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Acordo entre MPor, CNJ e Anac busca reduzir judicialização no setor aéreo

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O Supremo Tribunal Federal (STF) sediou, nesta quinta-feira (18), a assinatura de um termo de cooperação entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O acordo renova e amplia a parceria técnica entre as instituições, com o objetivo de enfrentar a elevada judicialização do transporte aéreo no Brasil.

Participaram da cerimônia o ministro do STF Luís Roberto Barroso, que preside o CNJ; o secretário executivo do MPor, Tomé Franca; e o diretor da Anac, Tiago Faierstein. Também estiveram presentes o secretário nacional de Aviação Civil do MPor, Daniel Longo, diretores da SAC e servidores da Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac.

O secretário executivo do MPor, Tomé Franca, ressaltou a relevância da iniciativa. “Com estes dados em mãos, a tomada de decisões judiciais fica cada vez mais alinhada à realidade operacional do setor. É uma parceria importante, que mostra a sintonia de trabalho entre o Judiciário e o Executivo. Quem ganha com esse trabalho conjunto é o Brasil e a nossa aviação civil”, afirmou.

O ministro do STF e presidente do CNJ, Luís Roberto Barroso, destacou o impacto da medida para reduzir a sobrecarga do Judiciário. “Esse acordo se insere no esforço do Supremo e do CNJ para diminuir a judicialização excessiva no Brasil. O setor aéreo é um exemplo emblemático: embora a judicialização seja legítima quando há falhas das companhias, muitas vezes lidamos com litigância abusiva, que onera as empresas e dificulta a atração de novos operadores estrangeiros. O sistema ANAC-JUD será fundamental para fornecer aos juízes dados precisos sobre atrasos e cancelamentos de voos, distinguindo quando há responsabilidade da companhia e quando se trata de fatores externos, como problemas técnicos ou condições climáticas. Também vamos ampliar os mecanismos digitais de solução consensual, garantindo mais eficiência para o mercado aéreo e menos carga para o Judiciário”, explicou.

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O diretor da Anac, Tiago Faierstein, também ressaltou a importância do acordo e os desafios da área. “O setor aéreo é estratégico, mas enfrenta dificuldades estruturais, como a alta dolarização e os efeitos do câmbio e do cenário macroeconômico mundial sobre o preço das passagens. No Brasil, soma-se a isso a judicialização, que impacta de 5% a 10% o custo dos bilhetes. Apesar de representarmos apenas 3% do tráfego aéreo mundial, concentramos 90% das ações judiciais contra companhias aéreas. Nosso objetivo é claro: melhorar a qualidade do serviço, ampliar a oferta de voos e garantir custos mais acessíveis para que mais brasileiros possam voar”, disse.

Objeto do acordo
O termo de cooperação prevê o compartilhamento de dados, informações e estatísticas, especialmente sobre atrasos e cancelamentos de voos. A Anac está desenvolvendo uma plataforma para disponibilizar essas informações de forma padronizada e de fácil acesso ao Judiciário.

O acordo inclui ainda a integração entre sistemas e plataformas tecnológicas para fomentar soluções consensuais em conflitos de consumo entre empresas aéreas e passageiros, além da realização de cursos, seminários, eventos e campanhas educativas que fortaleçam a governança pública e a qualidade dos serviços prestados à sociedade.

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A participação da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) contempla apoio às ações de capacitação e auxílio na interoperabilidade de dados pertencentes ao Comando da Aeronáutica, como o sistema AirData do ITA.

O objetivo central da parceria é munir os membros do Poder Judiciário com informações técnicas, evidências e dados oficiais, permitindo decisões mais qualificadas e ágeis.

Judicialização no setor
O excesso de judicialização impacta diretamente o consumidor, que arca com o repasse desses custos nas tarifas e sofre com a redução da oferta de serviços aéreos. A cooperação técnica busca mitigar esse efeito, promovendo decisões mais equilibradas e prevenindo litígios desnecessários.

Com a iniciativa, magistrados terão acesso direto a informações detalhadas sobre os voos, permitindo distinguir cancelamentos e atrasos causados por falhas das companhias ou por fatores externos, como fenômenos climáticos ou problemas técnicos em aeroportos.

Ao integrar o acordo, o Ministério de Portos e Aeroportos reafirma seu compromisso em atuar de forma conjunta com os demais órgãos do setor aéreo e do Judiciário para fortalecer a aviação civil brasileira, reduzir custos estruturais e ampliar o acesso da população a um transporte aéreo eficiente e de qualidade.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Nacional

Regulamentação de influenciadores avança e plataformas terão que exigir autorização judicial para monetização

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Brasília, 25/5/26 – A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), participou do Policy Forum Influenciadores Mirins para aprofundar o diálogo sobre a implementação do art. 34 do Decreto nº 12.880, que regulamenta a Lei nº 15.211/2025, o ECA Digital. O evento foi realizado pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), na terça-feira (19), em Brasília (DF), e reuniu cerca de 50 especialistas.
Participaram representantes do Governo Federal, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da sociedade civil, da academia, de plataformas digitais e criadores de conteúdo.

A partir de 16 de junho, as plataformas deverão exigir autorização judicial para impulsionar e monetizar conteúdos produzidos por influenciadores mirins ou que explorem, de forma habitual, a imagem de crianças e adolescentes.

Segundo o diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital, Ricardo Lins Horta, a nova regra aplica ao ambiente digital uma exigência já prevista para o mundo físico: crianças e adolescentes precisam de alvará judicial para exercer atividade artística ou participar de publicidade.

Relatório do Comitê Consultivo criado pelo MJSP sobre regulação de influenciadores mirins está em fase de revisão. Foto: Divulgação/MJSP
Relatório do Comitê Consultivo criado pelo MJSP sobre regulação de influenciadores mirins está em fase de revisão. Foto: Divulgação/MJSP
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“O decreto estabeleceu prazo de 90 dias, a partir da assinatura presidencial, para a implementação dessa obrigatoriedade. O Comitê Consultivo criado pelo MJSP para se debruçar sobre o tema fez sua última reunião em 21 de maio, e o relatório final está em fase de revisão”, explicou Horta.

A implementação do artigo 34 tem mobilizado diferentes órgãos públicos e plataformas digitais na construção de procedimentos e soluções técnicas para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Proteção integral e economia criativa

Com metodologia de diálogo estruturado e sem apresentações formais, o encontro promoveu troca aberta entre os participantes em dinâmicas de grupo sobre os desafios enfrentados por plataformas, Poder Judiciário e criadores de conteúdo para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes sem inviabilizar a economia criativa.

Participaram dos debates representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), de Ministérios Públicos estaduais, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério da Saúde (MS), além de integrantes do Google Brasil/YouTube e de organizações da sociedade civil, como Instituto Alana, SaferNet, Childhood Brasil e Redes Cordiais.

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Pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade de Brasília (UnB), além de produtores de conteúdo e representantes da indústria do entretenimento digital, também apresentaram sugestões para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes sem inviabilizar a economia criativa.
De acordo com a equipe do ITS Rio, o fenômeno dos influenciadores mirins evidencia a tensão entre a proteção de direitos fundamentais e a regulação de um setor econômico em expansão.

Organização independente e sem fins lucrativos, o ITS Rio atua para promover o uso criativo, justo e inclusivo das tecnologias digitais no Brasil e no Sul Global. A instituição desenvolve pesquisas, parcerias e ações de educação voltadas à análise dos impactos legais, sociais, econômicos e culturais da tecnologia, além da promoção de boas práticas regulatórias para a proteção de direitos fundamentais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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