Educação

Guia auxiliará redes na implementação do Juros por Educação

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quinta-feira, 16 de abril, durante o 2º Seminário Técnico Juros por Educação, o Guia de Investimentos na Educação Profissional Técnica de Nível Médio (EPTNM). O material, que está disponível no portal da pasta, foi criado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para apoiar gestores e equipes técnicas dos estados na tomada de decisões relacionadas ao uso dos recursos do programa Juros por Educação. O documento oferece orientações práticas, parâmetros e referências para qualificar os investimentos na modalidade de ensino e para cumprir as metas de desempenho do programa. 

O coordenador-geral de Fomento aos Sistemas de Ensino da Educação Profissional e Tecnológica, Fabio Ibiapina, explicou que o guia surge para auxiliar as redes no enfrentamento do grande desafio imposto pelo Juros por Educação. “Este é um momento marcante para a educação profissional e tecnológica do Brasil, já que nunca houve um volume de investimento tão significativo para a modalidade de ensino na história do país e, por isso, as redes podem ter dificuldades para organizar os recursos disponibilizados pelo Juros por Educação. Assim, criamos o guia para que gestores e equipes técnicas tenham mais bagagem para tomar decisões”, completou.  

O material permite que as redes possam investir em EPT com segurança jurídica, clareza normativa e aprimoramento da capacidade de coordenação entre diferentes atores institucionais e entes federativos. A escala dos recursos mobilizados pelo programa amplia a relevância das escolhas e reforça a necessidade de orientar sua aplicação com base em critérios técnicos consistentes, já que envolve um conjunto de ações interdependentes, como o planejamento da oferta, a adequação da infraestrutura, a definição de arranjos de implementação e tantas outras. 

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Organização – O guia busca contribuir para que os recursos mobilizados se convertam em expansão consistente, alinhada às realidades territoriais, às necessidades dos estudantes e às demandas do mercado de trabalho. Ele está organizado em sete seções que abordam, de forma complementar, os aspectos envolvidos com o programa:  

  • Introdução: contextualiza o programa e explica quais são os seus objetivos; 
  • Regras de Investimentos: detalha o marco normativo que orienta o uso dos recursos, incluindo os tipos de despesas elegíveis e as vedações; 
  • Investimentos Vinculados às Metas de Desempenho: traz orientações para a expansão das matrículas, demonstrando as possibilidades de uso dos recursos, parâmetros operacionais e referências para apoiar a implementação; 
  • Investimentos complementares: indica opções de aplicação que podem contribuir para alcançar as metas; 
  • Boas Práticas Desenvolvidas pelos Estados: oferece experiências concretas do que já é feito em diversas regiões do Brasil; 
  • Registro dos Investimentos no Plano de Ações Articuladas (PAR): apresenta as orientações para realizar essa etapa, incluindo fluxos, campos obrigatórios e cuidados operacionais; 
  • Monitoramento e Prestação de Contas: foca nas responsabilidades institucionais, indicadores e evidências esperadas no acompanhamento da execução dos recursos. 
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Seminário – Nos dias 15 e 16 de abril, o MEC realiza o 2º Seminário Técnico Juros por Educação, a fim de fortalecer o alinhamento entre o programa e as metas do novo PNE, contribuindo para a ampliação da oferta de cursos técnicos e para o desenvolvimento econômico e social dos estados. As atividades do encontro estão disponíveis no canal do MEC no YouTube

Juros por Educação – A iniciativa integra o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e permite que os estados convertam parte das dívidas com a União em investimentos estratégicos em EPT, com foco na geração de 3 milhões de vagas em cursos técnicos no Brasil. Assim, o programa cria condições para uma distribuição mais equitativa dos investimentos e para o fortalecimento da capacidade de resposta dos estados diante dos desafios de expansão da oferta.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC abre adesão ao Sisu+ para instituições públicas

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira, 29 de abril, o Edital nº 29/2026 que estabelece o cronograma e os procedimentos para adesão das instituições públicas de educação superior ao Sisu+ 2026, etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A iniciativa tem como objetivo ampliar a ocupação de vagas eventualmente disponíveis após a etapa regular do processo seletivo. 

Podem aderir ao Sisu+, exclusivamente, as instituições públicas e gratuitas de educação superior que participaram da etapa regular do Sisu 2026. A formalização ocorre por meio da assinatura eletrônica de termo aditivo ao termo de adesão da etapa regular, via sistema Sisu Gestão. 

Etapa complementar – O Sisu+ não é um novo processo seletivo, mas uma extensão da etapa regular do Sisu 2026. A iniciativa é realizada após o encerramento de convocações da lista de espera e a conclusão de eventuais processos seletivos próprios das instituições. 

As vagas ofertadas pelas instituições nessa etapa devem estar formalmente classificadas como disponíveis, seja por desistência, não confirmação de matrícula ou encerramento de todos os prazos previstos. 

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Para os candidatos, o Sisu+ também amplia as possibilidades de escolha no âmbito do mesmo processo seletivo. Contudo, poderão participar da etapa complementar apenas os candidatos que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026. 

Nessa nova etapa, será permitido atualizar informações socioeconômicas, alterar modalidades de concorrência e escolher até duas opções de curso, independentemente das opções indicadas durante a etapa regular realizada em janeiro. 

Por integrar o mesmo processo seletivo do Sisu 2026, o Sisu+ observará as mesmas regras gerais de elegibilidade aplicáveis aos candidatos. O sistema de inscrição do Sisu realizará automaticamente a seleção das edições do Enem que atendam simultaneamente a tais exigências, desconsiderando aquelas em que o candidato tenha participado como “treineiro” e/ou tenha obtido nota zero na prova de redação. 

Algumas instituições de educação superior podem estabelecer notas mínimas para determinadas áreas do conhecimento do Enem em seus cursos. Se a nota do candidato não atender a esses critérios, o sistema exibirá uma mensagem indicando não ser possível concorrer às vagas naqueles determinados cursos. 

Cronograma – De acordo com o edital do Sisu+, o período de adesão das instituições ocorrerá de 4 a 29 de maio. As inscrições dos candidatos e a divulgação dos resultados ocorrerão em etapa posterior, a ser detalhada em edital específico. 

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Otimização de vagas – A criação do Sisu+ destaca a estratégia do MEC de aprimorar o modelo do Sisu, ampliando oportunidades de acesso à educação superior e garantindo maior eficiência na ocupação das vagas ofertadas pelas instituições públicas. 

Com o modelo anual do Sisu, a etapa complementar passa a atuar de forma residual, voltada ao preenchimento das vagas eventualmente disponíveis após a etapa regular do processo seletivo, com o objetivo de ampliar as oportunidades de ingresso na educação superior pública. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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