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Agroindústrias fecharam R$ 432 milhões em negócios na Anuga

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Segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgado nesta quinta-feira (09.10), as agroindústrias brasileiras fecharam R$ 432 milhões em negócios e projeta mais de R$ 3,8 bilhões em contratos futuros ao longo dos próximos 12 meses, a partir da partipação na Anuga 2025, maior feira de alimentos e bebidas da Europa, realizada em Colônia, na Alemanha.

O estande brasileiro reuniu empresas dos setores de frango, carne suína, ovos e genética avícola. A presença do setor foi promovida pela ABPA em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e contou com 26 empresas no estande setorial,  além de outras cinco companhias com espaços próprios.

O evento marcou a primeira grande participação brasileira na União Europeia após a reabertura do mercado europeu à carne de frango, suspenso temporariamente em maio por causa de um foco isolado de gripe aviária.

Segundo especialistas do setor, o desempenho na feira consolida a recuperação da confiança internacional na cadeia de proteína animal do país. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e um dos líderes globais na produção de carne suína e ovos. A diversificação dos mercados compradores e a retomada dos embarques para a Europa são vistas como essenciais para sustentar o ritmo de crescimento das exportações em 2025.

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A presença brasileira na Anuga integra o projeto setorial ABPA–ApexBrasil, voltado à promoção da avicultura e da suinocultura em feiras estratégicas, ações de imagem e aproximação com potenciais importadores. A iniciativa reforça o posicionamento do agronegócio nacional como fornecedor estável e competitivo de alimentos para o mundo.

Fonte: Pensar Agro

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Mercado de soja pressiona preços e reduz margem do produtor brasileiro, aponta análise do setor

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O mercado de soja enfrenta um cenário desafiador em nível global, com ampla oferta e perspectivas favoráveis de produção pressionando as cotações. No Brasil, a combinação de queda nos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago e a valorização do real frente ao dólar tem desacelerado o ritmo de negócios.

Segundo analistas do setor, o momento exige cautela por parte dos produtores, especialmente diante da dificuldade em obter preços mais atrativos.

Excesso de oferta global impacta preços da soja

A atual conjuntura internacional é marcada por elevada disponibilidade da oleaginosa, o que tem limitado a recuperação das cotações no mercado global.

De acordo com Rafael Silveira, analista e consultor da Safras & Mercado, o principal desafio para o Brasil neste momento está relacionado à formação de preços. “Para o produtor brasileiro, o maior problema hoje é o preço”, destaca.

Estados Unidos e China influenciam perspectivas do mercado

Nos Estados Unidos, a demanda interna segue aquecida, impulsionada pelo bom desempenho do esmagamento. Além disso, o mercado acompanha a possibilidade de retomada das compras por parte da China, fator que pode trazer sustentação aos preços internacionais.

Para o Brasil, há expectativa de melhora no segundo semestre, caso os estoques norte-americanos diminuam e contribuam para a valorização das cotações na Bolsa de Chicago.

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Safra argentina avança sem problemas e reforça oferta global

Na Argentina, outro importante player do mercado, o cenário é considerado positivo. Segundo o analista Agustin Geier, não há sinais de atraso na colheita e a produção deve alcançar cerca de 49,8 milhões de toneladas.

A expectativa de uma safra robusta no país vizinho reforça o quadro de oferta elevada no mercado internacional.

Guerra no Oriente Médio eleva volatilidade nos subprodutos

O mercado de derivados da soja também tem sido impactado por fatores externos. A guerra no Irã elevou os preços do petróleo, trazendo suporte ao óleo de soja, que é utilizado como matéria-prima para biodiesel.

De acordo com o consultor Gabriel Viana, esse movimento tem gerado maior volatilidade nos preços dos subprodutos da oleaginosa.

Produção brasileira deve bater novo recorde na safra 2025/26

Apesar das dificuldades no mercado, a produção brasileira de soja segue em expansão. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 deve atingir 179,151 milhões de toneladas, crescimento de 4,5% em relação ao ciclo anterior.

A estimativa foi revisada para cima no 7º levantamento da safra, reforçando o potencial produtivo do país.

Indústria projeta recorde no processamento de soja em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) também revisou positivamente suas projeções para o complexo soja em 2026.

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O processamento interno deve alcançar 62,2 milhões de toneladas, avanço de 1,1% em relação à estimativa anterior. Esse crescimento reflete a forte oferta de matéria-prima e a expansão da demanda por derivados.

Produção de farelo e óleo deve crescer com maior valor agregado

Com o aumento do esmagamento, a produção de farelo de soja deve chegar a 47,9 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja está estimada em 12,5 milhões de toneladas.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor da Abiove, o desempenho reforça a resiliência da indústria nacional.

“A conversão da soja em produtos de maior valor agregado fortalece tanto a matriz energética quanto o abastecimento alimentar do país”, afirma.

Cenário exige atenção estratégica do produtor brasileiro

Mesmo diante de uma safra recorde e de uma indústria aquecida, o produtor brasileiro enfrenta um cenário desafiador, marcado por preços pressionados e margens reduzidas.

A combinação de fatores internos e externos reforça a necessidade de planejamento e estratégia na comercialização, especialmente em um ambiente de elevada volatilidade e incertezas no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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