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Concurso do Suco de Uva Brasileiro revela alta qualidade e premia mais da metade das amostras avaliadas

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O 1º Concurso do Suco de Uva Brasileiro evidenciou um cenário de elevada qualidade da bebida no país, com 51% das 190 amostras inscritas alcançando as principais categorias de premiação. A iniciativa, promovida pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), avaliou produtos de 69 empresas de seis estados e reforçou a consistência da produção nacional.

Concurso avalia 190 amostras de suco de uva de seis estados

A primeira edição do concurso reuniu 190 amostras de suco de uva provenientes dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

O resultado geral indicou um padrão elevado de qualidade, com produtos representando tanto regiões tradicionais quanto áreas emergentes da produção vitivinícola brasileira.

Mais de 50% das amostras atingem notas acima de 90 pontos

Do total avaliado, 12 amostras (6,3%) receberam Medalha Diamante, com pontuação superior a 95 pontos. Outras 85 amostras (45%) foram reconhecidas com Medalha Platina, ao atingirem notas entre 90 e 95 pontos.

Além disso, 66 amostras (34%) receberam o Mérito Uva, destinado aos produtos com desempenho entre 85 e 90 pontos. Juntas, as categorias Diamante e Platina somam 51% das amostras avaliadas, reforçando o alto nível técnico da produção nacional.

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Baixo índice de não conformidades reforça qualidade do setor

O concurso registrou menos de 15% de amostras com alguma não conformidade de qualidade, o que reforça o padrão técnico do suco de uva brasileiro.

Outro destaque foi a distribuição equilibrada das premiações entre os estados participantes, evidenciando que a qualidade não está concentrada em uma única região do país.

Excelência envolve desde pequenas empresas até grandes vinícolas

Os resultados também mostraram que a excelência na produção de suco de uva é transversal, envolvendo desde pequenas empresas até grandes vinícolas.

As 12 amostras premiadas com Medalha Diamante foram provenientes dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, reforçando a presença de diferentes polos de alta qualidade.

Avaliação técnica reúne 36 especialistas em degustação às cegas

A análise das amostras foi conduzida por um corpo técnico formado por 36 profissionais, incluindo enólogos, especialistas em análise sensorial, pesquisadores, profissionais de nutrição e controle de qualidade, além de representantes da imprensa especializada.

As degustações foram realizadas às cegas, seguindo critérios técnicos rigorosos. O serviço das amostras foi realizado por estudantes de Viticultura e Enologia.

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Concurso inédito reforça importância do suco de uva na vitivinicultura

Realizado no ano em que a Associação Brasileira de Enologia celebra 50 anos, o concurso é o primeiro e único no mundo dedicado exclusivamente ao suco de uva.

O presidente da entidade, enólogo Mário Lucas Ieggli, destaca que os resultados refletem a evolução do setor e a consolidação de um trabalho contínuo de qualidade em todo o país.

Segundo ele, a iniciativa também dá visibilidade a um produto estratégico da cadeia vitivinícola, que representa importante fonte de renda para milhares de famílias no campo.

Evento fortalece posicionamento do Brasil no cenário internacional

O resultado da primeira edição do concurso consolida o suco de uva brasileiro como um produto de alto padrão técnico e reforça o protagonismo do país na vitivinicultura.

O evento foi realizado nos dias 9 e 10 de abril, em Bento Gonçalves (RS), com patrocínio da Sicredi Serrana, Redline, Prefeitura de Bento Gonçalves e BRDE, além de apoio do Consevitis-RS e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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