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Açúcar recua nas bolsas internacionais, mas ainda acumula alta na semana

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O mercado internacional do açúcar encerrou a última semana com volatilidade. Apesar das quedas registradas nas bolsas de Nova York e Londres, a commodity acumulou ganhos superiores a 1%, impulsionados por preocupações com a safra brasileira. Ao mesmo tempo, o cenário global de aumento de oferta, especialmente na Índia, volta a exercer pressão sobre as cotações.

Produção do Centro-Sul registra queda em julho

De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a produção do Centro-Sul brasileiro na segunda quinzena de julho somou 3,6 milhões de toneladas, queda de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No acumulado da safra 2025/26 até julho, a produção já recua 7,8%, totalizando 19,268 milhões de toneladas. A produtividade agrícola também foi afetada: segundo o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), entre abril e julho houve queda de 10%, com média de 79,84 toneladas por hectare.

Um ponto de destaque foi o aumento da destinação da cana para açúcar, que passou de 50,32% em 2024 para 54,10% neste ciclo, compensando parcialmente as perdas e refletindo a busca das usinas por maior rentabilidade.

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ATR atinge menor nível em uma década

Outro fator que preocupa o setor é a qualidade da matéria-prima. O Açúcar Total Recuperável (ATR) atingiu o menor nível dos últimos dez anos, comprometendo o rendimento industrial das usinas.

Desempenho nas bolsas internacionais

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos futuros de açúcar bruto recuaram. O contrato de outubro/25 caiu 14 pontos, para 16,44 centavos de dólar por libra-peso, enquanto março/26 fechou a 17,13 centavos, queda de 15 pontos.

No início desta semana, os preços mantiveram tendência negativa: outubro/25 foi negociado a 16,25 centavos de dólar por libra-peso (-1,16%) e março/26 a 16,94 centavos (-1,11%).

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco também cedeu. O contrato de outubro/25 caiu US$ 8,20, cotado a US$ 481,20 por tonelada, enquanto dezembro/25 perdeu US$ 5,10, fechando em US$ 473,40 por tonelada. No pregão seguinte, o contrato de outubro/25 foi negociado a US$ 475,40, baixa de 1,21%.

Mercado interno mostra avanço no açúcar cristal

No Brasil, o açúcar cristal apresentou valorização. O Indicador Cepea/Esalq (USP) registrou a saca de 50 quilos a R$ 121,18, alta de 1,28%.

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Índia deve ampliar produção e pressiona preços globais

No cenário externo, a expectativa de maior produção na Índia, segundo maior produtor mundial, pressiona as cotações. Projeções apontam para crescimento de 19% na safra 2025/26, atingindo 35 milhões de toneladas, após retração de 17,5% no ciclo anterior. O avanço é atribuído ao aumento da área plantada e às chuvas intensas da monção.

Exportações brasileiras desaceleram em agosto

Nos portos brasileiros, o número de navios aguardando embarque caiu para 76 na semana encerrada em 13 de agosto, ante 80 na semana anterior, segundo a agência marítima Williams Brasil.

O volume agendado para embarque foi de 3,317 milhões de toneladas, abaixo das 3,577 milhões registradas na semana anterior. No acumulado de agosto, as exportações somaram 1.094.070 toneladas, gerando receita de US$ 459,015 mil, com preço médio de US$ 419,50 por tonelada.

Na comparação com agosto de 2024, houve queda de 6% na média diária de receita com as vendas externas de açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova tecnologia reduz ruído e emissões em embarcações de pesca brasileiras

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Uma nova tecnologia está sendo testada em embarcações de pesca para reduzir ruídos e emissões durante as operações. A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e busca contribuir para a transição energética da atividade pesqueira nas regiões Sul e Sudeste do país. Em Torres (RS), representantes das instituições acompanharam uma das etapas do projeto, que prevê a adoção de tecnologias de energia limpa em embarcações utilizadas na pesca de emalhe e de arrasto.

A iniciativa utiliza motores de guincho movidos a energia elétrica e busca avaliar, na prática, os benefícios da tecnologia para os pescadores, entre eles a redução de emissões e do nível de ruído durante as operações. O projeto também considera as características das embarcações e a realidade socioeconômica das comunidades pesqueiras, com o objetivo de desenvolver soluções que possam ser incorporadas ao cotidiano dos trabalhadores.

Durante a atividade na cidade gaúcha, foram apresentados os principais resultados alcançados e as perspectivas para as próximas etapas. Um dos avanços foi a instalação de um novo equipamento na embarcação do pescador Benjamin Alves, que participou dos testes da tecnologia.

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Para o professor Federico Sucunza, um dos coordenadores do projeto, a experiência demonstra a importância da integração entre o conhecimento científico e os saberes dos pescadores para o desenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades reais da pesca artesanal. “Foi um desafio muito grande conseguir trazer essa tecnologia e instalar nas embarcações de pesca artesanal. Os benefícios são muitos, como a redução do ruído e das emissões, além de todo o impacto positivo que isso pode ter para o pescador”, destacou.

Segundo Federico, a participação dos pescadores no desenvolvimento e na avaliação da tecnologia foi fundamental para aprimorar a solução. “É o conhecimento do pescador que vai garantir que essa tecnologia desenvolvida na universidade seja aplicada durante o trabalho”, afirmou. O professor também ressaltou a importância da parceria entre universidade, comunidades pesqueiras e poder público. “Essa colaboração entre universidade, pesca e comunidade, junto com o apoio do Ministério da Pesca, foi fundamental”, disse.

A instalação do novo motor representa ainda um avanço na busca por melhores condições de trabalho a bordo. Entre os benefícios observados está a redução do ruído durante a operação, um aspecto destacado pelo pescador Benjamin, primeiro profissional a receber o equipamento no âmbito do projeto. Além da redução de ruídos e emissões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade da tecnologia e sua adaptação às diferentes condições da pesca. A experiência realizada em Torres poderá contribuir para o aprimoramento dos equipamentos e para futuras ações de transição energética no setor.

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A ação está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos compromissos assumidos pelo Brasil relacionados às mudanças climáticas. A parceria entre o MPA e a UFJF busca contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que promovam uma atividade pesqueira mais sustentável, reduzindo emissões e impactos ambientais sem desconsiderar as condições de trabalho e a realidade das comunidades que dependem da pesca.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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