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Inflação nos EUA pressiona mercados globais e Ibovespa recua em manhã de volatilidade nesta quarta-feira (13/05/2026)

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Mercados globais reagem à inflação dos EUA e aumentam aversão ao risco

Os mercados internacionais iniciam o dia sob forte influência do dado de inflação dos Estados Unidos, que veio acima das expectativas e reforçou o cenário de juros elevados por mais tempo. O resultado aumentou a volatilidade e reduziu o apetite por risco entre investidores globais.

Wall Street fecha sem direção única

Em Nova York, o pregão terminou de forma mista:

  • Dow Jones: alta de 0,11%
  • S&P 500: queda de 0,16%
  • Nasdaq: recuo de 0,71%

O desempenho reflete a cautela dos investidores com o impacto da inflação sobre a política monetária do Federal Reserve, especialmente em setores de tecnologia mais sensíveis aos juros.

Europa encerra o dia em queda

As bolsas europeias acompanharam o movimento de aversão ao risco e fecharam majoritariamente no negativo:

  • DAX (Alemanha): -1,54%
  • CAC 40 (França): -0,45%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,04% (praticamente estável)

O continente segue atento ao cenário macroeconômico global e às expectativas sobre juros e crescimento.

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Ásia fecha mista com foco em geopolítica

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem tendência definida, com investidores monitorando o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping:

  • Xangai (China): -0,25%
  • Hong Kong: -0,22%
  • Nikkei (Japão): +0,52%
  • Kospi (Coreia do Sul): -2,29%

A forte queda na Coreia do Sul foi o destaque negativo, enquanto o Japão conseguiu avançar mesmo em ambiente de cautela.

Ibovespa recua na abertura com pressão de Petrobras e bancos

O Ibovespa iniciou o pregão desta quarta-feira (13) em queda, refletindo tanto o cenário externo quanto pressões domésticas em setores estratégicos.

Logo nos primeiros negócios, o índice chegou a recuar cerca de 1%, em um ambiente de maior aversão ao risco.

Destaques do mercado brasileiro:

  • Abertura: queda próxima de -0,98%
  • Pressão em ações de peso no índice
  • Setor financeiro e energia entre os principais impactos negativos

As ações da Petrobras sofrem com a volatilidade do petróleo no mercado internacional, enquanto o setor bancário, com destaque para a Bradesco, reflete preocupações com qualidade de crédito e cenário macroeconômico mais restritivo.

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Cenário doméstico: inflação e commodities no radar

No Brasil, o mercado acompanha:

  • Pressão de inflação global e local
  • Oscilações do petróleo
  • Ajustes de expectativa para juros
  • Fluxo estrangeiro mais cauteloso em mercados emergentes

O dólar também segue no centro das atenções dos investidores, oscilando diante do cenário externo mais tenso e da busca global por proteção.

Resumo do dia

O ambiente global desta quarta-feira é marcado por cautela. A inflação americana acima do esperado reacende preocupações sobre juros elevados, pressionando bolsas na Europa e gerando volatilidade na Ásia e no Brasil.

O Ibovespa acompanha o movimento externo e inicia o dia em queda, com atenção especial aos setores de energia e bancos, enquanto investidores aguardam novos sinais da política monetária dos EUA e evolução das tensões geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtores de algodão reforçam combate a pragas e doenças com foco em manejo sustentável nas lavouras

Publicado

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoverá, no próximo dia 14 de maio, em Brasília (DF), o Workshop de MIPD, iniciativa voltada ao fortalecimento do manejo integrado de pragas e doenças nas lavouras de algodão brasileiras.

O evento reunirá pesquisadores, consultores, produtores rurais e especialistas nacionais e internacionais para debater soluções voltadas à eficiência produtiva, preservação das biotecnologias e redução dos custos de produção da cotonicultura.

A proposta é ampliar a disseminação de tecnologias e práticas sustentáveis capazes de aumentar a produtividade e reduzir os impactos causados por pragas e doenças no campo.

Manejo integrado ganha força na cotonicultura brasileira

O workshop integra as ações do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), criado em 2012 pela Abrapa para incentivar práticas sustentáveis na cadeia produtiva do algodão.

Segundo o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, o manejo integrado de pragas é considerado estratégico para o futuro da cotonicultura nacional.

“O uso eficiente de insumos é fundamental para manter a competitividade do algodão brasileiro. As práticas de manejo integrado fazem parte das exigências do programa ABR para os produtores certificados”, destacou.

Uso de bioinsumos avança entre produtores de algodão

Levantamento realizado pela Abrapa em 2025 aponta crescimento significativo da adoção de bioinsumos no setor. O estudo avaliou 470 fazendas certificadas pelo programa ABR e identificou que 79,8% delas já utilizam soluções biológicas no controle de pragas e doenças.

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O avanço dos bioinsumos reflete a busca dos produtores por alternativas mais sustentáveis, eficientes e alinhadas às exigências do mercado global de fibras.

Além da redução da pressão química nas lavouras, o uso de biológicos contribui para o manejo de resistência de pragas e para a preservação das tecnologias disponíveis no mercado.

Bicudo-do-algodoeiro e doenças estarão no centro dos debates

A programação do Workshop de MIPD será dividida em três grandes eixos:

  • Manejo de bicudo e lagartas;
  • Controle de doenças;
  • Uso de agentes biológicos.

Entre os principais temas discutidos estão:

  • Cenário atual do bicudo-do-algodoeiro nas regiões produtoras;
  • Manejo integrado de pragas;
  • Destruição de soqueira;
  • Manejo de lagartas;
  • Fortalecimento das áreas de refúgio;
  • Controle de doenças como Ramulariopsis pseudoglycines e Corynespora cassiicola.

O encontro também abordará o uso de ferramentas seletivas e iniciativas colaborativas voltadas à redução dos custos de produção e ao aumento da eficiência no uso de defensivos e bioinsumos.

Especialistas brasileiros e australianos participam do evento

O workshop contará com palestrantes de importantes instituições de pesquisa e ensino, entre elas:

  • Embrapa Algodão;
  • ESALQ;
  • UFPel;
  • UFRPE;
  • Fundação Bahia;
  • Fundação Chapadão;
  • IMAmt.
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O evento também terá participação de cotonicultores australianos, fortalecendo a troca internacional de experiências sobre manejo fitossanitário e sustentabilidade na produção de algodão.

As apresentações terão tradução simultânea em português e inglês, ampliando a integração técnica entre os participantes.

Sustentabilidade e produtividade são prioridades do setor

A iniciativa reforça o movimento do setor algodoeiro brasileiro em direção a uma produção mais sustentável, eficiente e alinhada às exigências dos mercados internacionais.

Com o aumento dos desafios relacionados à resistência de pragas, pressão de doenças e custos de produção, o manejo integrado vem sendo tratado como uma das principais estratégias para garantir competitividade, produtividade e segurança fitossanitária nas lavouras de algodão do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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