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Presidente Lula e ministros George Santoro e Waldez Góes participam de entregas e anúncios para acelerar a Ferrovia Transnordestina

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros dos Transportes, George Santoro, e da  Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, participam, nesta quinta-feira (2), em Quixeramobim (CE), de cerimônia com entregas e anúncios referentes à Ferrovia Transnordestina. A agenda faz parte dos investimentos do Governo do Brasil para ampliar a infraestrutura logística da Região Nordeste, fortalecer o escoamento da produção e impulsionar o desenvolvimento regional. O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, também participa do evento, além de outras autoridades. 

Durante a cerimônia, serão anunciados avanços nos lotes 4 e 5 da ferrovia, além de novas ações para acelerar a execução do empreendimento. Considerada a maior obra de infraestrutura linear em andamento no Brasil, a Transnordestina terá 1.206 quilômetros de extensão. O empreendimento ligará Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará, e atravessará 53 municípios nordestinos.

A ferrovia foi concebida para ampliar a competitividade da economia regional a fim de reduzir custos logísticos e facilitar o transporte de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minério até os mercados consumidores e aos portos de exportação. Com isso, o empreendimento fortalece a integração do Nordeste aos principais corredores logísticos do país e amplia as oportunidades para o setor produtivo.

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Desde 2023, o Governo do Brasil intensificou os investimentos para acelerar a execução da obra. Entre as entregas previstas estão novos trechos ferroviários, a implantação da superestrutura do Lote 6, a entrega de vagões e o anúncio da ordem de serviço do Ramal Nelog para ampliar a capacidade operacional da ferrovia e aproximar o empreendimento de sua conclusão.

Ao todo, a Transnordestina conta com investimento estimado de R$ 15 bilhões e já recebeu R$ 9,8 bilhões até março de 2026. A expectativa é que a primeira fase, entre o Porto do Pecém e o sertão do Piauí, seja concluída em 2027, a fim de consolidar um novo eixo logístico para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Cobertura de imprensa

A solicitação de credenciamento de imprensa deverá ser efetuada até as 9h do dia 2 de julho de 2026 (horário de Brasília), por meio do Sistema de Credenciamento de Imprensa do Palácio do Planalto. Os profissionais com credenciamento anual também deverão solicitar participação específica no evento.

Os profissionais cujos pedidos de credenciamento forem aprovados deverão retirar as credenciais, entre 13h e 14h.

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Serviço
Cerimônia de entregas e anúncios da Ferrovia Transnordestina
Data: Quinta-feira, 2 de julho
Hora: 14h30
Local: Lotes 4 e 5 da Ferrovia Transnordestina – Lote MVP 05, Km 239+550 (LE), Quixeramobim (CE)

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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“A redução da jornada leva à melhoria da qualidade do mercado de trabalho”, diz Luiz Marinho no Senado

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O Senado Federal realizou, nesta quarta-feira (1º), sessão temática para debater os impactos sociais e econômicos da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 no país.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou dos debates a convite da mesa, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Também participaram da sessão o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira; além de outros representantes do governo, lideranças sindicais, representantes de entidades de empregadores e trabalhadores e da sociedade civil.

Luiz Marinho ressaltou que o debate sobre a redução de jornada surgiu a partir de uma demanda da sociedade, especialmente das mulheres e da juventude. Ele chamou atenção para estudos e experiências de empresas que apontam aumento da produtividade e redução das taxas de absenteísmo após a diminuição da jornada de trabalho.

“Algumas empresas relatam que reduziram a jornada de 6×1 para 5×2 e verificaram melhorias de produtividade, preencheram as vagas que precisavam e zeraram o absenteísmo. A redução da jornada de 44 para 40 horas, com duas folgas na semana, leva à melhoria da qualidade do mercado de trabalho”, explicou.

O ministro citou estudos, como o realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho. “Nessas 19 empresas que experimentaram a redução de jornada, o estudo da FGV mostra que 72% delas aumentaram sua receita, sua produtividade e seu resultado econômico efetivo. Em 44% delas, houve melhora no cumprimento de prazos operacionais e no fluxo de trabalho, levando a um processo de melhoria. É isso que os estudos estão mostrando”, disse.

Com base nos dados do eSocial — sistema do MTE que reúne mensalmente informações das empresas —, o ministro explicou que o impacto estimado nos custos é variável, entre 1,6% e 10%. “Não estamos falando de um impacto proibitivo, que não possa ser suportado pelas empresas brasileiras. São dados reais e concretos”, afirmou.

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Luiz Marinho ressaltou ainda que, quando foi discutido o aumento da licença-maternidade, houve argumentos de que a medida poderia gerar impactos negativos no mercado de trabalho feminino. “Ao longo do tempo, vimos que a licença-maternidade não gerou o impacto relatado. O que assistimos foi o contrário: houve impacto positivo. Hoje temos mais mulheres no mercado de trabalho. Falas catastróficas não fazem frente à realidade”, informou.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, ressaltou que “não é verdade que ganhos reais para os trabalhadores, seja no âmbito salarial ou da redução de jornada, impactem em custos para a economia. Esse não é um debate só econômico, é um debate humano. A redução da jornada é uma demanda da sociedade brasileira”.

Em sua fala, o ministro Paulo Henrique Pereira destacou que mais da metade (51%) dos microempreendedores consideram a medida positiva. “Tivemos crescimento de produtividade nos últimos anos e a economia brasileira, com a menor taxa de desemprego e a menor inflação da história, dá sinais de que é capaz de assumir um custo como esse”, afirmou.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado, reforçou que o governo é favorável à proposta e defendeu o diálogo. Segundo ela, “se olharmos a história das relações de trabalho, os avanços sociais nunca significaram colapsos”. A senadora criticou aqueles que são contra a discussão em ano eleitoral.

“O tempo político muitas vezes não combina com o calendário. Vamos fazer o debate com a complexidade que o tema exige, mas também com os dados que nos inspiram, assim como foi na CLT, na Constituição que reduziu a jornada de 48 para 44 horas semanais, na licença-maternidade ou na licença-paternidade”, ressaltou.

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Adaptação

Representantes do setor produtivo defenderam, principalmente, um período maior de transição para adaptação às novas regras.

Segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, “vocês nunca ouviram de nenhum setor produtivo que somos contra a 6×1 ou a redução de jornada, mas sim quanto à forma como ela deve ser feita. Estamos discutindo a forma, não o conceito”.

As centrais sindicais reforçaram o apoio à redução da jornada sem corte de salários. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Antônio Neto, ressaltou que o Brasil está há 38 anos sem promover constitucionalmente a redução da jornada.

“E aqui se confunde muito redução de jornada e escala de trabalho. São duas coisas distintas”, frisou.

Para o presidente da CTB, a PEC prevê exatamente isso: a redução da jornada de trabalho, a garantia de dois dias de descanso e a possibilidade de que as negociações coletivas estabeleçam diferentes formatos de escala.

“Desde 1988, a economia e a tecnologia avançaram, a automação reorganizou processos produtivos, a inteligência artificial já redefine setores inteiros, os ganhos se multiplicaram e o lucro encontrou formas mais sofisticadas de expansão. O que não avançou foi a disposição de parte da elite econômica em compartilhar esses ganhos com quem produz a riqueza nacional, o trabalhador brasileiro”, avaliou.

A proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio deste ano e está em análise pelos senadores. Se aprovada pelo Senado, a proposta seguirá para sanção presidencial. O texto prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário, com garantia de ao menos duas folgas semanais e prazo de até 14 meses após a promulgação para entrar em vigor.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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