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Agrodefesa intensifica fiscalização em lavouras de soja para evitar chegada do Amaranthus palmeri em Goiás

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Vigilância reforçada contra praga invasora

Com o registro recente do Amaranthus palmeri em São José do Rio Preto e a presença confirmada da planta em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou as inspeções fitossanitárias em lavouras de soja no estado. O objetivo é prevenir a entrada e a disseminação da praga quarentenária, considerada uma das mais agressivas para a cultura.

Ameaça à principal cultura goiana

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que a soja é o principal produto agrícola de Goiás e, por isso, requer atenção redobrada.

“A Agrodefesa tem reforçado as ações preventivas para evitar prejuízos aos produtores. É essencial que os agricultores mantenham boas práticas de manejo e fiquem atentos a qualquer sinal da presença dessa planta invasora”, alertou.

Características e riscos do Amaranthus palmeri

Segundo Leonardo Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, o Amaranthus palmeri — também conhecido como caruru-palmeri ou caruru-gigante — é uma planta daninha exótica de crescimento rápido e alta agressividade.

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A espécie possui resistência a diversos tipos de herbicidas e tem elevada capacidade de dispersão. “Cada planta fêmea pode produzir entre 200 mil e 500 mil sementes, o que torna seu controle extremamente difícil”, explicou Macedo.

Medidas preventivas nas propriedades

A Agrodefesa tem intensificado o trabalho dos fiscais estaduais agropecuários em lavouras de soja e nas áreas de rotação com milho. As equipes orientam os produtores sobre o reconhecimento da praga e o manejo adequado, reforçando o monitoramento das áreas produtivas para evitar prejuízos econômicos.

Cuidados com equipamentos e sementes

A principal forma de disseminação do Amaranthus palmeri ocorre por meio de máquinas e implementos agrícolas contaminados, além da mistura de sementes.

Leonardo Macedo recomenda medidas básicas de prevenção:

  • Higienização rigorosa de equipamentos agrícolas;
  • Uso de sementes certificadas e livres de contaminação;
  • Vigilância constante nas áreas de cultivo.

“A adoção dessas práticas é essencial para impedir a introdução da praga e garantir a segurança da produção agrícola goiana”, reforçou o gerente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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