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Agosto Lilás: onde a violência contra a mulher estiver, meta a colher! Disque 180

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Quem nunca ouviu que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”? É justamente essa ideia, ainda tão presente na cultura brasileira, que a campanha do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) quer questionar na quarta semana alusiva aos 19 anos da Lei Maria da Penha. Com o tema “Onde a violência contra a mulher estiver, meta a colher! Disque 180!”, a mensagem também está sendo divulgada no Instagram do TJMT (@tjmt.oficial) e reforça que violência doméstica não é assunto privado, é crime e deve ser denunciado.

A omissão da sociedade diante de agressões físicas, psicológicas ou morais alimenta o ciclo da violência e contribui para que situações que poderiam ser interrompidas logo no início acabem resultando em casos graves, até mesmo no feminicídio. A responsabilidade de proteger mulheres em situação de risco é de todos: vizinhos, familiares, colegas de trabalho ou até mesmo quem presencia um ato de violência na rua. O Disque 180 é um canal seguro, gratuito e anônimo, disponível 24 horas por dia, para denúncias e orientações.

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O enfrentamento da violência contra a mulher não se limita à punição de quem comete os crimes. Em Mato Grosso, o TJMT também desenvolve grupos de educação e reflexão para homens autores de violência doméstica e familiar, como forma de conscientização e responsabilização. Esses grupos cumprem medidas alternativas que têm como objetivo prevenir novas agressões, promover a mudança de comportamento e reduzir os índices de reincidência.

O trabalho é realizado em diversas cidades, como Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, Cláudia e Várzea Grande, e integra a política do Judiciário estadual de promover não só justiça, mas também transformação social. Por meio desses grupos, homens são orientados a compreender as causas da violência, reconhecer a gravidade dos seus atos e refletir sobre a construção de relações baseadas no respeito.

A campanha do TJMT durante todo o mês de agosto destaca que denunciar não é “se intrometer” na vida alheia, mas sim um ato de cuidado que pode salvar vidas. A violência contra a mulher é uma questão pública, e cada denúncia representa uma chance real de interromper o ciclo de agressões e proteger quem sofre calada.

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Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Judiciário e UFR unem forças em evento para combater a violência nas escolas

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Arte do evento No próximo dia 18 de junho, das 18h30 às 22h, o Anfiteatro da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) será o ponto de encontro de uma cooperação estratégica para o cenário educacional e jurídico regional. O evento “Diálogos Acadêmicos – Educação Jurídica no Ensino Fundamental e Médio como Instrumento de Prevenção e Enfrentamento da Violência nas Escolas” vai reunir representantes do Judiciário, do curso de Direito da UFR, magistrados(as) do Grupo de Estudos da Magistratura do Estado (Gemam), de órgãos públicos e da sociedade civil para propor soluções imediatas e de impacto real contra a violência nas salas de aula.

Clique neste link para efetuar sua inscrição.

A iniciativa tem como objetivo central identificar, analisar e enfrentar problemas sociais concretos relacionados à violação de direitos na região sul de Mato Grosso, por meio da criação de um espaço qualificado de diálogo institucional e construção de soluções jurídicas efetivas. O encontro adotará a metodologia de Problem-Based Learning (Aprendizagem Baseada em Problemas) para estruturar um ambiente de debate resolutivo. Nessa dinâmica, a sociedade civil apresenta as demandas reais das escolas, a magistratura delimita as balizas e os marcos normativos, e a universidade atua propondo soluções práticas construídas por meio do ensino, da pesquisa e da extensão.

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O evento contará com a participação de diversas autoridades, como o desembargador Márcio Vidal (diretor-geral da Esmagis-MT); a coordenadora do Gemam, juíza Alethea Assunção Santos; a responsável pela fundamentação constitucional do evento, juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; a reitora da UFR, Analy Castilho Polizel de Souza; Prof. Dr. Anderson Nogueira Oliveira (coordenador de Direito da UFR) e Sophia Baptistella (presidente da LegalTech Jr. e idealizadora do projeto de Lei).


Episódios de violência e déficit de confiança

Para esta edição, os debates serão balizados por dados científicos preocupantes obtidos em uma pesquisa de campo realizada com 724 estudantes de Rondonópolis. O diagnóstico revelou não apenas a recorrência de episódios de violência, como bullying e cyberbullying, mas também um grave déficit de confiança dos alunos em relação aos canais tradicionais de denúncia, como familiares, professores e órgãos públicos.

Na oportunidade, o Curso de Direito da UFR apresentará, durante a programação, o aplicativo Alertia, desenvolvido por docentes e discentes como desdobramento do projeto de extensão “Noções de Direito nas Escolas” — iniciativa que já havia impactado mais de mil estudantes e que inspirou a criação da Lei Municipal nº 14.301/2025.

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O dispositivo funcionará como uma plataforma segura de recepção de denúncias escolares, permitindo a coleta estruturada de informações, a produção de elementos probatórios, o encaminhamento rápido às autoridades competentes e a viabilização de mecanismos de mediação extrajudicial de conflitos dentro das próprias unidades de ensino.

O evento tem capacidade para 200 pessoas.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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