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Brasil destaca avanços do Plano Clima Adaptação e dos Indicadores de Belém na NAP Expo 2026

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima, da Secretaria Nacional de Mudança do Clima, integrou a delegação brasileira da NAP Expo 2026. O evento realizado entre os dias 18 e 21 de maio, em Kigali, Ruanda, é um dos principais fóruns internacionais dedicados à adaptação à mudança do clima.

Promovida por organismos internacionais e instituições de financiamento climático, a NAP Expo reúne anualmente representantes de governos, organismos multilaterais, setor privado, academia e sociedade civil para compartilhar experiências e fortalecer a implementação dos Planos Nacionais de Adaptação (NAPs, na sigla em inglês).

Com o tema “Resiliência Climática até 2030 e Além”, a edição de 2026 teve como foco a implementação do Objetivo Global de Adaptação (GGA, na sigla em inglês) e do Marco dos Emirados Árabes Unidos para a Resiliência Climática Global, adotado na COP28. O evento também destacou os Indicadores de Adaptação de Belém, aprovados durante a COP30, no último ano, que são considerados um importante avanço para o monitoramento e a avaliação dos esforços globais de adaptação.

A programação contou com sessões plenárias, oficinas técnicas, clínicas especializadas e espaços de diálogo entre países e instituições financiadoras. Entre os temas discutidos estiveram financiamento da adaptação, monitoramento e avaliação, desenvolvimento de projetos e portfólios de adaptação, implementação subnacional, soluções baseadas na natureza e fortalecimento da resiliência climática.

Experiência brasileira

O Brasil integrou um dos grupos de trabalho voltados à operacionalização do Objetivo Global de Adaptação, ao lado de países como Ruanda, África do Sul, Serra Leoa, Zâmbia e Lesoto. Durante as discussões, o país apresentou a experiência de compatibilização dos 59 Indicadores de Adaptação de Belém com os indicadores dos Planos Setoriais e Temáticos do Plano Clima Adaptação — iniciativa brasileira que busca alinhar as orientações internacionais às políticas públicas nacionais e apoiar a construção de sistemas de monitoramento mais robustos.

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A experiência brasileira foi apontada como uma referência prática para a aplicação dos indicadores globais em contextos nacionais, contribuindo para o debate sobre metodologias de acompanhamento e avaliação da adaptação. O grupo contou com apoio técnico de organizações parceiras, como GIZ, Global Water Partnership (GWP), Sanitation and Water for All (SWA) e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

O evento também promoveu uma cerimônia de reconhecimento aos países que submeteram seus Planos Nacionais de Adaptação à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Na ocasião, o Brasil apresentou sua trajetória de atualização do Plano Nacional de Adaptação, destacando as lições aprendidas, os desafios superados e a importância de uma governança multinível e multissetorial para ampliar a resiliência climática do país. A iniciativa Adaptacidades foi apresentada como exemplo de estratégia para aproximar a agenda nacional de adaptação dos estados e municípios brasileiros.

“O Brasil chega a este momento com uma agenda de adaptação fortalecida, construída por meio de amplo diálogo federativo e participação social. Compartilhar a experiência do Plano Clima Adaptação e o exercício de aplicação dos Indicadores de Belém em um fórum internacional como a NAP Expo demonstra o compromisso do país com a implementação do Objetivo Global de Adaptação e com a promoção de soluções concretas para enfrentar os impactos da mudança do clima”, afirmou Adriana Brito da Silva, analista ambiental do  Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do MMA, que estava representando o ministério.

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A Presidência da COP30 também integrou a representação brasileira, por meio de Teresa Rossi, assessora de adaptação.

Durante a NAP Expo, a delegação brasileira realizou reuniões com representantes da iniciativa UN4NAPs, programa das Nações Unidas voltado ao fortalecimento da elaboração e implementação de Planos Nacionais de Adaptação. Os encontros abriram perspectivas para futuras parcerias de cooperação técnica voltadas à implementação do Plano Clima Adaptação.

A participação brasileira reforça o protagonismo do país na agenda internacional de adaptação à mudança do clima e evidencia o compromisso do MMA e da Presidência da COP30 com o fortalecimento de políticas públicas voltadas à resiliência climática, em um contexto de intensificação dos eventos climáticos extremos e de crescente necessidade de acelerar ações de adaptação em escala global.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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