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Boa Safra registra recorde de pedidos em carteira no 1T26 e reforça otimismo para a safra 2026/27

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Boa Safra inicia 2026 com recorde histórico de pedidos

A Boa Safra encerrou o primeiro trimestre de 2026 com recorde histórico de pedidos em carteira para o período. A companhia somou R$ 1,5 bilhão em contratos, crescimento de R$ 66 milhões em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, avanço de 4% na comparação anual.

O desempenho reforça a demanda pelas sementes da empresa e evidencia o avanço da estratégia de diversificação do portfólio, mesmo diante de um cenário ainda desafiador para o agronegócio brasileiro.

Receita cresce 20% e EBITDA volta ao positivo

Os resultados financeiros do 1T26 mostraram evolução operacional relevante da companhia.

A Receita Operacional Líquida alcançou R$ 132 milhões, alta de 20% frente ao primeiro trimestre de 2025.

Já o Lucro Bruto totalizou R$ 27 milhões, revertendo o resultado praticamente zerado registrado no mesmo período do ano passado.

O EBITDA consolidado também apresentou recuperação expressiva:

  • 1T25: R$ -15 milhões
  • 1T26: R$ 9 milhões

Segundo a empresa, o avanço reflete maior eficiência operacional, diluição de custos e melhor desempenho das operações comerciais.

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Estratégia operacional busca reduzir riscos na safra

A safra 2025/26 foi impactada por irregularidade climática durante a colheita, reduzindo a disponibilidade de sementes para o próximo ciclo agrícola.

Diante desse cenário, a Boa Safra adotou uma estratégia preventiva para garantir segurança operacional e qualidade produtiva.

A companhia ampliou sua área plantada contratada para 320 mil hectares, embora tenha mantido estável sua capacidade produtiva em 280 mil big bags.

Segundo o CFO Felipe Marques, a decisão criou uma espécie de proteção operacional diante das incertezas climáticas e da menor oferta de sementes no mercado.

Diversificação ganha força na receita da companhia

A empresa também destacou avanço consistente das culturas além da soja, além do crescimento das receitas ligadas a serviços e insumos.

A receita líquida proveniente dessas novas frentes, excluindo grãos, somou:

  • 1T25: R$ 63 milhões
  • 1T26: R$ 82 milhões

O crescimento de 31% mostra maior participação dessas operações no faturamento total da companhia.

A estratégia busca ampliar o aproveitamento da estrutura logística e comercial já consolidada pela empresa.

Boa Safra aposta em eficiência para enfrentar desafios do agro

O CEO Marino Colpo afirmou que o primeiro trimestre representa um período estratégico para preparação de estoque, colheita, beneficiamento de sementes e formação das vendas que serão convertidas em faturamento no segundo semestre.

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Segundo o executivo, os resultados indicam um cenário mais otimista para 2026, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário no Brasil e no mercado internacional.

A companhia também destacou que iniciou um novo ciclo focado em eficiência operacional, preservação de caixa e fortalecimento da saúde financeira.

Mercado acompanha desempenho da SOJA3

As ações da SOJA3 seguem acompanhadas de perto pelo mercado diante do avanço da demanda por sementes, da diversificação do portfólio e da busca por maior estabilidade operacional em um ambiente de crédito mais restrito e custos elevados no agronegócio.

O resultado do 1T26 reforça a estratégia da companhia de equilibrar crescimento, eficiência e gestão de risco em um cenário marcado por volatilidade climática e financeira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil fortalece planejamento e realiza primeira reunião de 2026 da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais

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O Governo do Brasil fortaleceu o planejamento integrado para o período de maior risco de incêndios florestais em 2026 com a realização da primeira reunião do ano da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, coordenada pela Casa Civil da Presidência da República, com coordenação-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O encontro ocorreu na terça-feira (19/5), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), reunindo representantes de mais de 20 ministérios e autarquias para alinhar ações de prevenção, preparação e resposta diante da aproximação da temporada seca e das previsões climáticas para o segundo semestre.

Desde o início de 2026, o Governo do Brasil vem preparando ações articuladas de prevenção e mitigação dos impactos associados às condições climáticas previstas para este ano, fortalecendo respostas mais ágeis e eficazes diante de possíveis situações de risco.

A Sala de Situação sobre Incêndios Florestais foi instituída em 2024 e tem participação de ministérios e órgãos federais estratégicos para o monitoramento, prevenção e resposta aos incêndios florestais, em articulação com estados e municípios.

Também integram os encontros órgãos federais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A reunião começou com apresentação do Cemaden sobre cenários climáticos para os próximos meses, considerando a possível ocorrência do El Niño. O fenômeno climático altera o regime de chuvas e pode influenciar as condições de seca em diferentes regiões do país, exigindo monitoramento contínuo e preparação coordenada dos órgãos públicos.

O líder do Grupo de Estudos de Fogo do Cemaden, Christopher Cunningham Castro, destacou a importância do planejamento antecipado diante das projeções climáticas. “A preparação prévia permite posicionar melhor equipes e estruturar respostas coordenadas para o período de maior atenção”, afirmou.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressaltou que o planejamento antecipado e a coordenação entre diferentes esferas de governo são fundamentais para enfrentar o período de maior risco. “Estamos organizando uma ação nacional articulada, envolvendo governo federal, estados e municípios, para fortalecer tanto a prevenção quanto a capacidade de resposta aos incêndios florestais”, pontuou.

Em 2025, houve queda de 39% na área queimada no país, em comparação com a média dos oito anos anteriores (2017 a 2024), segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No Pantanal, a redução foi de 91%; na Amazônia, de 75%; na Mata Atlântica, de 58%; e no Pampa, de 45%.

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Encontros preparatórios

A exemplo do que ocorreu em 2025, o MMA promoveu, neste ano, reuniões técnicas com especialistas federais para avaliar as perspectivas climáticas e o risco de incêndios florestais nos meses seguintes. Os resultados embasam o planejamento de ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, em articulação com estados, municípios, sociedade civil e academia.

Sob coordenação do Ibama, também estão sendo realizados encontros estratégicos do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman), responsável pela articulação operacional entre diferentes instituições durante o período crítico. O presidente substituto do instituto, Jair Schmitt, destacou o esforço de preparação já em curso. “Estamos fortalecendo o planejamento e a preparação dos órgãos que atuam na linha de frente, com integração entre equipes e apoio de diferentes instituições federais”, disse.

Ao todo, mais de 4,4 mil brigadistas atuam em todo o país neste ano, distribuídos em 240 brigadas de incêndio. A eles se somarão 220 servidores efetivos do Ibama e do ICMBio, totalizando 4.630 profissionais mobilizados. O número será superior ao de 2025, quando foram contratados 4.358 brigadistas.

Em fevereiro, o MMA publicou portaria que declara emergência ambiental por risco de incêndios florestais em áreas vulneráveis. A norma identifica áreas em risco em todo o país e os períodos de maior vulnerabilidade, viabilizando a contratação emergencial de brigadistas federais. A medida orienta ações preventivas e amplia a capacidade de resposta e mobilização dos órgãos ambientais.

Ações de prevenção e combate aos incêndios florestais

Desde 2023, o Governo do Brasil conduz uma série de medidas para prevenir e combater os incêndios florestais. A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2024, criou uma nova governança do fogo, compatível com os desafios impostos pela mudança do clima.

A PNMIF estabelece a coordenação entre os governos federal, estaduais e municipais, proprietários rurais, academia e sociedade civil para a prevenção e o controle dos incêndios no país.

Para fortalecer a implementação da política, o governo vem destinando recursos do Fundo Amazônia para capacitação e compra de equipamentos pelos Corpos de Bombeiros dos estados da Amazônia Legal (R$ 405 milhões) e do Cerrado e Pantanal (R$ 150 milhões). Na semana passada, em Brasília, o MMA, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entregaram 92 veículos, entre caminhões Auto Bomba Tanque Florestal e caminhonetes 4×4, 1.172 bombas costais e 71 conjuntos de combate a incêndios, com capacidade de 600 litros, às corporações de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Piauí, além do Distrito Federal e da Força Nacional.

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As ações também incluem:

• Sanção da Lei 15.143/2025, que amplia a capacidade de resposta aos incêndios florestais, permite a transferência direta de recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para estados e municípios e garante maior agilidade na contratação de brigadistas, reduzindo o intervalo para recontratação a três meses. A lei também permite o uso de aeronaves estrangeiras em emergências ambientais;
• Anúncio dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas (PPCDs), pela primeira vez, para todos os biomas brasileiros, com estratégias específicas de preservação ambiental até 2027;
• Desde janeiro de 2025, realização de reuniões com especialistas de órgãos públicos e universidades para avaliar a situação climática, previsões futuras e impactos sobre a ocorrência de grandes incêndios florestais;
• Publicação de edital com R$ 32 milhões do FNMA, em conjunto com o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), para apoio a municípios prioritários da Amazônia e do Pantanal na implementação de Planos Operativos de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais;
• Retomada da Sala de Situação Interministerial sobre Incêndios,
• Decreto nº 12.189, assinado pelo presidente Lula, que aumenta as punições por incêndios florestais no país;
• Aprovação da resolução que institui a Estratégia Nacional do Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo, ampliando a participação da sociedade na prevenção e combate aos incêndios florestais.

Próximos passos

Durante a reunião, o MMA apresentou recomendações para fortalecer as ações de cada um dos ministérios presentes, buscando preparar melhor o governo para a prevenção e o combate aos incêndios florestais, considerando os cenários climáticos monitorados para o segundo semestre. Como encaminhamento, as pastas se comprometeram a apresentar respostas no próximo encontro da Sala de Situação. A próxima reunião deve ser realizada no mês de junho. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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