Mato Grosso

Assentamentos de União do Norte recebem mutirão de atendimento até esta quarta-feira (26)

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Eleitores e eleitoras dos assentamentos rurais Vida Nova I e Vida Nova II, no distrito União do Norte, em Peixoto de Azevedo (a 674 km de Cuiabá), recebem atendimento por meio de mutirões eleitorais nesta terça (25) e quarta-feira (26). Neste primeiro dia, o atendimento começou às 10h e segue até as 19h. Já no segundo dia, o mutirão começa às 7h e vai até o meio-dia. Durante a ação, a Justiça Eleitoral atende nas escolas municipais Vida Nova I e Vida Nova II. Vale lembrar que pessoas de outras comunidades próximas também podem usufruir do serviço. 

Os serviços oferecidos incluem alistamento eleitoral (primeiro título), transferência, revisão de dados cadastrais, emissão de segunda via, certidões, guias para quitação de multas e regularização do título, além da coleta biométrica. 

O foco da iniciativa é ampliar o cadastramento biométrico nas zonas rurais do município, regiões de difícil acesso, sem pavimentação asfáltica e sem transporte coletivo regular. A distância entre os assentamentos e a sede do cartório é de cerca de 140 km. 

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“As comunidades ficam distantes da área urbana, o que torna muito difícil para os eleitores regularizarem sua situação eleitoral. O mutirão tem impacto significativo, pois leva o atendimento para perto da residência daqueles que precisam do serviço”, declarou o chefe de cartório da 33ª Zona Eleitoral, Eucleico da Silva Barbosa. 

Para ser atendido, é necessário apresentar um documento oficial com foto e comprovante de residência, físico ou digital. Em caso de alistamento eleitoral de homens maiores de 18 anos, também é exigido o comprovante de quitação militar. 

Biometria 100% 

O mutirão integra a campanha “Biometria 100%”, plano estratégico da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE-MT) para aumentar o índice de cadastramento biométrico no estado. A meta é alcançar no mínimo 98% do eleitorado em 2025. Atualmente, Mato Grosso já conta com 90,31% de eleitores biometrizados, o que corresponde a 2.319.947 pessoas. 

O município de Peixoto de Azevedo possui 23.132 eleitores aptos ao voto, dos quais 22.247 (96,17%) têm o cadastro biométrico, enquanto 885 (3,83%) ainda não realizaram o procedimento. Em União do Norte, votam 3.950 pessoas: 3.831 (96,99%) estão com a biometria em dia e 119 (3,01%) ainda não realizaram o cadastro. O eleitorado da 33ª Zona Eleitoral é composto por 50.936 pessoas aptas a votar, das quais 48.060 (94,35%) já possuem biometria regularizada, enquanto 2.876 (5,65%) ainda não fizeram o registro. 

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Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

#PraTodosVerem: A imagem mostra duas fotos, cada uma ocupando metade do espaço. A primeira mostra um servidor da Justiça Eleitoral atendendo um estudante que segura uma caneta digital; ele usa boné camuflado e uniforme escolar. A segunda imagem mostra cinco eleitoras aguardando atendimento em um pátio com cores amarelas e azuis. Elas estão sentadas em um grande banco de madeira, apoiadas em uma mesa, de costas para uma parede com janela. No canto superior direito, há a logomarca do TRE-MT. 

Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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