Tribunal de Justiça de MT

Novos juízes aprofundam conhecimentos sobre métodos consensuais de resolução de conflitos

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As juízas e juízes que tomaram posse recentemente participam do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) acompanharam, nesta quarta-feira (22), o módulo “Métodos consensuais de resolução de conflitos, processos autocompositivos e psicologia judiciária”, ministrado pelo desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira e pela juíza Cristiane Padim, respectivamente presidente e coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Durante a atividade, os juízes substitutos tiveram contato com fundamentos teóricos, aspectos práticos e reflexões sobre a aplicação da mediação, da conciliação e de outros mecanismos autocompositivos no cotidiano da magistratura. A proposta é fortalecer uma atuação judicial voltada à efetividade, à celeridade e à pacificação social, ampliando o olhar sobre soluções construídas com a participação das partes.

Para o desembargador, apresentar esse conteúdo logo no início da carreira dos magistrados é essencial para consolidar uma nova cultura no Judiciário. Segundo ele, os juízes que ingressam agora na carreira já têm a oportunidade de compreender, desde cedo, a relevância dos métodos consensuais, diferentemente de gerações anteriores, que não tiveram contato com esse tema ainda na formação acadêmica.

“O importante é que eles percebam que esses métodos autocompositivos podem substituir, em muitos casos, um processo contencioso que levaria anos por uma solução construída em 30, 60 ou 90 dias, com participação democrática das próprias partes. Isso traz maior efetividade, celeridade, menor ônus e uma prestação jurisdicional mais adequada”, destacou o desembargador.

Ele também ressaltou que o módulo busca mostrar aos novos juízes como utilizar a estrutura já disponibilizada pelo Tribunal de Justiça, bem como os ganhos concretos dessa atuação. “Nosso objetivo é apresentar as vantagens de se utilizar toda a estrutura oferecida pelo Tribunal, mostrar os resultados práticos e orientar como esses serviços podem ser administrados para alcançar os melhores resultados”, afirmou.

A juíza Cristiane Padim enfatizou que o contato com a política da consensualidade é parte importante da formação dos novos magistrados, especialmente porque amplia a compreensão sobre o papel do Poder Judiciário na resolução adequada dos conflitos.

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“É muito importante que os novos juízes conheçam e tenham contato com todas as normativas e também com a prática da resolução adequada dos conflitos de interesses. Além da adjudicação, a consensualidade, a conciliação, a mediação e até a cidadania, que também integra a atuação dos Cejuscs (Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania), são responsabilidades do Poder Judiciário”, explicou.

De acordo com a magistrada, os dois dias de formação também servem para incentivar os participantes a pensar em soluções e projetos capazes de fortalecer essa política em suas futuras unidades judiciárias. “O objetivo é que os novos juízes conheçam a Resolução 125, compreendam a política da consensualidade e, a partir disso, identifiquem soluções e construam projetos que favoreçam sua efetividade, inclusive com o fortalecimento institucional dos Cejuscs e dos contatos com outras instituições”, pontuou.

Entre os participantes, a percepção é de que o conhecimento sobre a atuação do Nupemec logo no início da carreira contribui para uma visão mais moderna e eficiente da prestação jurisdicional. O juiz substituto da Comarca de Tabaporã (614 km de Cuiabá), Iron Silva Muniz, avaliou que a autocomposição permite que as partes participem diretamente da construção da solução, o que favorece maior aceitação do resultado.

“Na maioria das vezes, o Judiciário impõe uma sentença às partes, por meio de um terceiro. Quando promovemos a composição, elas próprias constroem a solução de forma mais precisa e acabam se conformando muito mais com o resultado do que quando recebem uma decisão imposta”, afirmou.

Ainda segundo Iron Silva Muniz, esse incentivo à mediação e à conciliação tende a impactar positivamente a rotina judicial. “No fim das contas, isso também reduz o trabalho do próprio Poder Judiciário, o que é importante diante do grande volume de processos”, observou.

O juiz substituto da 3ª Vara Criminal de Porto Alegre do Norte (1.021 km da Capital), Nelson Luiz Pereira Júnior, também destacou a importância de conhecer melhor a estrutura e o funcionamento do Nupemec já no início da magistratura. Para ele, a adoção de soluções consensuais contribui para um Judiciário mais célere e para a redução da litigiosidade.

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“O conhecimento do Nupemec é importante para entender como o Judiciário mato-grossense se organiza na busca por soluções alternativas de conflitos, por meio da conciliação e da mediação. Isso permite que as partes encontrem, de forma pacífica, uma solução que melhor atenda às suas necessidades”, disse.

Nelson Luiz Pereira Júnior acrescentou que os efeitos dessa política alcançam tanto o sistema de Justiça, quanto os jurisdicionados. “O incentivo à conciliação é essencial para um Judiciário célere. Ela reduz o litígio, desafoga a estrutura judicial, diminui tempo e gastos, e faz com que as partes saiam mais satisfeitas com o resultado, porque participaram da construção dessa solução”, completou.

Ao longo do módulo, também foram discutidos exemplos práticos, técnicas de negociação, diferenças entre conciliação e mediação, além da importância da escuta qualificada, da empatia e da atuação estratégica dos magistrados na promoção da cultura da pacificação. A formação reforça o entendimento de que a solução consensual, quando adequada ao caso concreto, pode representar não apenas economia de tempo e recursos, mas também respostas mais efetivas e humanizadas às demandas levadas ao Judiciário.

Formação completa

O Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi), credenciado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), combina aulas teóricas, estudos de caso, oficinas e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para levar às comarcas soluções já implementadas pelo Tribunal. A capacitação é obrigatória para que os 35 novos juízes substitutos iniciem o exercício da jurisdição no estado.

A proposta é desenvolver competências técnicas, éticas e gerenciais, permitindo que os magistrados atuem como multiplicadores do conhecimento em inteligência artificial e contribuam para uma prestação jurisdicional mais eficiente e conectada às necessidades da sociedade.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Junho Vermelho: Organizadores celebram sucesso de coleta de sangue no TJMT

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A coleta de sangue realizada no ambulatório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) resultou em 91 atendimentos e 60 bolsas coletadas ao longo de dois dias de mobilização. A ação integra a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais (SNJE).

A atividade faz parte da campanha “Junho Vermelho – Juizados Especiais Mobilizando Vidas”, coordenada pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), em parceria com o MT Hemocentro e com apoio do Departamento de Saúde do TJMT.

De acordo com a diretora do Daje e idealizadora da iniciativa, Shusiene Tassinari Machado, o objetivo é incentivar a doação voluntária e contribuir para o abastecimento dos estoques de sangue no Estado. A mobilização segue até o dia 30 de maio de 2026 e propõe uma competição solidária entre unidades dos Juizados Especiais. O resultado será divulgado durante a III SNJE, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 19 de junho.

Entre os participantes da ação nesta sexta-feira (24) estão magistrados recém-empossados. Participaram o juiz da 2ª Vara de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, a juíza da 2ª Vara de Porto Alegre do Norte, Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers, o juiz da Vara Única de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, o juiz da Vara Única de Tabaporã, Iron Silva Muniz, o juiz substituto da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Antonio Bertalia Neto, e a juíza da 1ª Vara de Juína, Ana Flávia Martins François.

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O juiz substituto de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, destacou a importância da participação. “É a minha primeira experiência como doador de sangue participando de uma campanha do Poder Judiciário, e me sinto extremamente feliz por contribuir. Sabemos que a doação de sangue salva vidas, e é muito importante que nós, magistrados, também demos o exemplo e participemos dessa mobilização. A partir de agora, pretendo realizar doações de forma frequente.”

O juiz de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, também reforçou o caráter coletivo da ação. “A doação de sangue é fundamental para a manutenção dos estoques e, em última análise, para salvar vidas. Essa é uma responsabilidade de toda a sociedade. Eu tenho um tipo sanguíneo raro, o que aumenta ainda mais minha responsabilidade, por isso faço doações de forma contínua.”

A estagiária da Primeira Câmara de Direito Privado do TJMT, Mariana Eduarda Barbosa, doou sangue pela primeira vez e avaliou a experiência como positiva. “Achei super tranquila. As profissionais foram muito atenciosas, tanto na triagem quanto na coleta. Em cerca de 15 minutos já havia finalizado todo o procedimento, sem dor ou desconforto. Além disso, foi muito prático realizar a doação no próprio ambiente de trabalho.”

A juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão também contribuiu com a campanha. “A vinda do pessoal do MT Hemocentro ao Tribunal facilitou muito. Fiz questão de realizar minha doação e contribuir com a campanha que salva vidas.”

Para a coleta de sangue no Tribunal de Justiça a equipe de profissionais do Ambulatório de Saúde teve papel fundamental, A Diretora do Departamento de Saúde, Neucimeire Alves de Oliveira, destaca a importância da ação para o reforço do estoque de sangue. “A participação de servidores e magistrados é de grande importância durante a Campanha Junho Vermelho, ao aderirem a campanha, eles contribuem diretamente para o aumento dos estoques de sangue, mas também nos ajudam como agentes de conscientização dentro e fora do ambiente institucional”.

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A campanha segue com novas datas de coleta:
12 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Cuiabá
13 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Várzea Grande
14 de maio, das 13h às 17h, no Complexo dos Juizados Especiais

Também é possível doar na sede do MT Hemocentro, em Cuiabá, localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, Centro Sul.

Para doar, é necessário apresentar documento oficial com foto, pesar no mínimo 50 quilos, estar bem alimentado, evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e estar em boas condições de saúde.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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