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Soja, milho, algodão e sorgo levam safra a recorde de 360,8 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos deverá alcançar o recorde de 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (13.08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa aumentou cerca de 700 mil toneladas em relação ao relatório de julho e supera em 8,5 milhões de toneladas o resultado do ciclo anterior.

O crescimento anual será de 2,4%, impulsionado principalmente pela soja, pelo milho e pelo sorgo. A área cultivada aumentou 2,1% e chegou a 83,5 milhões de hectares, acréscimo de 1,7 milhão de hectares. A produtividade média nacional deverá ficar praticamente estável, em 4.322 quilos por hectare.

Os números mostram que a expansão da área teve peso maior do que os ganhos de rendimento para a formação do novo recorde. Soja, milho, algodão e sorgo deverão registrar as maiores produções de suas séries históricas.

A soja responderá por metade de todos os grãos colhidos no País. A produção foi estimada em 180,5 milhões de toneladas, crescimento de 5,2% sobre a safra anterior. Apesar do recorde, o número ficou ligeiramente abaixo dos 180,6 milhões de toneladas projetados em julho.

A área destinada à oleaginosa cresceu 2,7%, para 48,6 milhões de hectares, enquanto a produtividade média avançou 2,5% e alcançou 3.712 quilos por hectare. Mato Grosso deverá colher 51,6 milhões de toneladas. A Bahia terá o maior rendimento médio estadual, com 4.260 quilos por hectare.

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No milho, a Conab elevou a previsão de julho em aproximadamente 1,3 milhão de toneladas. Somadas as três safras, a produção deverá chegar a 143 milhões de toneladas, alta de 1,3% sobre o ciclo anterior.

O resultado foi sustentado pela primeira safra, que cresceu 18,2% e atingiu 29,5 milhões de toneladas. A segunda safra, principal período de produção do cereal, deverá alcançar 111 milhões de toneladas, queda de 1,9%. A terceira safra foi estimada em 2,4 milhões de toneladas, recuo de 18,6%, após problemas climáticos no Nordeste.

Mesmo com o avanço da produção, a produtividade média do milho deverá cair 2,1%. A Conab também aumentou a previsão de consumo interno para 95 milhões de toneladas, diante da demanda das cadeias de proteína animal e da indústria de etanol. O estoque ao fim do ciclo está projetado em 15,58 milhões de toneladas.

O algodão deverá produzir 5,8 milhões de toneladas em caroço, volume que resultará em 4,1 milhões de toneladas de pluma. Embora a área tenha diminuído 3,2%, o aumento da produtividade compensou a retração e garantiu um novo recorde. A colheita alcançava 43,7% da área no fim de julho.

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O maior crescimento proporcional foi registrado pelo sorgo. A produção está estimada em 7,4 milhões de toneladas, alta de 20,7%, enquanto a área aumentou 32,9% e chegou a 2,17 milhões de hectares. O avanço ocorreu mesmo com uma queda prevista de 9,2% na produtividade média das lavouras.

O desempenho recorde não alcançou todas as culturas. A produção de arroz deverá cair 13,1%, para 11,1 milhões de toneladas, principalmente pela redução de 14% na área plantada. Ainda assim, a Conab avalia que o volume será suficiente para atender ao mercado interno.

O feijão deverá alcançar 2,96 milhões de toneladas nas três safras, queda de 3,2%. A companhia considera a oferta suficiente para abastecer o consumo brasileiro e permitir embarques pontuais para o exterior.

O recorde nacional, portanto, está concentrado nas principais commodities e no avanço do sorgo. Arroz, feijão e trigo seguem na direção contrária, com redução de área e de produção.

Fonte: Pensar Agro

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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