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Agricultura de precisão cresce na América Latina com softwares inovadores para produtores

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A agricultura de precisão tem ganhado cada vez mais relevância no Brasil e em toda a América Latina, impulsionada pela necessidade de aumentar a eficiência no campo e reduzir desperdícios. Previsões de mercado indicam que o setor deve crescer mais de 12% ao ano até 2030, movimentando bilhões de dólares e se consolidando como elemento estratégico para um agro mais produtivo e sustentável.

Tecnologias como drones, sensores e softwares impulsionam produtividade

O avanço de tecnologias como sensores, drones e softwares agrícolas permite aos produtores planejar e executar atividades com maior precisão. Além de elevar a produtividade, essas ferramentas contribuem para a sustentabilidade, reduzindo o uso de insumos e preservando recursos naturais.

AgroCAD® se destaca como ferramenta estratégica para produtores

Neste contexto, o AgroCAD®, desenvolvido pela empresa Tecgraf Agro, surge como uma solução prática e eficiente. O software permite:

  • Projetar linhas de plantio;
  • Programar manobras de tratores com piloto automático;
  • Mapear talhões;
  • Antecipar riscos no campo.

De acordo com João Camelini, um dos desenvolvedores do AgroCAD®, o software utiliza o Civil 3D como plataforma, originalmente criada para projetos de topografia urbana. “Adaptamos esses recursos poderosos para a agricultura, permitindo que os produtores planejem cada detalhe de forma precisa, assim como se faz em grandes projetos de engenharia”, explica Camelini.

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Planejamento técnico como diferencial competitivo

Camelini reforça que a agricultura moderna exige planejamento detalhado. “Antigamente, o trabalho no campo era mais intuitivo, transmitido entre gerações. Hoje, é pura técnica. Quem não adotar o planejamento digital e o uso de ferramentas como o AgroCAD® ficará atrás da concorrência e terá dificuldade para se manter competitivo”, alerta.

Expansão da agricultura digital na América Latina

Com a digitalização acelerada do campo, a expectativa é que softwares como o AgroCAD® se expandam rapidamente pelo Brasil e por outros países latino-americanos, consolidando a região como referência em inovação agrícola e eficiência produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de café do Brasil pode atingir recorde de 75,65 milhões de sacas na safra 2026/27

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A produção brasileira de café para a safra 2026/27 foi revisada para cima pela consultoria Safras & Mercado, que passou a estimar um volume recorde de 75,65 milhões de sacas de 60 kg. A projeção anterior era de 71 milhões de sacas.

O novo número representa um crescimento de 17% em relação à temporada passada, consolidando uma expectativa positiva para o setor cafeeiro nacional.

Condições climáticas favoráveis impulsionam produtividade das lavouras

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, o bom desempenho das lavouras está diretamente ligado às condições climáticas observadas nos primeiros meses do ano.

Segundo ele, o regime de chuvas adequado e temperaturas mais amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas, resultando em maior carga produtiva.

“Chuvas em bom volume e temperaturas mais amenas garantiram bom desenvolvimento das plantas, o que acabou se refletindo em uma carga produtiva mais elevada”, destaca o analista.

Esse cenário também confirmou as boas expectativas geradas durante o período de florada, reforçando o otimismo do mercado e justificando a revisão positiva da safra.

Café arábica lidera crescimento e se destaca na produção nacional

O principal destaque da revisão é o café arábica, cuja produção está estimada em 49,95 milhões de sacas, ante 46,70 milhões projetados anteriormente.

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Esse volume representa um avanço de 29% em relação à temporada passada, que foi fortemente impactada pela seca registrada em 2024.

Produção de conilon apresenta leve recuo, mas supera projeções iniciais

Já a produção de café conilon/robusta está estimada em 25,70 milhões de sacas na safra 2026/27, o que representa uma leve queda de 1,2% em relação ao ciclo anterior.

Apesar do recuo, o desempenho foi melhor do que o inicialmente projetado, que indicava queda de 6%. O resultado foi sustentado pelo crescimento da produção em Rondônia e por um desempenho acima do esperado no Espírito Santo.

Exportações de café recuam em março, com queda em volume e receita

No comércio exterior, o Brasil exportou 3,040 milhões de sacas de café em março, gerando uma receita cambial de US$ 1,125 bilhão, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve queda de 7,8% no volume embarcado e retração de 15,1% na receita.

Embarques acumulados também apresentam queda no ano-safra

No acumulado dos nove primeiros meses do ano-safra 2025/2026, as exportações brasileiras somaram 29,093 milhões de sacas, volume 21,2% inferior ao registrado no mesmo período anterior.

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Apesar da redução no volume, a receita cambial alcançou US$ 11,431 bilhões, alta de 2,9% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior, refletindo preços mais elevados no mercado internacional.

Desempenho no primeiro trimestre confirma retração nas exportações

No primeiro trimestre deste ano, os embarques brasileiros totalizaram 8,465 milhões de sacas, uma queda de 21,2% frente às 10,739 milhões exportadas no mesmo período do ano passado.

A receita cambial no período foi de US$ 3,371 bilhões, recuo de 13,6% em relação aos US$ 3,901 bilhões registrados nos três primeiros meses de 2025.

Mercado acompanha safra recorde e ritmo mais lento das exportações

O cenário atual do café brasileiro combina expectativas de safra recorde, impulsionada por condições climáticas favoráveis, com um ritmo mais lento nas exportações, influenciado por fatores de mercado e logística.

A combinação desses elementos deve seguir no radar dos agentes do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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