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Agronegócio brasileiro alcança recorde histórico de 28,58 milhões de trabalhadores no 3º trimestre de 2025

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Emprego no campo atinge novo patamar histórico

O agronegócio brasileiro registrou 28,58 milhões de pessoas empregadas no terceiro trimestre de 2025 — um aumento de 2% em relação ao mesmo período de 2024, o que representa cerca de 569 mil novos postos de trabalho.

Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Esse é o maior número de trabalhadores já registrado desde o início da série histórica do levantamento, em 2012.

Participação do agronegócio cresce no total de empregos do país

No mesmo período, o mercado de trabalho nacional apresentou um avanço de 1,3%, o equivalente a 1,37 milhão de trabalhadores.

Com isso, a participação do agronegócio no total de ocupações do Brasil subiu de 26,15% para 26,35% entre 2024 e 2025, reforçando a importância do setor na geração de empregos.

Segmento de insumos se destaca com crescimento de 1,5%

O segmento de insumos agropecuários apresentou expansão de 1,5% na comparação anual.

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O destaque ficou para as indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas, que impulsionaram o desempenho do setor.

De acordo com o Cepea/CNA, o aumento no número de trabalhadores nessas indústrias reflete o fortalecimento econômico da produção agropecuária, que vem ampliando a demanda por insumos nos últimos anos.

Crescimento dentro da porteira impulsiona agricultura e pecuária

As atividades dentro da porteira também registraram alta, com um crescimento de 0,7% no contingente de trabalhadores.

O avanço foi resultado do desempenho positivo tanto da agricultura quanto da pecuária, que seguem aquecendo a demanda por mão de obra em todo o país.

Agroindústria avança com apoio de etanol e produtos de origem animal

O setor agroindustrial cresceu 1% na comparação com o terceiro trimestre de 2024.

Entre as agroindústrias de base agrícola, destacaram-se as áreas de vestuário, bebidas, móveis de madeira e produção de etanol.

Já entre as indústrias de base pecuária, o crescimento foi sustentado pelos segmentos de abate de animais e laticínios, refletindo a retomada das atividades e a alta na produção.

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Agrosserviços têm o maior avanço entre os segmentos

O segmento de agrosserviços foi o que mais cresceu, com alta de 4,5% na comparação anual.

Esse resultado demonstra não apenas o fortalecimento da economia brasileira, mas também o papel cada vez mais estratégico dos serviços ligados ao agronegócio — que incluem desde o processamento de produtos agroindustriais até a logística e distribuição.

Segundo o Cepea/CNA, o bom desempenho do setor é impulsionado pela retomada da produção agroindustrial, pelas expectativas de safras recordes e pelo aumento do abate de animais, fatores que intensificam a demanda por mão de obra especializada e fortalecem o mercado de trabalho no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Em painel da FAO em Roma, é apresentado relatório que mostra crescimento mundial da Pesca e Aquicultura

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Ao participar nesta segunda-feira (08) da 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (COFI37), em Roma, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “A participação no Comitê integra a estratégia do MPA de ampliar o diálogo internacional, promover o intercâmbio de experiências e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura”. A missão brasileira participou de um espaço dinâmico de debates rápidos e informais que funciona como uma plataforma paralela às sessões plenárias oficiais. O Ministério da Pesca e Aquicultura também formalizou dois Memorandos de Entendimento (MdE) para ampliar a cooperação em pesca e aquicultura: um entre o MPA e a FitI e outro entre Brasil e Itália.

Durante a programação, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da presença brasileira no principal fórum internacional dedicado às políticas de pesca e aquicultura e da construção de parcerias com outros países e instituições. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Brasil com reforço para a necessidade de aproximar produção, sustentabilidade, ciência e segurança alimentar. “O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional”, afirmou o ministro.

Brasil e Itália ampliam parceria

Um dos principais momentos da agenda desta terça-feira foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Itália na área de pesca e aquicultura. O acordo estabelece uma agenda de cooperação entre os dois países, com possibilidade de intercâmbio de conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável das atividades pesqueiras e aquícolas.

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Para o MPA, a parceria representa uma oportunidade de fortalecer a troca de conhecimentos e aproximar instituições brasileiras e italianas em temas estratégicos para o setor. A cooperação internacional também contribui para ampliar a participação do Brasil nas discussões sobre sustentabilidade dos recursos pesqueiros, inovação, desenvolvimento da aquicultura e segurança alimentar.

MPA também assina MdE com a FitI

Outro acordo firmado durante a missão foi o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Iniciativa de Transparência nas Pescas (Fisheries Transparency Initiative – FitI). A FitI é uma parceria global multissetorial que visa tornar a gestão da pesca marinha mais transparente, sustentável e responsável. Fundada em 2015, ela funciona por meio de um esforço conjunto entre governos, empresas pesqueiras e a sociedade civil, fornecendo um padrão único para a publicação de dados confiáveis sobre o setor pesqueiro.

A parceria amplia o diálogo institucional e abre espaço para ações conjuntas de interesse do setor, com foco no intercâmbio e na cooperação em pesca e aquicultura. A assinatura dos dois documentos reforça a atuação do MPA no cenário internacional e a busca por parcerias que possam contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Pesca e aquicultura brasileiras no debate internacional

A participação brasileira no COFI37 ocorre em um momento de fortalecimento das políticas nacionais para a pesca e a aquicultura. Entre os temas defendidos pelo Brasil estão o desenvolvimento sustentável da produção, a valorização da pesca artesanal, o fortalecimento das comunidades pesqueiras, a ampliação da aquicultura e a construção de políticas públicas baseadas em ciência e dados.

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Durante a missão em Roma, o ministro também destacou a importância de garantir que o debate internacional considere a realidade dos pescadores e produtores e contribua para transformar os compromissos assumidos em ações concretas.

“Precisamos fortalecer a cooperação e compartilhar experiências para que possamos avançar na construção de uma pesca e uma aquicultura cada vez mais sustentáveis”, afirmou Edipo.

A programação do MPA em Roma segue ao longo da semana, com participação nas discussões do COFI37 e em reuniões bilaterais voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional e à promoção da pesca e da aquicultura brasileiras.  Também será discutido, ainda hoje, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR). Nesse contexto, o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) aparece como um dos principais instrumentos para combater a pesca INDNR, especialmente por meio do controle da entrada de embarcações e do compartilhamento de informações entre os países.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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