Nacional

Brasil ganha tecnologia inédita aplicada à transmissão de energia no Brasil

Publicado

O primeiro projeto do Sistema Interligado Nacional (SIN) a utilizar a tecnologia de Sistemas Flexíveis de Transmissão em Corrente Alternada (FACTS, na sigla em inglês), do tipo Compensador Série Síncrono Estático (SSSC, na sigla em inglês), entrou em operação, neste mês, na Subestação Ribeirão Preto (SP), marcando a modernização da rede de transmissão de energia elétrica no Brasil.

A tecnologia FACTS é utilizada no setor elétrico para aprimorar o controle e o desempenho das redes de transmissão de energia. Por meio de equipamentos eletrônicos, ela permite o gerenciamento dinâmico da tensão e dos fluxos de potência nas linhas de transmissão, aumentando a flexibilidade operativa, a eficiência e a confiabilidade do sistema.

Com a implementação dessa tecnologia, o sistema elétrico brasileiro passa a dispor de maior flexibilidade operacional, possibilitando o gerenciamento dinâmico dos fluxos de energia e a otimização do uso da infraestrutura de transmissão existente. Dessa forma, amplia-se a capacidade de aproveitamento da rede já instalada, mitigando riscos de sobrecarga, aumentando a confiabilidade do fornecimento de energia e promovendo maior eficiência na operação do SIN.

Leia mais:  MME reforça papel estratégico dos minerais críticos na transição energética global

A implantação da solução é resultado do processo estruturado de planejamento coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A partir de estudos conduzidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foi identificada a necessidade de adoção de tecnologias inovadoras capazes de aumentar a capacidade de escoamento de energia e otimizar o uso da infraestrutura existente.

Com base nas recomendações técnicas do estudo, o MME incorporou a solução ao Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE), instrumento que determina a expansão e o fortalecimento da rede de transmissão nacional. Na etapa seguinte, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a execução das obras e estabeleceu os prazos regulatórios para a entrada em operação comercial dos empreendimentos.

A cerimônia de inauguração contou com a participação de representantes do MME, da Aneel e da EPE.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


Instagram Twitter Facebook YouTube Flickr LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Mercado formal celetista gera 58.568 empregos em julho e acumula 972.203 postos no ano

Publicado

Em julho de 2026, o mercado de trabalho formal celetista gerou 58.568 postos de trabalho, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos no mês, acumulando no ano 972.203 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,06%. Considerando os saldos dos últimos 12 meses (agosto/2025 a julho/2026) a ampliação do emprego formal no país chega a 880.717, crescimento de 1,87%.

Com o resultado de julho, o estoque de vínculos de trabalho formal chegou a 48.082.866 empregos no país.
Em 4 dos 5 grandes grupamentos de atividades econômicas os saldos foram positivos no mês, com destaque para o setor de Serviços (24.098), seguido da Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). Apenas o Comércio teve saldo negativo (-2.056) no mês.
Nos estados, foram registrados saldos positivos em 22 das 27 unidades federativas. Em valores absolutos, São Paulo (17.814), Mato Groso (5.766) e Minas Gerais (5.199) tiveram os maiores saldos. Em valores relativos, os percentuais foram maiores no Amazonas (0,63%), Mato Grosso (0,59%) e no Piauí (0,52%).
Dos postos de trabalho gerados, 95,1% podem ser considerados típicos e 4,9% não típicos, majoritariamente trabalhadores intermitentes (+4.344) e pessoas físicas do Cadastro de Atividades Econômicas – os CAEPF (+1.911).
Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a julho de 2026, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 591.519 postos formais de trabalho, crescimento de 2,58%, com destaque para o setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com saldo de 211.823 empregos no ano.
Também positiva, a Construção gerou 180.449 postos formais no ano, crescimento de 6,12%, com destaque para o setor de Obras de Infraestrutura (71.711). A Indústria apresentou saldo de 154.052 postos (1,72%) e a Agropecuária 54.106 postos (2,99%). O Comércio foi o único grande grupamento com resultado negativo no ano, acumulando perda de 7.896 postos formais de trabalho (-0,08%).
Nos estados, os maiores saldos acumulados ocorreram em São Paulo (267.107), Minas Gerais (113.981) e Paraná (68.243). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (4,79%), Mato Grosso (3,96%) e Piauí (3,74%).

Leia mais:  Tomé Franca assina termo de compromisso e autoriza licitação de obras no Aeroporto de Barra do Corda (MA)

Dados populacionais
Em julho, o saldo é foi positivo para homens (38.085) e para mulheres (20.483). Na população até 24 anos, o saldo foi positivo em 89.425 postos de trabalho, porém, negativo em 30.857 postos para pessoas com mais de 25 anos.
O saldo foi também positivo para as pessoas com nível médio completo (50.675) e para o com nível médio incompleto (12.027). Demais níveis de instrução totalizam saldo negativo de 4.134 postos. O saldo foi positivo para pardos (64.881), pretos (10.694), amarelos (481) e indígenas (63). Foi registrado saldo negativo apenas para brancos (-7.216).

Salário admissão
O salário médio real de admissão em julho chegou a R$ 2.419,23, com crescimento de 0,6% em relação a junho (R$ 2.404,10), uma variação positiva de R$ 15,13. Já em comparação com o mesmo julho de 2025, o aumento foi de R$ 48,38 (2,04%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.456,27, 1,5% mais elevado que o valor médio, enquanto para os trabalhadores não típicos chegou a R$ 2.142,12, uma variação 11,5% menor que o valor médio.

Leia mais:  Revista Susp alcança Qualis A4 e consolida a ciência na segurança pública

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana