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MMA fortalece diálogo com povos indígenas durante o Acampamento Terra Livre

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Durante o Acampamento Terra Livre (ATL), a Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), realizou uma série de atendimentos institucionais a delegações indígenas e de povos e comunidades tradicionais. A agenda teve como foco o acolhimento de demandas relacionadas à gestão territorial, à proteção ambiental e ao fortalecimento sociocultural. 

Entre os destaques, a delegação da Reserva Extrativista do Corumbau apresentou pautas sobre ordenamento pesqueiro, ampliação da participação social na elaboração de atos normativos e questões habitacionais no território. Já representantes do povo Truká trouxeram demandas voltadas à conservação e restauração ecológica da Caatinga, à proteção dos conhecimentos tradicionais associados ao patrimônio genético, especialmente relacionados à Jurema, além do fortalecimento da educação indígena e da proteção territorial. 

A delegação do povo Hixkaryana solicitou apoio a projetos de proteção territorial e ao fortalecimento dos Agentes Indígenas de Monitoramento. A Comissão Guarani Yvyrupá apresentou questões relacionadas ao reconhecimento de territórios tradicionais sobrepostos a unidades de conservação federais no Paraná, além da ampliação do acesso a infraestrutura básica, como água, saneamento e energia. Também foram discutidos avanços na formalização de Termos de Compromisso na Reserva Biológica Bom Jesus e no Parque Nacional do Superagui. 

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A Articulação dos Povos Indígenas do Amazonas apresentou demandas relacionadas ao licenciamento do empreendimento Potássio Brasil em território do povo Mura, além de pautas de fortalecimento socioprodutivo e cultural junto aos povos Sateré-Mawé e de participação em instâncias de governança de REDD+. Já a delegação do Encontro Nacional de Estudantes Indígenas solicitou apoio institucional para a realização de sua próxima edição, prevista para ocorrer em Foz do Iguaçu. 

Prêmio Fundo Amazônia – Conhecer e Reconhecer 

Na tenda da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), no ATL, a diretora de Gestão Socioambiental e Povos e Comunidades Tradicionais do MMA, Claudia Pinho, acompanhou o lançamento do “Prêmio Fundo Amazônia – Conhecer e Reconhecer”, que vai selecionar iniciativas lideradas por povos indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais que contribuam para a proteção dos territórios e da floresta na Amazônia Legal. Saiba mais aqui   

O prêmio é uma parceria do MMA e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) coordenador e gestor do Fundo, respectivamente. 

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Mobilização indígena 

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e suas organizações regionais de base, o ATL chegou à sua 22ª edição com o tema “Nosso Futuro Não Está à Venda: a Resposta Somos Nós”. 

Realizado entre os dias 5 e 11 de abril, o evento reuniu cerca de 7 mil indígenas de todas as regiões do país para debater temas como o direito à demarcação de terras, o fortalecimento de políticas públicas nas áreas de saúde e educação e a defesa dos territórios diante de ameaças ambientais e legislativas aos direitos dos povos indígenas. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mercado de soja pressiona preços e reduz margem do produtor brasileiro, aponta análise do setor

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O mercado de soja enfrenta um cenário desafiador em nível global, com ampla oferta e perspectivas favoráveis de produção pressionando as cotações. No Brasil, a combinação de queda nos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago e a valorização do real frente ao dólar tem desacelerado o ritmo de negócios.

Segundo analistas do setor, o momento exige cautela por parte dos produtores, especialmente diante da dificuldade em obter preços mais atrativos.

Excesso de oferta global impacta preços da soja

A atual conjuntura internacional é marcada por elevada disponibilidade da oleaginosa, o que tem limitado a recuperação das cotações no mercado global.

De acordo com Rafael Silveira, analista e consultor da Safras & Mercado, o principal desafio para o Brasil neste momento está relacionado à formação de preços. “Para o produtor brasileiro, o maior problema hoje é o preço”, destaca.

Estados Unidos e China influenciam perspectivas do mercado

Nos Estados Unidos, a demanda interna segue aquecida, impulsionada pelo bom desempenho do esmagamento. Além disso, o mercado acompanha a possibilidade de retomada das compras por parte da China, fator que pode trazer sustentação aos preços internacionais.

Para o Brasil, há expectativa de melhora no segundo semestre, caso os estoques norte-americanos diminuam e contribuam para a valorização das cotações na Bolsa de Chicago.

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Safra argentina avança sem problemas e reforça oferta global

Na Argentina, outro importante player do mercado, o cenário é considerado positivo. Segundo o analista Agustin Geier, não há sinais de atraso na colheita e a produção deve alcançar cerca de 49,8 milhões de toneladas.

A expectativa de uma safra robusta no país vizinho reforça o quadro de oferta elevada no mercado internacional.

Guerra no Oriente Médio eleva volatilidade nos subprodutos

O mercado de derivados da soja também tem sido impactado por fatores externos. A guerra no Irã elevou os preços do petróleo, trazendo suporte ao óleo de soja, que é utilizado como matéria-prima para biodiesel.

De acordo com o consultor Gabriel Viana, esse movimento tem gerado maior volatilidade nos preços dos subprodutos da oleaginosa.

Produção brasileira deve bater novo recorde na safra 2025/26

Apesar das dificuldades no mercado, a produção brasileira de soja segue em expansão. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 deve atingir 179,151 milhões de toneladas, crescimento de 4,5% em relação ao ciclo anterior.

A estimativa foi revisada para cima no 7º levantamento da safra, reforçando o potencial produtivo do país.

Indústria projeta recorde no processamento de soja em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) também revisou positivamente suas projeções para o complexo soja em 2026.

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O processamento interno deve alcançar 62,2 milhões de toneladas, avanço de 1,1% em relação à estimativa anterior. Esse crescimento reflete a forte oferta de matéria-prima e a expansão da demanda por derivados.

Produção de farelo e óleo deve crescer com maior valor agregado

Com o aumento do esmagamento, a produção de farelo de soja deve chegar a 47,9 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja está estimada em 12,5 milhões de toneladas.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor da Abiove, o desempenho reforça a resiliência da indústria nacional.

“A conversão da soja em produtos de maior valor agregado fortalece tanto a matriz energética quanto o abastecimento alimentar do país”, afirma.

Cenário exige atenção estratégica do produtor brasileiro

Mesmo diante de uma safra recorde e de uma indústria aquecida, o produtor brasileiro enfrenta um cenário desafiador, marcado por preços pressionados e margens reduzidas.

A combinação de fatores internos e externos reforça a necessidade de planejamento e estratégia na comercialização, especialmente em um ambiente de elevada volatilidade e incertezas no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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