Saúde

Ministério da Saúde divulga resultado preliminar de propostas habilitadas para o InovaSUS

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O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi), publicou o resultado preliminar do Edital nº 01/2026 do Laboratório InovaSUS Digital, em mais uma etapa importante para a inovação em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). 

A iniciativa mobiliza atores de todo o país em torno de soluções tecnológicas voltadas ao fortalecimento da transformação digital da saúde pública. Ao todo, foram registradas 657 submissões, das quais 383 proponentes foram habilitados nesta etapa preliminar.

Entre os habilitados, estão 16 Institutos Federais, 59 instituições públicas de ensino superior, 4 instituições privadas de ensino superior, 272 empresas e startups e 32 instituições de outros perfis. A diversidade e a qualidade das propostas evidenciam o potencial de articulação entre conhecimento, tecnologia e políticas públicas para gerar impacto real no cuidado à população. 

São instituições de ensino, centros de pesquisa, empresas e iniciativas inovadoras que passam agora a compor esse ambiente colaborativo, fortalecendo uma rede voltada à construção de respostas concretas para os desafios do SUS. Nesta etapa, as propostas habilitadas passam a integrar o Laboratório InovaSUS Digital. A habilitação não implica contratação automática, mas permite o aprofundamento das propostas e sua prospecção conforme as prioridades do Ministério da Saúde. 

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A secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, destacou o sentido estratégico da iniciativa. “Estamos avançando em mais uma etapa importante para a inovação em saúde no SUS, mobilizando atores de todo o país para transformar conhecimento, tecnologia e soluções inovadoras em impacto real no cuidado à população. O InovaSUS Digital se consolida como um ambiente colaborativo que conecta diferentes competências e nos permite avançar com mais inteligência, articulação e foco nas necessidades do sistema de saúde, transformando esse potencial em respostas concretas para o fortalecimento do SUS.”, afirmou. 

A secretária também ressaltou o trabalho da equipe responsável pela condução do processo. “Em nome do ministro Alexandre Padilha, agradeço a todos que participaram desta etapa e, em especial, à Comissão Avaliadora dos projetos, composta por membros da Seidigi, pelo trabalho técnico, dedicado e comprometido com o fortalecimento da transformação digital do SUS”, completou. 

Conectado ao SUS Digital e ao Programa Agora Tem Especialistas, o Laboratório InovaSUS Digital contribui para ampliar a capacidade de inovação no sistema de saúde, com mais inteligência, articulação e foco nas necessidades reais da população e da gestão pública. 

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O resultado preliminar está disponível no portal do Ministério da Saúde. 

Patrícia Rodrigues
Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil intensifica ações contra o sarampo diante de surto nos EUA e avanço da doença nas Américas

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Com o avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas, o Ministério da Saúde reforça o alerta para o risco de o vírus chegar ao Brasil. Os EUA registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, e a maioria tem até 19 anos. Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). 

No Brasil, o cenário é outro: as ações de vacinação e vigilância permitem identificar e responder rapidamente aos casos. Em 2026, até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Para conter a transmissão, as equipes de saúde fazem busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. Nessas regiões, a vacinação foi intensificada em espaços públicos e de grande circulação. 

Mesmo com os casos importados, atualmente, o país continua livre da circulação endêmica do sarampo.  Em 2019, em um cenário de baixas coberturas vacinais, o país registrou mais de 20 mil casos e, após mais de 12 meses de transmissão, perdeu a certificação de eliminação do vírus. Em novembro de 2024, a OPAS recertificou o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos, sem óbitos. 

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Desde 2023, a cobertura das 16 vacinas do calendário infantil aumentou e o número de crianças não vacinadas caiu 86%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef. Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 93,10% no Brasil, 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. 

A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS. Quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. Manter as coberturas altas e a vigilância ativa é o que protege a população e impede que casos importados voltem a causar circulação sustentada do vírus no país. 

Ações de vacinação e vigilância contra o sarampo 

Neste ano, foram realizadas quatro grandes mobilizações de vacinação. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. A vacinação, oferecida gratuitamente pelo SUS, é a principal forma de prevenir a reintrodução do sarampo no país. 

Em São Paulo, a vacinação contra o sarampo foi reforçada na capital, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, com busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. A estratégia também inclui a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. Essa dose é adicional às doses de rotina, previstas aos 12 e 15 meses. 

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Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, o Ministério da Saúde intensificou a resposta após a confirmação de casos importados. As ações incluem vacinação, busca ativa, investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal, com apoio de equipes federais na região. 

Crianças sem nenhuma dose de vacina 

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças brasileiras consideradas zero-dose, que não receberam nenhuma dose da vacina DTP, passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, queda de cerca de 86% em relação a 2023. Em 2024, o Brasil deixou a lista dos 20 países com maior número de crianças não imunizadas do mundo, segundo a OMS e o Unicef. Ainda há cerca de 50 mil crianças sem nenhuma dose, o que mantém a necessidade de buscar quem ainda não foi vacinado. 

 João Vitor Moura
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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