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Governo do Brasil lança documentário sobre Balanço Ético Global na Semana de Ação Climática de Londres

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) lançaram, nesta segunda-feira (22/6), o documentário “Vozes em Mutirão — Uma história do Balanço Ético Global”. A estreia mundial ocorreu durante a London Climate Action Week 2026. Uma nova exibição será realizada na próxima sexta-feira (25/6), mediante inscrição, também na capital do Reino Unido. 

A produção acompanha os bastidores dos encontros globais do Balanço Ético Global, realizados em 2025, em preparação para a 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), realizada em Belém (PA).  

Os registros exclusivos das reuniões foram realizados em seis continentes –  Europa (Londres/Reino Unido), América do Sul (Bogotá/Colômbia), América do Norte (Nova Iorque/Estados Unidos), Ásia (Delhi/Índia), África (Addis Abeba/Etiópia) e Oceania (Sydney/Austrália). O filme tem direção de Leonardo Menezes e Eduardo Carvalho, com produção da Outra Onda Conteúdo e coprodução da Marahu Filmes. 

Assista ao trailer do documentário aqui

O lançamento do filme ocorreu durante a London Climate Action Week 2026, com a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, que destacou que a produção é fruto da consolidação de um esforço construído coletivamente ao longo da preparação da COP30. “Estamos ampliando uma iniciativa que surgiu através do processo da COP 30 e dando um passo importante no sentido de lhe conferir maior consistência, continuidade e alcance internacional”, afirmou. 

“A crise climática não é apenas um desafio científico, tecnológico ou econômico. É, acima de tudo, um desafio ético. A comunidade internacional construiu um sólido consenso científico e uma estrutura ambiciosa para a ação climática. O desafio que temos pela frente é a implementação: como transformar compromissos em ações concretas e garantir que a transição seja não apenas eficaz, mas também justa”, pontuou.  

Capobianco ressaltou que a implementação do Acordo de Paris exige mais do que capacidade técnica. “A ética nos lembra por que a ação climática é importante. Ela nos recorda que, por trás de cada meta climática, existem pessoas e comunidades. A justiça entre gerações, a proteção dos mais vulneráveis, o respeito aos conhecimentos tradicionais e a defesa dos defensores dos direitos humanos e ambientais não são questões secundárias. São elementos essenciais para o sucesso da ação climática.” 

“O sucesso do Acordo de Paris não será medido apenas pelas metas que adotamos. Será medido pelas vidas que protegemos, pelas desigualdades que reduzimos e pelo futuro que deixamos para as próximas gerações. A ação climática é, acima de tudo, sobre pessoas. E é por isso que a ética importa”, concluiu o ministro.  

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A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, destacou que o Balanço Ético Global representa uma oportunidade de transformar convicções em ação e fortalecer os compromissos climáticos internacionais. “O Balanço Ético Global é um dos grandes legados da COP30. A partir do primeiro Balanço Global, construímos um roteiro para orientar ações concretas, enfrentando debates difíceis, como a transição para longe dos combustíveis fósseis e o combate ao desmatamento. Agora, precisamos fortalecer esse caminho para o segundo Balanço Global”, afirmou. 

Estiveram presentes também no lançamento do documentário o embaixador do Brasil no Reino Unido, Antonio Patriota; a deputada federal Marina Silva; a assessora especial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Andrea Oncala; e a diretora de Programas da Presidência da COP30, Alice Amorim. O evento reuniu ainda representantes de governos, organismos internacionais, sociedade civil, academia e lideranças que participaram dos diálogos globais do Balanço Ético Global (BEG), entre elas as co-líderes Karenna Gore e Wanjira Mathai, além do ex-presidente de Kiribati, Anote Tong, e da ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson. 

O BEG 

O Balanço Ético Global (BEG) foi um dos quatro círculos de liderança da COP30 e teve como objetivo engajar a sociedade em uma reflexão ética sobre a crise climática. Inspirado no Balanço Global do Acordo de Paris, o BEG reuniu lideranças sociais, culturais, espirituais, empresariais, científicas e políticas em seis diálogos regionais e em eventos independentes organizados pela sociedade. 

A iniciativa contribuiu para a construção de um manifesto ético capaz de contribuir com as negociações e reforçar a dimensão moral das decisões tomadas no âmbito da COP30, visando acelerar a implementação do Acordo de Paris e limitar o aumento da temperatura média do planeta a 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais. 

Até a Conferência em Belém foram realizados 125 balanços éticos autogestionados, com mais de 15 mil participantes de 49 nações. Os encontros debateram liderança ética, justiça climática, insegurança alimentar, eventos climáticos extremos, deslocados climáticos e transição energética.  

O BEG é coliderado por representantes das seis regiões do mundo, que também participam do documentário. O Prêmio Nobel da Paz e colíder para a Ásia do BEG, Kailash Satyarthi, ressalta a importância da iniciativa para a atualidade. “O mundo nunca foi tão rico, tão cheio de informação como hoje. A grande lacuna é o abismo entre as autoridades que são responsáveis por resolver qualquer problema e a grande maioria das pessoas que sofrem com esses problemas”, reflete. 

Já a colíder para a Oceania do BEG, Anote Tong, comenta a urgência do debate do BEG, em relação ao aumento dos níveis dos oceanos, que tem ameaçado os territórios insulares, cada vez mais perto de se tornarem inabitáveis. “Por isso estamos tentando desesperadamente apelar ao mundo com compaixão. Pois, se não fizerem isso, nosso futuro não poderá ser garantido”, lamenta. 

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Participam também do documentário personalidades como a ex-presidente do Chile e colíder para a América do Sul, Central e Caribe do BEG, Michelle Bachelet; a ex-presidente da Irlanda e colíder para a Europa do BEG, Mary Robinson; a diretora regional do World Resources Institute e colíder para a África do BEG, Wanjira Mathai; o presidente da COP30, André Correa do Lago; a diretora-executiva da COP30, Ana Toni; e a fundadora e diretora-executiva do Center for Earth Ethics, Karenna Gore. 

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Documentário brasileiro “Vozes em Mutirão – Uma história do Balanço Ético Global” revela os bastidores de encontros globais realizados no caminho para a COP30.

Sinopse 

O documentário brasileiro “Vozes em Mutirão – Uma história do Balanço Ético Global” (2026), dirigido por Leonardo Menezes e Eduardo Carvalho (Outra Onda Conteúdo), revela os bastidores de encontros globais realizados no caminho para a COP30, ocorrida em Belém (PA), em uma mobilização planetária sem precedentes realizada em 2025 para enfrentar a crise climática sob uma perspectiva humanitária. A iniciativa promoveu seis encontros intercontinentais nas cidades de Londres, Bogotá, Delhi, Addis Abeba, Sydney e Nova York, reunindo um poderoso mosaico de lideranças globais como a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o Nobel da Paz Kailash Satyarthi além de cientistas, ativistas e artistas das seis regiões. Entre debates políticos intensos e performances artísticas provocadoras, o filme acompanha a construção coletiva do manifesto ético que influenciou as negociações na COP30, em Belém, transformando a urgência climática em um pacto de solidariedade global.   

O trailer do documentário está disponível no link

Ficha técnica: 

Título: “Vozes em Mutirão Uma história do Balanço Ético Global” 
Ano: 2026 
País: Brasil 
Direção: Leonardo Menezes e Eduardo Carvalho 
Realização: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Ministério das Relações Exteriores do Brasil 
Produção: Outra Onda Conteúdo
Coprodução: Marahu Filmes 
Duração: 80min 
Idioma: Português, Inglês, Espanhol 
Legendas: Português, Inglês  

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA 
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051 
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Paz no Oriente Médio pode pressionar preços dos fertilizantes, mas fosfatados devem seguir sustentados

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As negociações para um acordo de paz no Oriente Médio começam a gerar reflexos importantes no mercado internacional de fertilizantes. Segundo análise da StoneX, a perspectiva de redução das tensões na região pode contribuir para um aumento da oferta global de adubos nos próximos meses, especialmente no segmento de nitrogenados.

O principal fator por trás desse movimento é a expectativa de normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de fertilizantes e matérias-primas. Com a retomada do fluxo logístico, países produtores da região poderão ampliar novamente suas exportações, elevando a disponibilidade de produtos no mercado internacional.

De acordo com Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o cenário é considerado baixista para os fertilizantes de forma geral, mas os impactos não devem ocorrer de maneira uniforme entre os diferentes nutrientes do complexo NPK.

Nitrogenados podem sentir impacto mais imediato

No mercado de nitrogenados, a expectativa é de que a reabertura plena das rotas de exportação resulte em um aumento relativamente rápido da oferta global.

A ureia, principal fertilizante nitrogenado comercializado internacionalmente, já vinha registrando movimentos de queda nas últimas semanas. Com maior disponibilidade de produto oriundo do Oriente Médio, a tendência é que as cotações continuem encontrando resistência para novas altas.

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Segundo a StoneX, a liberação das operações logísticas na região tende a aliviar parte das preocupações com abastecimento que sustentaram os preços nos últimos meses.

Fosfatados enfrentam desafios além da logística

No segmento de fosfatados, entretanto, o cenário permanece mais complexo.

Embora a normalização das exportações também represente um fator positivo para a oferta, o mercado enfrenta um problema adicional: a escassez global de enxofre, matéria-prima fundamental para a produção de fertilizantes fosfatados.

Nos últimos meses, a oferta reduzida de enxofre elevou significativamente seus preços no mercado internacional, pressionando os custos de produção das indústrias de fosfatados.

Como consequência, diversos fabricantes reduziram suas taxas de operação, limitando a disponibilidade de produtos e contribuindo para a manutenção dos preços em patamares elevados.

Escassez de enxofre sustenta preços do MAP

A StoneX destaca que a normalização do fornecimento global de enxofre pode levar mais tempo do que a retomada logística no Oriente Médio.

Dessa forma, mesmo com um ambiente geopolítico mais favorável, os fertilizantes fosfatados devem continuar encontrando suporte nos fundamentos de oferta e demanda.

O comportamento recente dos preços reforça essa percepção. Enquanto a ureia acumulou oito semanas consecutivas de queda, os preços do MAP (fosfato monoamônico) permanecem praticamente estáveis, apesar da demanda enfraquecida observada em ambos os segmentos.

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Esse descolamento evidencia que os fatores estruturais relacionados à matéria-prima continuam exercendo influência significativa sobre o mercado de fosfatados.

Impactos para o produtor rural brasileiro

Para o agronegócio brasileiro, o cenário exige atenção redobrada no planejamento das compras para as próximas safras.

A possível redução dos preços dos nitrogenados pode abrir oportunidades de aquisição em condições mais favoráveis, especialmente para culturas de alta demanda nutricional, como milho, cana-de-açúcar e trigo.

Por outro lado, a manutenção dos preços dos fosfatados em níveis elevados reforça a importância de estratégias de compra antecipada e gestão eficiente de custos, principalmente para produtores que já iniciam o planejamento da safra 2026/27.

Mercado segue atento aos desdobramentos geopolíticos

Apesar do avanço das negociações diplomáticas, o mercado internacional de fertilizantes continua monitorando os desdobramentos no Oriente Médio. Qualquer mudança no cenário geopolítico pode alterar rapidamente as expectativas de oferta e logística global.

Enquanto isso, a combinação entre a retomada do comércio regional e a persistente escassez de enxofre deverá continuar determinando o comportamento dos preços dos fertilizantes nos próximos meses, especialmente no segmento de fosfatados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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