca.

Canal de atendimento para tirar dúvidas

Trabalhadoras e trabalhadores da atenção primária à saúde do SUS podem tirar dúvidas sobre o envio dos combos ou sobre a utilização dos equipamentos por meio do e-mail [email protected] ou pelos telefones (61) 3315-9063 e 3315-9040.

Distribuição dos equipamentos

Cada combo é composto por 17 equipamentos, que são entregues separadamente e de forma escalonada, em três etapas diferentes. Os municípios que fazem parte do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade ou têm UBS Fluviais receberão um equipamento a mais: o ultrassom portátil de bolso.

Os itens são entregues nas Secretarias Municipais de Saúde, exceto a câmara fria, que vai até a UBS indicada no cadastramento da proposta no Novo PAC Saúde.

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 Confira a lista dos equipamentos:

  • Câmara fria exclusiva para vacinas;
  • Retinógrafo portátil;
  • Espirômetro digital;
  • Dermatoscópio;
  • Eletrocardiógrafo digital;
  • Eletrocautério (bisturi elétrico);
  • Desfibrilador externo automático (DEA);
  • Doppler vascular portátil;
  • Laser terapêutico de baixa potência;
  • Ultrassom para fisioterapia;
  • Balança portátil digital;
  • TENS e FES;
  • Dinamômetro digital;
  • Cadeira de rodas;
  • Fotóforo clínico;
  • Tábua de propriocepção;
  • Otoscópio.

Com os novos recursos tecnológicos para 15 mil equipes, o Ministério da Saúde amplia a capacidade de cuidado do SUS, qualifica o atendimento e reforça o compromisso com uma saúde pública mais resolutiva e próxima da população.

Também há materiais de apoio para consulta:

Chamamento público

Portaria que divulga os resultados da seleção

Guia de boas práticas para atuação nos territórios 

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Mortes por desnutrição caem 75,7% na Terra Indígena Yanomami

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As mortes por desnutrição na Terra Indígena Yanomami caíram 75,7% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2023, quando foi declarada Emergência em Saúde Pública no território. No período, também não houve registro de óbitos por malária, enquanto as mortes por infecção respiratória aguda apresentaram redução de 40,8%.

Considerando todas as causas, o número de óbitos registrados caiu 29,5% na mesma comparação, passando de 224, entre janeiro e junho de 2023, para 158 no primeiro semestre de 2026.

Malária no território Yanomami

Entre janeiro e junho de 2026, foram confirmados 6,8 mil casos de malária na Terra Indígena Yanomami, redução de 50,6% em relação ao mesmo período de 2023. No primeiro semestre deste ano, não houve registro de mortes pela doença.

No mesmo período, foram realizados 145 mil exames para detecção da malária, considerando a demanda espontânea e as ações de busca ativa nas comunidades. O número representa aumento de 85,4% em relação ao primeiro semestre de 2023.

As ações de controle da doença incluem ampliação da testagem, busca ativa, diagnóstico e tratamento. Entre as estratégias adotadas está o uso da tafenoquina para casos elegíveis de malária por Plasmodium vivax. O medicamento é administrado em dose única e atua na prevenção de recaídas da doença. Até o momento, 1.515 pessoas receberam o tratamento no território.

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Vacinação e acompanhamento nutricional

O número de doses de vacinas aplicadas no primeiro trimestre passou de 11.273, em 2023, para 20.267, em 2026, aumento de 79,8%. Entre as crianças menores de um ano, a proporção com esquema vacinal completo passou de 28% para 57,6%. O acompanhamento nutricional alcançou 84% das crianças.

As ações no território também incluem iniciativas de segurança alimentar, acesso à água e recuperação da produção tradicional das comunidades.

Estrutura de atendimento

O número de profissionais de saúde no território passou de 690, em 2023, para mais de 2,1 mil, em 2025. Sete polos-base foram reabertos e, atualmente, os 37 polos-base e as 40 Unidades Básicas de Saúde do território estão em funcionamento.

A rede passou a contar também com o Centro de Referência de Surucucu, destinado ao atendimento de casos de maior gravidade e à estabilização de pacientes antes de eventuais transferências.

Dos 84 estabelecimentos de saúde no território, 76 contam com sistema de abastecimento de água, o equivalente a 90,5% da rede. Entre abril e agosto deste ano, foram concluídas as unidades de Maloca Paapiú e Kayanaú, além da reforma da unidade de Palimiú.

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O monitoramento de medicamentos e insumos abrange atualmente 228 itens, acompanhados semanalmente para orientar a reposição dos estoques. As Casas de Saúde Indígena (Casai) também receberam intervenções em estruturas como banheiros, alojamentos, cozinhas, lactários, sistemas de efluentes e poços.

Para o deslocamento das equipes e o atendimento às comunidades, a estrutura logística conta com 90 embarcações próprias e 43 pilotos fluviais contratados, além de transporte aéreo para localidades de difícil acesso.

Financiamento

Os valores empenhados para o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami foram de R$ 391 milhões, em 2025. Os recursos são destinados às ações e aos serviços de saúde desenvolvidos no território.

Visita técnica

Equipe do Ministério da Saúde realizou, nesta semana, visita técnica à Terra Indígena Yanomami. A comitiva acompanhou o funcionamento de unidades e as ações de saúde e se reuniu com profissionais e lideranças indígenas.

Participaram da agenda o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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