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Aposentada elogia atendimento humanizado do Cejusc em mutirão realizado em Salto da Alegria

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Foto horizontal colorida, que mostra o juiz coordenador da Justiça Comunitária, José Antonio Bezerra Filho, e a senhora Rita Maria Soares sorrindo para a foto, no pátio da escola onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação. Ele usa boné bege, óculos de sol e camiseta preta da Justiça Comunitária.“Estou muito feliz com essa equipe boa, prestativa, sorridente, graças a Deus! Porque não é fácil enfrentar 200 quilômetros pra vir pra cá. Já estou com 69 anos e ir pra Paranatinga é muito difícil. Muito obrigada a vocês todos que se deslocaram de outros lugares pra vir pra cá atender a gente”. Foi com essas palavras, cheias de entusiasmo e agradecimento, que a aposentada Rita Maria Soares saiu do atendimento que recebeu do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), durante o mutirão Justiça em Ação, ocorrido entre os dias 6 e 7 de maio no distrito de Salto da Alegria (200 km de Paranatinga).

Na oportunidade, ela buscou reaver a documentação de sua chácara, onde vive naquela localidade, que está com a pessoa que intermediou a regularização do imóvel. “Eu paguei, arrumei testemunha e até agora ele não me devolveu esse documento. E eu quero saber por que ele não me deu uma satisfação. E aqui eu encontrei essa bênção divina”, disse, se referindo à gestora jurídica e conciliadora do Cejusc de Paranatinga, Andreia Correa da Costa Carvalho, que realizou seu atendimento.

Foto horizontal colorida, em plano aberto, que mostra a senhora Rita Maria Soares em pé, sendo atendida por duas servidoras da Justiça Comunitária, em uma sala de aula, onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação. No lado esquerdo da foto, aparece um banner do Cejusc. A conciliadora afirmou que o reclamado será convidado a participar de audiência para que possa conversar com dona Rita e entrar em uma solução amigável sobre a entrega do documento.

“Atender a dona Rita foi muito bom porque, primeiro, a simpatia dela faz qualquer um ficar mais animado com a Justiça. Ela estava muito desanimada, triste e preocupada porque já faz muitos anos que ela está correndo atrás de conseguir os documentos dela de volta. E ela saiu animada. Nós vamos marcar a audiência e vai dar tudo certo”, disse Andreia.

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Foto horizontal colorida, em plano aberto, que mostra a senhora Rita Maria sentada, sendo atendida por servidora do CRAS, em uma sala de aula, onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação.Dona Rita conta que é de São Paulo e se mudou para Salto da Alegria em 1990. “Eu vim pra curar de bronquite e fiquei aqui. Eu gosto daqui porque é quente e São Paulo é frio”, diz. Além do atendimento do Cejusc, a aposentada aproveitou o serviço do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) de Paranatinga para solicitar carteirinha de idoso, com a qual pretende viajar com gratuidade ou desconto para sua terra natal. “Preciso ir ver meu bisneto. Então vim aqui pra tirar minha carteirinha de viajar e resolver esse problema”.

Segundo a idosa, se não fosse o mutirão Justiça em Ação em Salto da Alegria, ela não conseguiria resolver seus problemas. “Nada feito! Porque você desloca daqui pra Paranatinga, chega lá o sistema está parado. Então veio todo mundo pra fazer tudo e isso é muito bom”.

Justiça em Ação – Durante os dias 6 e 7 de maio, o Cejusc de Paranatinga foi parceiro do mutirão Justiça em Ação e realizou diversos atendimentos à população, oferecendo serviços de solução consensual de conflitos, dentre eles, divórcios, questões de família, conflitos entre partes de um negócio, entre outros.

No mutirão, também foram realizados atendimentos de emissão de documentos, regularizações junto à Receita Federal, solicitações de benefícios do governo e previdenciários, círculos de construção de paz, orientações jurídicas, atividades de educação e lazer, vacinação, consultas médicas, doações de cestas básicas, livros, roupas, entre outros serviços.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Círculos de Construção de Paz fortalecem diálogo e transformam convivência nas escolas de Sinop

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Os Círculos de Construção de Paz têm fortalecido a cultura do diálogo e da convivência respeitosa nas escolas de Sinop (481 km de Cuiabá). Com a participação de professores, gestores e coordenadores, a iniciativa já soma mais de 760 círculos registrados no sistema do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Baseada na Justiça Restaurativa, a metodologia promove escuta qualificada, fortalecimento dos vínculos e construção coletiva de soluções para desafios do ambiente escolar. Além de prevenir conflitos e violências, estimula habilidades socioemocionais, como empatia, cooperação, responsabilidade, autocontrole e respeito às diferenças.
A expansão do programa ocorreu a partir de um Termo de Cooperação Técnica entre o Poder Judiciário, a Secretaria Municipal de Educação e a Rede Estadual de Ensino. Atualmente, 105 professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares atuam como facilitadores da metodologia.
A juíza coordenadora da Justiça Restaurativa em Sinop, Débora Caldas, destaca que os facilitadores são os protagonistas da iniciativa. Segundo ela, cada círculo representa uma oportunidade de prevenir conflitos, combater o bullying e fortalecer vínculos, contribuindo para formar uma geração mais preparada para o diálogo e para a construção da paz.
A articuladora das Redes Municipal e Estadual de Ensino em Sinop, Elisangela Santos, afirma que os círculos já fazem parte da rotina das escolas, fortalecendo vínculos, ampliando os espaços de escuta e favorecendo o desenvolvimento socioemocional dos estudantes.
A gestora judiciária do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Sinop, Silvana Cavalcanti, ressalta que os resultados são fruto da atuação conjunta entre o Poder Judiciário, as redes de ensino e os profissionais da educação, com apoio permanente à formação e ao acompanhamento das escolas.
Para o juiz coordenador do Cejusc Sinop, Cristiano Fialho dos Santos, a Justiça Restaurativa amplia a atuação do Judiciário ao levar a cultura do diálogo para o ambiente escolar, fortalecendo a convivência e promovendo relações mais saudáveis.
Os impactos também são percebidos pelos professores facilitadores. Carmen Inês Botton, da Escola Estadual Rosa dos Ventos, afirma que os círculos oferecem aos estudantes um espaço seguro para serem ouvidos, fortalecendo a empatia, a comunicação não violenta e a resolução pacífica de conflitos. Na Escola Municipal Aleixo Schenatto, Djordana Cecília Bombarda destaca que a metodologia melhora as relações entre os alunos e favorece a aprendizagem. Já Luzineide Barboza de Sousa, da Escola Municipal Rodrigo Damasceno, relata que os encontros se tornaram um ambiente de acolhimento para estudantes que encontram na escuta ativa um espaço para expressar sentimentos, angústias e dificuldades.

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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