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Rentabilidade do arroz pode provocar forte redução de área no Brasil e acende alerta para safra 2026/27

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A baixa rentabilidade da produção de arroz pode desencadear uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do cereal. O cenário é apontado por análises de mercado e reflete a combinação de preços pressionados, custos elevados e margens negativas persistentes.

De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, mesmo com uma menor pressão vendedora após a colheita, o setor ainda enfrenta forte desequilíbrio econômico.

Preços seguem abaixo dos custos e mantêm margens negativas

Segundo o especialista, a atual formação de preços continua insuficiente para cobrir os custos de produção e permanece abaixo do preço mínimo oficial, o que mantém a relação de troca desfavorável ao produtor.

Esse cenário prolongado reduz a atratividade da orizicultura e amplia o desestímulo para investimentos na próxima safra. A consequência direta é o aumento das discussões sobre migração de áreas de arroz para culturas como soja e outras alternativas mais rentáveis.

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Migração de área pode se intensificar no Sul do país

A tendência de mudança de culturas ganha força principalmente no Rio Grande do Sul, onde produtores buscam maior previsibilidade financeira e redução de riscos. Além disso, o menor volume de estoques de passagem também influencia o comportamento do mercado, mas sem ser suficiente para reverter a pressão de rentabilidade.

Caso o movimento de substituição de áreas se consolide, o setor pode enfrentar uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos.

Projeções indicam queda na área e possível impacto na produção

As estimativas iniciais para a safra 2026/27 apontam retração de pelo menos 5% na área plantada, com projeções variando entre 830 mil e 850 mil hectares no Rio Grande do Sul.

No cenário projetado por analistas, uma queda mínima de produtividade média nacional, combinada com a redução de área, pode levar a produção brasileira para níveis próximos ou até abaixo de 10 milhões de toneladas.

Ainda assim, estoques de passagem estimados em cerca de 2 milhões de toneladas devem ajudar a amortecer eventuais impactos mais fortes na oferta interna.

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Oferta e demanda projetadas indicam ajuste no mercado

As projeções para 2027 indicam uma oferta total próxima de 13,3 milhões de toneladas, abaixo das cerca de 14,2 milhões de toneladas estimadas para 2026. Isso representa uma redução potencial de quase 1 milhão de toneladas no período.

Preços do arroz têm leve alta semanal no RS

No mercado físico, a saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (25) cotada a R$ 59,45, alta de 1,40% na comparação semanal.

Em relação ao mês anterior, o recuo foi de 0,21%, enquanto na comparação com o mesmo período de 2025, a desvalorização chega a 10,39%, reforçando o cenário de pressão sobre a rentabilidade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comitê Nacional do Manejo Integrado do Fogo aprova recomendação para prevenção de incêndios diante do El Niño

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O Comitê Nacional do Manejo Integrado do Fogo (Comif) aprovou, na última quinta-feira (18/6), recomendação voltada ao fortalecimento da preparação dos entes federativos diante do cenário de risco associado ao possível retorno do fenômeno El Niño. A deliberação ocorreu durante a 7ª Reunião Ordinária do colegiado, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília.  

A recomendação orienta os estados e o Distrito Federal a adotarem medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndios florestais, considerando a possibilidade de formação do El Niño nos próximos meses. O fenômeno climático costuma provocar mudanças no regime das chuvasaumento das temperaturas e prolongamento da estação seca em diversas regiões do país, criando condições favoráveis à ocorrência e propagação do fogo. 

Entre os principais pontos aprovados pelo Comitê está a solicitação para que os estados e o Distrito Federal informem, no prazo de até 30 dias, suas áreas prioritárias para a prevenção e combate a incêndios florestais e os critérios utilizados para essa definição. A identificação dessas áreas é considerada estratégica para orientar a adoção de medidas preventivas em imóveis rurais localizados nessas regiões. 

A recomendação também solicita informações sobre as providências adotadas para o cumprimento das Resoluções Comif nº 2 e nº 3, ambas de 2025, com destaque para a elaboração dos Planos Estaduais de Manejo Integrado do Fogo e para a regulamentação de medidas preventivas voltadas aos imóveis rurais. 

Na ocasião, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, defendeu a adoção de medidas preventivas diante das projeções climáticas para os próximos meses. Nós temos a lei [da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo], temos os instrumentos legais e ainda não temos o El Niño. Estamos na fase de preparação para a sua possível chegada. Então, todos nós temos a obrigação de utilizar os recursos e mostrar para a sociedade que estamos enfrentando esse desafio”, afirmou. 

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Capobianco também destacou o conjunto de ações adotadas pelo Governo do Brasil para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios florestais. Entre as medidas estão a contratação do maior contingente federal de brigadistas da história, a ampliação da frota de aeronaves, veículos e equipamentos, a destinação de recursos extraordinários ao Ibama e ao ICMBio — que elevaram o orçamento de fiscalização ambiental e de prevenção e combate aos incêndios florestais ao maior patamar da série histórica em 2026 — e o repasse de aproximadamente R$ 500 milhões aos Corpos de Bombeiros dos estados da Amazônia, Cerrado e Pantanal. 

“Temos a chance, a oportunidade de mostrarmos para a sociedade brasileira que nós, de fato, somos capazes de fazer frente a esse desafio climático que nos ameaça em um futuro próximo”, finalizou Capobianco. 

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, destacou os avanços institucionais alcançados desde a criação do Comitê. “Em menos de dois anos, o COMIF conseguiu construir uma base normativa robusta para a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, aprovando resoluções e instrumentos fundamentais para a regulamentação da Lei nº 14.944/2024”, pontuou. 

A reunião também contou com a apresentação do Relatório de Atividades de 2025 do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman), que reúne informações sobre as condições ambientais e climáticas observadas ao longo no ano de 2025, dados de monitoramento, recursos empregados nas operações e áreas acompanhadas pelas instituições que integram o sistema nacional de prevenção e combate aos incêndios florestais. 

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Os participantes também receberam atualizações sobre a implementação das resoluções aprovadas pelo Comitê, os avanços na elaboração dos Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIFs), a articulação entre os diferentes níveis de governo e as ações preparatórias para a temporada de incêndios de 2026. 

Durante o encontro, foi apresentada a resolução recentemente aprovada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre Queima Prescrita e Queima Controlada. A resolução foi fruto da Recomendação 4 do COMIF, aprovada em setembro de 2025. A medida busca ampliar a segurança jurídica e operacional para o uso planejado do fogo como ferramenta de manejo da vegetação e prevenção de grandes incêndios, especialmente em atividades vinculadas à agricultura familiar e a sistemas produtivos tradicionais. Saiba mais aqui 

Também foi anunciada a realização de um seminário para marcar os dois anos da sanção da Lei nº 14.944/2024, que instituiu a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF). O evento acontecerá em agosto e deverá reunir representantes dos governos federal, estaduais e municipais, instituições de pesquisa, setor produtivo e sociedade civil para avaliar os avanços alcançados, discutir desafios e fortalecer a implementação da política pública em todo o país.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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