Tecnologia

Ações de popularização da ciência impactaram cerca de 20 milhões de pessoas em 2025

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é composto por pilares essenciais, entre eles o de popularização da ciência, assunto de responsabilidade da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes). Em 2025, projetos dessa área impactaram mais de 20 milhões de pessoas. 

Neste ano, a pasta, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), investiu cerca de R$ 550 milhões em ações, como eventos e projetos, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), as olimpíadas científicas e as feiras de ciências. 

A popularização é o ato de difundir e divulgar a ciência para toda sociedade por meio do fomento das iniciativas científicas, tecnológicas e de inovação, de maneira a combater os desafios sociais, ambientais, econômicos e tecnológicos com o objetivo de contribuir para o bem-estar social. 

Com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), em 2026, o ministério se programa para lançar um pacote de ações que somam R$ 300 milhões com foco na parceria com os estados para implementação de Programas Estaduais de Popularização da Ciência robustos e interiorizados.  

“Precisamos apoiar projetos locais, fortalecer as redes estaduais e, principalmente, levar a ciência para o cotidiano das pessoas. A ciência está em todo lugar”, disse a ministra Luciana Santos, durante participação no 69º Fórum Nacional do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), em outubro. 

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SNCT 

Instituída em 2004, por meio de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a SNCT ocorre anualmente, sob a coordenação do MCTI. Neste ano, o evento reuniu cerca de 100 mil pessoas em Brasília (DF) para descobrir a ciência, tecnologia e inovação do tema Planeta Água: Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território.  

Durante o evento, que ocorre simultaneamente em todo o País, são reunidas unidades de pesquisa, agências de fomento e entidades vinculadas, comunidade científica, universidades, instituições de ensino, escolas, museus e jardins botânicos, secretarias estaduais e municipais, empresas de tecnologia e entidades da sociedade civil. 

Para a 22ª edição, o MCTI e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada à pasta, lançaram uma chamada pública para o apoio de eventos e atividades de divulgação e popularização da ciência com o tema da SNCT. Foram executados R$ 15 milhões e contemplados 380 projetos. 

Olimpíadas científicas  

Visando a melhoria da qualidade da educação básica e servindo como instrumento para o alcance do letramento científico, as Olimpíadas Científicas também fazem parte do sistema de popularização científica do MCTI. Em 2025, foram mais de 26 milhões de crianças e adolescentes participantes das competições. 

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Tendo atualmente 99% dos municípios participando da competição, as instituições públicas lideram esse ranking. Neste ano, a Chamada Pública nº 38/2024 do CNPq contemplou 38 projetos. 

As olimpíadas são espaços de competições científicas, individuais ou em equipe, adaptáveis a quaisquer áreas do conhecimento e que estimulam a resolução de problemas teóricos e práticos, realização de experimentos e promoção de debates relevantes à sociedade. 

Feira de Ciências 

As feiras e mostras científicas são uma das formas mais importantes de popularização da ciência promovidas pelo MCTI. Neste ano, foram mais de 19 mil trabalhos apresentados por estudantes em encontros em todo o Brasil. 

Neste ano, com um investimento de R$ 20 milhões, o MCTI e o CNPq financiaram 345 feiras e mostras de ciências por meio de chamadas públicas, que reuniram, entre alunos e sociedade civil, mais de 500 mil pessoas. 

Das 345 propostas, 12 são de feiras e mostras científicas nacionais, sendo 81 estaduais e 232 eventos municipais. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

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A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

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O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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