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Comitê Nacional de Zonas Úmidas aprova recomendação para fortalecer a conservação das turfeiras brasileiras

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O Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU) aprovou recomendação que propõe a adesão do Brasil à Ação Global sobre Turfeiras (Peatland Breakthrough), iniciativa internacional destinada a fortalecer a proteção, a restauração e o uso sustentável desses ecossistemas estratégicos para a biodiversidade, a segurança hídrica e o enfrentamento das mudanças climáticas. 

A deliberação ocorreu durante a 23ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nos dias 11 e 12 de junho, em formato híbrido, na sede do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília. O encontro reuniu cerca de 40 participantes, entre conselheiros, representantes do governo federal, especialistas, pesquisadores e membros da sociedade civil, para debater temas estratégicos relacionados à conservação e ao uso sustentável das zonas úmidas brasileiras. 

Consideradas ativos ambientais estratégicos, as turfeiras desempenham funções ecossistêmicas essenciais, contribuindo para a regulação hídrica, a conservação da biodiversidade e o sequestro e armazenamento de carbono.  

A recomendação busca fortalecer a incorporação desse tema nas políticas públicas nacionais e ampliar a proteção desses ecossistemas estratégicos para a segurança hídrica, a biodiversidade e o clima. 

A discussão foi subsidiada por apresentações técnicas que abordaram a relevância nacional e global das turfeiras. A diretora do Greifswald Mire Centre (GMC), Franziska Tanneberger, apresentou os objetivos e oportunidades associados à Ação Global sobre Turfeiras, destacando os benefícios da cooperação internacional para a conservação desses ecossistemas. 

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Já o professor Alexandre Christofaro, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri (UFVJM), apresentou dados e estudos sobre a ocorrência e a importância das turfeiras brasileiras, ressaltando a necessidade de ampliar o conhecimento científico e as estratégias de conservação voltadas a esses ambientes. 

Gestão integrada das zonas úmidas 

Ao longo da reunião, o colegiado também debateu a situação da Região Hidrográfica do Rio Paraguai, destacando a relevância ambiental, econômica e social da bacia e a necessidade de atenção especial aos seus múltiplos usos. 

Como resultado das discussões, foi aprovada uma moção que reforça a importância da observância de estudos técnicos consistentes nos processos de licenciamento ambiental da região, além de incentivar a articulação com outros colegiados federais envolvidos na gestão do território. 

A iniciativa reconhece a complexidade da bacia e a necessidade de uma abordagem integrada para garantir a conservação dos ecossistemas associados às zonas úmidas e a sustentabilidade das atividades desenvolvidas na região. 

Comissão técnica discutirá uso sustentável de planícies alagáveis 

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Outro destaque foi a criação de uma Comissão Técnica Temporária para aprofundar as discussões sobre os usos sustentáveis das planícies alagáveis. A composição e o funcionamento da comissão serão discutidos e submetidos à votação em reunião extraordinária prevista para julho de 2026. 

Presidido pela Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, o Comitê apoia a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional (Convenção de Ramsar). O CNZU atua na formulação de recomendações e diretrizes voltadas à conservação, ao uso sustentável e à gestão integrada das zonas úmidas brasileiras.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Governo do Brasil cria programa nacional para monitorar e avaliar a educação ambiental

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou, nesta quarta-feira (24/06), a Portaria n° 1.715/ 2026, que institui o Programa Nacional de Avaliação e Monitoramento da Educação Ambiental (ProNAMEA). A iniciativa representa um marco para o fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), ao estabelecer mecanismos permanentes de produção, sistematização e análise de informações sobre políticas, programas, ações e iniciativas de educação ambiental desenvolvidas no país.

Coordenado pelo Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, o programa será operacionalizado por meio do Sistema MonitoraEA, reconhecido pela portaria como infraestrutura nacional de dados e informações sobre educação ambiental.

A ferramenta apoiará processos de monitoramento, avaliação, transparência, participação social e tomada de decisão, contribuindo para a qualificação das políticas públicas e para o fortalecimento da educação ambiental nos territórios brasileiros.

Entre os objetivos do ProNAMEA estão a produção e análise de informações estratégicas sobre educação ambiental, o fortalecimento da gestão governamental, a ampliação da transparência e do controle social, o apoio à implementação das políticas públicas e a promoção de uma cultura permanente de monitoramento e avaliação.

Para o diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino, a criação do programa representa um avanço histórico para a implementação da PNEA. “Pela primeira vez, a Política Nacional de Educação Ambiental passa a contar com um instrumento voltado ao monitoramento e à avaliação, capaz de produzir informações qualificadas, apoiar a gestão pública, fortalecer a participação social e contribuir para a tomada de decisões baseada em evidências”, afirmou.

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“Mais do que medir resultados, estamos criando condições para aprender com as experiências dos territórios e fortalecer continuamente as políticas públicas de educação ambiental em todo o País”, completou.

Monitoramento como processo educativo

O ProNAMEA adota uma abordagem inovadora ao compreender o monitoramento e a avaliação como processos pedagógicos, participativos e colaborativos. A portaria estabelece que essas atividades têm como finalidade promover aprendizagem institucional, produção de conhecimento e aprimoramento contínuo das políticas públicas, sem caráter fiscalizatório ou sancionatório.

A norma também reconhece a trajetória de cooperação técnico-científica entre o MMA, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea) no desenvolvimento do Sistema MonitoraEA.

O sistema teve origem em um processo participativo de construção de indicadores nacionais de educação ambiental conduzido pela Anppea e pelo Inpe, em articulação com pesquisadores, gestores públicos, universidades, redes e organizações da sociedade civil de todo o país. Atualmente, a plataforma é desenvolvida e mantida pelo Inpe.

Para o coordenador do Programa MonitoraEA no Inpe, Evandro Albiach Branco, a criação do ProNAMEA consolida uma trajetória construída coletivamente ao longo dos últimos anos.

“O ProNAMEA consolida uma trajetória de construção coletiva iniciada há mais de uma década. O reconhecimento do Sistema MonitoraEA como infraestrutura nacional de dados e informações demonstra a importância de aproximar ciência, políticas públicas e experiências territoriais para produzir conhecimento qualificado sobre a realidade da educação Ambiental brasileira”, destacou.

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Segundo ele, a iniciativa reforça a missão do Inpe de gerar conhecimento científico capaz de subsidiar políticas públicas estratégicas e contribuir para o enfrentamento dos desafios socioambientais contemporâneos.

A representante da Anppea, Maria Henriqueta Andrade Raymundo, ressaltou que o programa fortalece a governança da Política Nacional de Educação Ambiental. “Com isso, o Estado brasileiro está qualificando na tomada de decisão na área ambiental, ampliando a transparência e valorizando a cooperação entre governos, comunidade científica e sociedade civil”, concluiu.

Participação e fortalecimento da governança

A portaria prevê que o ProNAMEA poderá ser adotado por estados, municípios, comissões interinstitucionais de educação ambiental (CIEAs), organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa e demais setores interessados, respeitando a autonomia dos entes federativos e das instituições participantes.

Entre os resultados esperados estão o fortalecimento da governança da educação ambiental, a ampliação da transparência pública, a produção periódica de análises de conjuntura, o fortalecimento da participação social e a qualificação das políticas públicas voltadas à sustentabilidade, à cidadania ambiental e ao enfrentamento dos desafios climáticos e socioambientais.

A criação do programa também fortalece a cooperação entre governo, comunidade científica e sociedade civil, promovendo a construção participativa de indicadores e metodologias capazes de subsidiar políticas públicas cada vez mais efetivas para a educação ambiental brasileira.

Clique aqui e acesse à íntegra da portaria

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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