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Açúcar e Etanol Registram Queda nos Mercados Interno e Internacional

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Os preços do açúcar retornaram à tendência de baixa nesta terça-feira (20), tanto nos mercados internacionais quanto no doméstico.

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto apresentaram queda:

  • Março/26: -0,24 cent, fechando a 14,72 centavos de dólar por libra-peso (cents/lbp)
  • Maio/26: -0,20 cent, cotado a 14,34 cents/lbp
  • Julho/26: -0,19 cent, encerrando a 14,35 cents/lbp
  • Outubro/26: -0,18 cent, fechamento a 14,65 cents/lbp

Em Londres, o açúcar branco também seguiu o movimento negativo:

  • Março/26: -US$ 5,30, a US$ 422,50 por tonelada
  • Maio/26: -US$ 4,80, a US$ 421,60 por tonelada
  • Agosto/26: -US$ 4,50, a US$ 417,10 por tonelada
  • Outubro/26: -US$ 4,60, a US$ 415,10 por tonelada
Mercado interno acompanha queda do açúcar

No Brasil, o açúcar cristal registrou baixa, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP). A saca de 50 kg foi comercializada a R$ 103,44, recuo de 0,89% em relação ao dia anterior. No acumulado de janeiro, a queda chega a 5,96%.

Conforme destaca o portal Notícias Agrícolas, a pressão negativa nos preços está ligada principalmente ao aumento da produção na Índia. Em novembro, a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) elevou a projeção da safra 2025/26 para 31 milhões de toneladas, acima das 30 milhões previstas anteriormente, crescimento de cerca de 18,8% sobre o ciclo anterior.

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Além disso, o governo indiano estuda autorizar volumes adicionais de exportação para reduzir o excedente interno, o que tende a aumentar a oferta global e manter os preços pressionados.

Etanol hidratado registra leve desvalorização

No mercado de biocombustíveis, o etanol hidratado também apresentou queda, conforme o Indicador Diário Paulínia. O produto foi negociado a R$ 3.169,00/m³, queda de 0,24% em relação ao fechamento anterior (R$ 3.176,50/m³). Apesar disso, no acumulado de janeiro, o etanol ainda registra valorização de 4,24%.

O mercado paulista de etanol spot registrou preços recordes na segunda semana de janeiro, com base PVU em Ribeirão Preto atingindo R$ 3,68 por litro, o maior nível desde junho de 2022. A valorização reflete a escassez do biocombustível e o aumento dos preços da gasolina C, que mantém a competitividade do etanol no consumo.

Volatilidade nos mercados reflete cenários divergentes

De acordo com análise da StoneX, o açúcar bruto chegou a testar 15 cents/lbp na última semana, mas não conseguiu sustentar o patamar, refletindo fundamentos mistos:

  • Oferta global positiva na Índia pressiona os preços para baixo
  • Produção na Tailândia abaixo de 20% do ano anterior limita queda mais acentuada
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No mercado interno, a firmeza dos preços do etanol, combinada com as oscilações do mercado internacional de açúcar, mantém atenção no setor sucroenergético, que navega entre queda e valorização em diferentes segmentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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