Tecnologia

MCTI participa de seminário para debater o futuro digital do Brasil

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O Governo Federal promove, nesta quinta-feira (9) e sexta-feira (10), o seminário Futuro Digital — Construindo uma Estratégia para o Brasil para debater tendências, desafios e prioridades para a próxima década. Durante o encontro, atores-chave e lideranças do governo, do setor produtivo, da academia e da sociedade civil revisarão a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital), o principal instrumento de planejamento para guiar o País nesse tema.

“Nós estamos aqui para entender as nossas forças, nossas prioridades e nossas escolhas passadas e futuras para que o Governo Federal possa adotar e dar um passo em direção à soberania digital, à uma indústria mais forte, ao nosso conhecimento. Assim, nós poderemos nos colocar de forma mais altiva e ativa no cenário internacional”, explicou a coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e assessora especial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Renata Mielli.

O evento tem o objetivo de promover a reflexão sobre o campo para construir, de forma colaborativa, medidas concretas que deem suporte para a visão de futuro, princípios orientadores e prioridades estratégicas para a E-Digital. “Esse conjunto de recomendações e informações serão analisados e integrarão a E-Digital. Queremos e precisamos revisar os instrumentos e estratégias atuais para que consigamos ingressar no cenário global”, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do MCTI, Henrique de Oliveira Miguel.

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Fazem parte da programação painéis de discussões entre os especialistas, além de oficinas. O MCTI participou, na manhã de quinta-feira, do momento Soberania Digital: Para Quê e Para Quem?, em que foi analisada a autonomia estratégica sobre a cadeia produtiva digital do Brasil.

“O MCTI tem um papel importante nessa discussão, especialmente porque ele coordenou a elaboração e implementação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, o Pbia, além de editais, como o do ECA Digital, que dará suporte ao desenvolvimento de aplicações voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital”, pontuou Mielli.

O seminário é uma realização do Comitê Interministerial para a Transformação Digital (CIT Digital). O grupo é responsável por assessorar diretamente o presidente da República nas ações de elaboração, implementação e acompanhamento de políticas públicas destinadas ao tema no Brasil.

O CIT Digital é composto por representantes dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; das Comunicações; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; da Fazenda; da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; e da Justiça e Segurança Pública. Também integram o comitê a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e a Casa Civil.

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Interessados podem acompanhar as discussões pelo canal da Casa Civil no Youtube.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

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A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

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O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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