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Alexandre Silveira anuncia cerca de R$ 45 milhões para reforçar fiscalização da mineração e combater ilícitos no setor

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta quinta-feira (5/2) a destinação de cerca de R$ 45 milhões para fortalecer as ações de fiscalização, prevenção e repressão a ilícitos minerários no país. Os recursos, provenientes do Acordo Judicial de Reparação Integral e Definitiva decorrente do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, serão aplicados de forma articulada no reforço da Agência Nacional de Mineração (ANM), com alcance em todo o território nacional, e na ampliação do apoio operacional da Polícia Federal em Minas Gerais.

A estratégia integrada amplia a capacidade de atuação do Estado ao combinar o fortalecimento institucional, tecnológico e preventivo da ANM com o reforço do braço investigativo, repressivo e operacional da Polícia Federal, garantindo maior efetividade no enfrentamento à mineração ilegal e na mitigação de riscos associados ao setor.

“Estamos fortalecendo a ANM em diversas frentes, com tecnologia, governança de riscos, transparência e participação social, e, ao mesmo tempo, ampliando o apoio operacional e investigativo da Polícia Federal. Essa articulação é uma forma inteligente de aplicar recursos para ampliar o alcance e a efetividade das políticas públicas”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.

Do total anunciado, aproximadamente R$ 25 milhões serão destinados à ANM para a modernização das ações de fiscalização, prevenção e mitigação de riscos da atividade minerária em 2026. Os investimentos priorizam ferramentas digitais estruturantes, com destaque para o desenvolvimento da Plataforma de Prevenção e Mitigação de Riscos na Mineração, um sistema moderno e integrado voltado à identificação de riscos, ao monitoramento da atividade minerária e à atuação coordenada do poder público em âmbito nacional.

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A iniciativa inclui ainda a implantação de painéis públicos de informação, como os de risco de barragens, além da produção de conteúdos informativos para as comunidades impactadas, ampliando a transparência, o acesso qualificado a informações críticas e o fortalecimento da cultura de prevenção. Também estão previstas ações de educação formal e comunitária, com foco na valorização do conhecimento local e no protagonismo social.

Reforço também na Polícia Federal

Como frente complementar de apoio às ações regulatórias e preventivas da ANM, o ministro Alexandre Silveira articulou a destinação de cerca de R$ 20 milhões para o fortalecimento da atuação da Polícia Federal no combate aos ilícitos minerários ao longo da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais.

A execução do projeto ficará concentrada na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, em Belo Horizonte, e nas delegacias de Governador Valadares, Ipatinga e Juiz de Fora, que atuam como polos operacionais em aproximadamente 200 municípios da região mineira da Bacia do Rio Doce, beneficiando diretamente cerca de 3,1 milhões de habitantes, com impacto positivo sobre comunidades ribeirinhas e territórios vulneráveis.

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Os recursos serão aplicados na ampliação da mobilidade operacional e da comunicação, com a aquisição de viaturas especializadas e blindadas, guincho caracterizado e a modernização da rede de comunicação crítica (TETRA). O projeto também contempla investimentos em pesquisa, inovação e inteligência, com uso intensivo de drones, sensoriamento remoto, inteligência geoespacial, análise de grandes volumes de dados e reforço da capacidade pericial em geologia, engenharia de minas e avaliação de danos ambientais.

Com a execução do projeto, estima-se um aumento de 30% na capacidade operacional da Polícia Federal para o enfrentamento de ilícitos minerários na região, além da ampliação em 30% da cobertura geoespacial fiscalizada em áreas de risco e um incremento de 25% nas operações preventivas e repressivas relacionadas à mineração ilegal.

Segundo o ministro, enquanto a ANM estrutura ações permanentes de regulação, monitoramento e prevenção em escala nacional, o reforço à Polícia Federal assegura a responsabilização penal e o enfrentamento qualificado das organizações criminosas associadas à mineração ilegal, ampliando a efetividade das fiscalizações integradas e das respostas a alertas de irregularidades.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Política Nacional de Proteção de Dados avança com participação social

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Brasília, 15/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), realizou, na sexta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD).

O evento ocorreu em formato híbrido, no Palácio da Justiça, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu representantes do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da sociedade civil, da academia e do setor privado.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, ressaltou o caráter estratégico da primeira audiência pública após dois mandatos do CNPD.

“A construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade representa um passo fundamental. Trata-se de um instrumento que orientará a atuação do Estado brasileiro, fortalecerá os mecanismos de cooperação e ampliará o diálogo interinstitucional em torno dos direitos digitais, promovendo maior coerência, efetividade e participação na formulação de políticas públicas.”

Fernandes também destacou a centralidade do tema para a cidadania digital. “O direito à proteção de dados pessoais e à privacidade é hoje um dos pilares da cidadania digital. Em um contexto de transformação tecnológica acelerada, assegurar esses direitos significa garantir autonomia, dignidade e confiança nas interações digitais.”

A audiência integrou um processo mais amplo de elaboração participativa da política, que tem como referência os subsídios elaborados pelos seis Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs) do CNPD, além das diretrizes encaminhadas pela ANPD ao MJSP. Ao todo, foram registradas 22 inscrições de fala da sociedade civil, além das contribuições dos coordenadores dos GTTs.

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Eixos e propostas

Os grupos de trabalho apresentaram recomendações organizadas em seis eixos estruturantes: educação e capacitação em proteção de dados (GTT 1); mecanismos e práticas de conformidade (GTT 2); governança de dados no setor privado (GTT 3) e no setor público (GTT 4); dados pessoais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação (GTT 5); e harmonização entre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI) (GTT 6).

Entre as propostas apresentadas pelos coordenadores dos GTTs, destacaram-se a criação de uma Escola Nacional de Proteção de Dados, a institucionalização de uma Semana da Privacidade no calendário nacional, o estabelecimento de parcerias com o Ministério da Educação para integrar a temática aos currículos escolares e o desenvolvimento de ferramentas de autoavaliação para órgãos públicos. O GTT 5 propôs 36 subsídios voltados ao equilíbrio entre proteção de direitos e geração de valor econômico a partir do tratamento responsável de dados pessoais.

Representantes da sociedade civil apresentaram contribuições sobre temas como a necessidade de indicadores de monitoramento da política, a harmonização entre a LGPD e o direito de acesso à informação, a regulação do uso de tecnologias de reconhecimento facial e dados biométricos, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e a inclusão de diretrizes específicas para a segurança pública.

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Organizações como o Instituto Alana, a Transparência Brasil, a Open Knowledge Brasil, a Fiquem Sabendo, o Idec, o iFood e o Instituto Sigilo, entre outras, também participaram da audiência.

A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, que participou ao lado do também diretor Iagê Miola, enfatizou a importância de compreender os diferentes anseios e perspectivas da sociedade.

“O CNPD trabalhou diligentemente, constituindo diferentes grupos de trabalho dedicados à abordagem dos diversos temas relacionados à política nacional. Tive a oportunidade de participar de vários desses encontros, nos quais pudemos trocar impressões, compartilhar experiências e acompanhar um trabalho muito sério e competente de construção dessas diretrizes”, disse.

O MJSP informou que as contribuições recebidas durante a audiência, bem como as manifestações escritas que poderão ser encaminhadas posteriormente, serão analisadas e incorporadas ao processo de elaboração da política. A expectativa, reforçada por múltiplos participantes, é que o decreto seja publicado ainda em 2026 — mais de oito anos após a aprovação da LGPD.

“Essa diversidade de perspectivas é fundamental para qualificar a escuta do Governo Federal e contribuir para a elaboração de uma política pública consistente, legítima e representativa”, concluiu Victor Fernandes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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