Agro News

Aconteceu de novo: bois morrem de frio no MS, veja vídeo

Publicado

Apesar dos alertas de que o frio seria rigoroso neste início de semana e das orientações da Embrapa, cerca de 120 cabeças de gado morreram no município de Jaraguari, Mato Grosso do Sul, devido à intensa queda de temperatura registrada no último fim de semana. A onda de frio que atingiu a região provocou geada em 41 cidades do estado, com a menor temperatura registrada em Rio Brilhante, onde os termômetros chegaram a marcar 0,2 ºC.

As imagens dos animais mortos foram feitas por um trabalhador local nesta segunda-feira (12). “Morreram aproximadamente 120 cabeças de gado com o frio da noite de sexta para sábado. Hoje cedo, passando pelo local, vi o gado morto; e isso é só uma parte das perdas”, relatou o autor do vídeo, que preferiu manter o anonimato.

Nas gravações publicadas no Youtube, é possível ver de perto os animais mortos no pasto, enquanto outros ainda resistem. Jaraguari foi uma das localidades mais afetadas pela onda de frio, resultando em grande parte das perdas.

Leia mais:  Clima prejudica, mas plantio do trigo avança no Sul

Além de Jaraguari, o município de Sidrolândia também sofreu com as baixas temperaturas. No sábado (10), o produtor rural Kennedi Forgiarini perdeu cinco animais em sua chácara localizada no Assentamento Jiboia.

“Mesmo com pasto e sal mineral de qualidade, a chuva fria, que durou 24 horas, aliada ao frio intenso, não deu chances. Agora, vou retirar o gado que restou e colocá-los em uma área de mata para tentar proteger um pouco”, afirmou Forgiarini.

A situação alerta para os riscos climáticos que afetam diretamente a pecuária na região, especialmente durante eventos extremos como essa onda de frio, que podem levar a perdas significativas para os produtores.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Bioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático

Publicado

Estresse climático desafia produção de frutas no Brasil

A fruticultura brasileira enfrenta desafios crescentes diante das oscilações climáticas e das mudanças nas condições ambientais. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis aos chamados estresses abióticos, provocados por fatores como escassez hídrica, altas temperaturas e salinidade do solo.

Essas condições afetam diretamente o desenvolvimento das plantas, comprometendo tanto a produtividade quanto a qualidade final dos frutos. Diante desse cenário, produtores vêm ampliando o uso de tecnologias naturais voltadas à proteção fisiológica dos pomares, com destaque para os bioestimulantes agrícolas.

Extratos de algas fortalecem resistência das plantas

Entre as soluções mais utilizadas no manejo de estresse vegetal estão os extratos da alga Ascophyllum nodosum, reconhecida por sua elevada capacidade de adaptação a ambientes extremos.

A espécie é encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente nas regiões costeiras do Canadá, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições severas de salinidade, variações de maré e oscilações intensas de temperatura.

Leia mais:  Com dólar valorizado e oferta global elevada, mercado do açúcar enfrenta pressão nas cotações internacionais

Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, essas características naturais da alga são transferidas às plantas por meio dos extratos utilizados no campo.

“As condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. Quando aplicados nas culturas agrícolas, esses compostos ajudam a aumentar a tolerância das plantas aos diferentes tipos de estresse”, explica.

Plantas mantêm desenvolvimento mesmo sob pressão ambiental

Pesquisas e aplicações práticas no campo mostram que os bioestimulantes atuam fortalecendo processos fisiológicos internos das plantas.

Em períodos de seca, calor intenso ou outras condições adversas, culturas tratadas tendem a apresentar maior estabilidade no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, reduzindo perdas produtivas.

De acordo com especialistas, esse suporte fisiológico é decisivo para preservar etapas fundamentais do ciclo produtivo, como formação, enchimento e qualidade dos frutos.

Qualidade da fruta se torna fator estratégico

Na fruticultura, manter o equilíbrio entre produtividade e qualidade é essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exigências da exportação.

Leia mais:  Governo federal fortalece ações de regularização ambiental e fundiária com apoio de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia

Segundo Bruno Carloto, compreender a resposta das plantas ao ambiente se tornou um diferencial estratégico para o manejo moderno dos pomares.

“Quando ajudamos a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos”, destaca.

Bioestimulantes avançam no manejo sustentável dos pomares

O avanço dos bioestimulantes acompanha a busca do setor por soluções mais sustentáveis e eficientes diante das mudanças climáticas.

Com maior resiliência das plantas, produtores conseguem reduzir impactos ambientais sobre a produção e ampliar a segurança produtiva em culturas altamente dependentes de condições climáticas equilibradas.

A tendência é de crescimento no uso dessas tecnologias nos próximos anos, especialmente em regiões sujeitas a extremos climáticos e maior pressão sobre os recursos hídricos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana