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Abate recorde e rebanho de 17 milhões consolidam potência pecuária

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Rondônia encerrou 2025 com cerca de 17 milhões de cabeças de bovinos e um abate recorde de aproximadamente 3,5 milhões de animais, consolidando-se como um dos principais polos da pecuária nacional. Os dados são da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) e refletem o avanço da atividade no estado, mesmo em um cenário de ajustes no tamanho do rebanho.

No contexto nacional, o Brasil manteve em 2025 um rebanho próximo de 238,2 milhões de cabeças, permanecendo entre os maiores do mundo, segundo dados consolidados do setor. O país também bateu recordes no abate, com cerca de 42,9 milhões de bovinos, alta de 8,2% sobre 2024, além de exportações próximas de 3,5 milhões de toneladas, que geraram aproximadamente US$ 18 bilhões em receita.

Dentro desse cenário, Rondônia se destaca pela capilaridade da produção. Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), último levantamento disponível por município, referente a 2024. mostram que o estado concentra 12 municípios entre os 60 maiores rebanhos do país.

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Porto Velho lidera no estado, com 1,79 milhão de cabeças, seguido por Nova Mamoré, com 1,02 milhão. Municípios como Buritis, Jaru e Ariquemes também figuram entre os maiores, todos com rebanhos acima de 600 mil cabeças, além de Alta Floresta D’Oeste, Machadinho D’Oeste, Campo Novo de Rondônia, São Francisco do Guaporé, Cacoal, Ji-Paraná e Espigão D’Oeste.

O avanço da pecuária em Rondônia ocorre em linha com a intensificação observada em todo o país. Em 2025, o confinamento atingiu cerca de 9,25 milhões de animais, alta de 16%, refletindo maior uso de tecnologia e busca por produtividade. Esse movimento também contribui para maior regularidade na oferta e melhor aproveitamento das áreas já abertas.

Com abate em alta, exportações firmes e maior eficiência produtiva, Rondônia reforça sua posição como uma das principais fronteiras da pecuária brasileira — não apenas pelo tamanho do rebanho, mas pela capacidade de gerar volume, giro e valor dentro da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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Mercado de AgTechs no Brasil entra em fase de maturidade com maior seletividade e foco em eficiência no campo

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O mercado de AgTechs no Brasil vive uma nova fase em 2025, marcada pela redução no volume de investimentos e por uma postura mais seletiva dos investidores. O foco agora está em tecnologias com aplicação prática no campo e capacidade comprovada de geração de valor ao longo da cadeia do agronegócio.

Segundo levantamento do Itaú BBA, os aportes no setor somaram cerca de R$ 562 milhões distribuídos em 26 rodadas ao longo do ano. O movimento representa uma retração em relação a 2024, com queda estimada em aproximadamente 50% no volume investido e 48% no número de operações, refletindo um ambiente macroeconômico mais restritivo e maior aversão ao risco.

Setor entra em fase de maturidade e seleção mais rigorosa

A desaceleração não indica enfraquecimento do setor, mas sim uma transição de ciclo. O ecossistema de AgTechs passa a privilegiar modelos de negócio mais sólidos, escaláveis e com maior eficiência operacional.

Os investimentos têm se concentrado em soluções ligadas à automação, análise de dados e plataformas digitais, reforçando a busca por previsibilidade e ganho de produtividade no campo. Ao mesmo tempo, observa-se maior participação de fundos de venture capital, indicando maior sofisticação na alocação de recursos.

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De acordo com o Itaú BBA, o momento marca uma mudança estrutural no perfil dos aportes. “O que vemos é uma mudança de fase, com investidores mais criteriosos e foco em empresas com maior capacidade de gerar valor. O agro segue como um dos principais vetores de inovação no país”, afirma Matheus Borella, líder em Estratégia e Inovação no Agronegócio da instituição.

Tecnologia avança em toda a cadeia do agro

A análise por segmentos mostra que os investimentos seguem distribuídos ao longo de toda a cadeia produtiva, com destaque para soluções antes, dentro e depois da porteira.

No segmento Antes da Porteira, que envolve insumos e serviços anteriores ao plantio, houve maior concentração em startups que utilizam nano e biotecnologia. O objetivo é ampliar a eficiência dos insumos e reduzir o uso de recursos, aumentando a produtividade das lavouras.

No segmento Dentro da Porteira, ligado à produção agrícola, os investimentos se concentraram em tecnologias de telemetria, automação e agricultura de precisão. O uso de sensores, geolocalização e sistemas de monitoramento em tempo real tem permitido decisões mais assertivas e maior eficiência operacional nas propriedades.

Já o segmento Depois da Porteira, voltado à comercialização e logística, recebeu aportes em plataformas digitais de negociação e soluções de beneficiamento. A maior disponibilidade de dados padronizados e auditáveis tem permitido maior precisão na formação de preços, redução de assimetrias de informação e melhor previsibilidade nas entregas.

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Agronegócio impulsiona inovação mesmo em cenário restritivo

Mesmo com o cenário mais seletivo de investimentos, o setor de AgTechs mantém relevância estratégica dentro do agronegócio brasileiro. Eventos do setor, como feiras e encontros tecnológicos, já refletem essa tendência, com aumento da presença de soluções voltadas à eficiência operacional e ao uso intensivo de dados.

O movimento reforça o papel do agro como um dos principais motores de inovação do país, sustentado pela demanda crescente por produtividade, eficiência e digitalização das operações no campo.

Perspectivas

A expectativa é de continuidade desse processo de amadurecimento do ecossistema de AgTechs no Brasil. Com investidores mais criteriosos e foco em soluções de impacto direto na produção, o setor tende a avançar de forma mais sustentável, priorizando eficiência e geração de valor em toda a cadeia do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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