Com uma das orlas mais bonitas do Brasil, Maceióé uma das capitais litorâneas mais procuradas para turismo. Além das praias mais agitadas no perímetro urbano, que não decepcionam em nada, a cidade também possui opções mais isoladas para quem busca sossego.
Três belas praias – Pajuçara , Ponta Verde e Jatiúca – ocupam 6 km de orla arborizada, com ciclovia, calçadão, barracas e mar colorido, protegido por piscinas naturais. Essa região concentra os hotéis da cidade e é bem servida de transporte público.
Para conhecer praias mais ao norte, como as extensas e menos movimentadas Pratagi e Ipioca , vale alugar um carro ou contratar o serviço de uma agência de passeios.
Saiba mais sobre cada praia a seguir:
1. Praia de Pajuçara
Conhecida por ter as águas mais calmas de Maceió , a Praia de Pajuçara é movimentada da manhã até a noite, já que abriga o calçadão da capital alagoana. Pajuçara também é o ponto de partida das jangadas que vão até os bancos de areia e as piscinas naturais a cerca de 20 minutos da costa.
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Passeios de jangada partem de Pajuçara Mario Roberto Durán Ortiz/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons
2. Praia da Ponta Verde
Uma boa pedida para quem não quer apenas os mergulhos no mar, a Praia de Ponta Verde fica próxima ao calçadão e garante uma vista exuberante para quem gosta de pedalar ou fazer caminhadas.
O grande marco é o farol, construído a cerca de 600 metros da faixa litorânea, sobre pilares. A estrutura pode ser acessada a pé quando a maré está baixa, mas atenção: é importante lembrar de não ir descalço, já que pedras e corais pelo caminho podem machucar os pés.
Farol é marco da Praia de Ponta Verde Ricardo Lêdo/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons
3. Praia de Jatiúca
Com ondas mais fortes, Jatiúca é uma das praias urbanas de Maceió e conta com uma boa estrutura de quiosques. Muito procurada por surfistas, a areia é menos apinhada do que as vizinhas e costuma ter uma boa faixa de sombra ao longo da tarde.
Praia de Jatiúca costuma ser menos movimentada que outras praias urbanas de Maceió Gustavocrocha/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons
4. Praia de Pratagi
Saindo da área urbana e seguindo por 16 km rumo ao norte, o visitante encontra a Praia de Pratagi e a sombra dos coqueiros. O lugar, fora do burburinho, tem água cristalina e boa estrutura para passar o dia entre mar, rio e Mata Atlântica.
O mar costuma ser agitado, o que pode afastar banhistas e quem viaja com crianças, mas o local também conta com piscinas naturais de água amena e uma extensa faixa de areia que convida à prática de esportes.
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Piscinas naturais são atrativo da Praia de Pratagi Pratagy Resort/Divulgação
5. Praia de Ipioca
Distanciando-se ainda mais do centro da capital, a cerca de 25 km, a Praia de Ipioca é outro destino que oferece uma experiência mais tranquila, com água cristalina e diversas piscinas naturais. A faixa litorânea é marcada por coqueirais.
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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